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Ciclismo | ![]() |
Têm surgido nos ultimos meses vários casos de doping no ciclismo, mas este não precisa de tal, é um dos poucos que escapou a esses esquemas: Mr. Pither (Michael Palin).
Saudações e abraço!
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Nem as Mães são Felizes. | ![]() |
Nem as Mães são Felizes
Tento na língua,
Babince
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Um pensamento para amanhã | ![]() |
Boas.
Outro dia em conversas profundamente literárias e intelectuais
sem óculos com Pedrão, referi que tinha comprado um livro de
Manuel da
Fonseca chamado "Pessoas na Paisagem". Quando reparei ele tinha
tido uma ideia (ou memória, neste caso) brilhante e diz: pá, esse
man foi o que escreveu um poema brutal que Mário Viegas disse...
acho que se chama "Domingo" ou algo assim... não te lembras?
"Mariazinha santos, a costureirinha..." - Foi aí que fiz clique e
me recordei de que poema era... e, sem dúvida, é brutal.
Aqui fica a homenagem.
Domingo
Manuel da Fonseca
Quando chega domingo,
faço tenção de todas as coisas mais
belas
que um homem pode
fazer na vida.
Há quem vá para o pé das águas
deitar-se na areia e não pensar...
E há os que vão para o campo
cheios de grandes sentimentos bucólicos
porque leram, de véspera, no boletim do jornal:
«Bom tempo para amanhã»...
Mas uma maioria sai para as ruas pedindo,
pois nesse dia
aqueles que passeiam com a mulher e os filhos
são mais generosos.
Um rapaz que era pintor
não disse nada a ninguém
e escolheu o domingo para se matar.
Ainda hoje a família e os amigos
andam pensando porque seria.
Só não relacionam que se matou num domingo!
Mariazinha Santos
(aquela que um dia se quis entregar,
que era o que a família desejava,
para que o seu futuro ficasse resolvido),
Mariazinha Santos
quando chega domingo,
vai com uma amiga para o cinema.
Deixa que lhe apalpem as coxas
e abafa os suspiros mordendo um lencinho que sua mãe lhe
bordou,
quando ela era ainda muito menina...
Para eu contar isto
é que conheço todas as horas que fazem um dia de domingo!
À hora negra das noites frias e longas
sei duma hora numa escada
onde uma velha põe sua neta
e vem sorrir aos homens que passam!
E a costureirinha mais honesta que eu namorei
vendeu a virgindade num domingo
— porque é o dia em que estão fechadas as casas de penhores!
Há mais amargura nisto
que em toda a História das Guerras.
Partindo deste principio,
que os economistas desconhecem ou fingem desconhecer,
eu podia destruir esta civilização capitalista, que inventou o
domingo.
E esta era uma das coisas mais belas
que um homem podia fazer na vida!
Então,
todas as raparigas amariam no tempo próprio
e tudo seria natural
sem mendigos nas ruas nem casas de penhores...
Penso isto, e vou a grandes passadas...
E um domingo parei numa praça
e pus-me a gritar o que sentia.
mas todos acharam estranhos os meus modos
e estranha a minha voz...
Mariazinha Santos foi para o cinema
e outras menearam as ancas
— ao sol como num ritual consagrado a um deus! —
até chegar o homem bem-amado entre todos
com uma nota de cem na mão estendida...
Venha a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu fique rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras;
venha a ânsia do peito para os braços!
E vou a grandes passadas
como um louco maior que a sua loucura...
O rapaz que era pintor
aconchegou-se sobre a linha-férrea
para que a morte o desfigurasse
e o seu corpo anónimo fosse uma bandeira trágica
de revolta contra o mundo.
Mas como o rosto lhe estava intacto
vai a família ao necrotério e ficou aterrada!
Conheci-o numa noite de bebedeira
e acho tudo aquilo natural.
A costureirinha que eu namorei
deixava-se ir para as ruas escuras
sem nenhum receio.
Uma vez que chovia até entrámos numa escada.
Somente sequer um beijo trocámos...
E isto porque no momento próprio
olhava para mim com um propósito tão sereno
que eu, que dela só desejava o corpo bem feito
me punha a observar o outro aspecto do seu rosto,
que era aquela serenidade
de pessoa que tem a vida cheia e inteira.
No entanto, ela nunca pôs obstáculo
que nesse instante as minhas mãos segurassem as suas.
Hoje encontramo-nos aí pelos cafés...
(ela está sempre com sujeitos decentes)
e quando nos fitamos nos olhos.
bem lá no fundo dos olhos,
eu que sou homem nascido
para fazer as coisas mais heróicas da vida
viro a cabeça para o lado e digo:
— rapaz, traz-me um café...
O meu amigo, que era pintor,
contou-me numa noite de bebedeira:
— Olha, quando chega domingo,
não há nada melhor que ir para o futebol...
E como os olhos se me enevoassem de água,
continuou com uma voz
que deve ser igual à que se ouve nos sonhos:
— .... no entanto, conheço um homem
que ia para a beira do rio
e passava um dia inteirinho de domingo
segurando uma cana donde caia um fio para a água...
... um dia pescou um peixe,
e nunca mais lá voltou...
O pior é pensar:
que hei-de fazer hoje, que toda a gente anda alegre
como se fosse uma festa?...
O rapaz que era pintor sabia uma ciência rara,
tão rara e certa e maravilhosa
que deslumbrado se matou.
Pago o café e saio a grandes passadas.
Hoje e depois e todos os dias que vierem,
amo a vida mais e mais
que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!
Mariazinha Santos,
que vá para o cinema morder o lencinho que sua mãe lhe
bordou...
E os senhores serenos, acompanhados da mulher e dos filhos,
que parem ao sol
e joguem um tostão na mão dos pedintes...
E a menina das horas longas e frias
continue pela mão de sua avó...
E tu, que só andas com cavalheiros decentes,
ó costureirinha honesta que eu namorei um dia,
fita-me bem no fundo dos olhos,
fita-me bem no fundo dos olhos!
Então,
virá a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu ficarei rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras:
e virá a ânsia do peito para os braços!
Domingo que vem,
eu vou fazer as coisas mais
belas
que um homem pode
fazer na vida!
josé de arimateia, pensando no amanhã
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Barcelona, Portugal, Salvia e outros delírios absolutos em semelhança | ![]() |


Viajar é estranho. Entrei num avião e, passada uma hora, estou do outro lado, 1500 quilómetros mais longe: outro ar, outra gente, outra cidade infinitamente maior e mais urbana. Fez-me bem ver o avião a levantar, a sobrevoar a cidade em que vivo e a afastar-se deixando para trás problemas, traições – a falsidade com que me encheram os olhos durante tanto tempo. ZUUMMMMMMMM – lá ia eu a caminho de algo diferente. Movido pelo incessante egoísmo que fecha os olhos das pessoas omito da parte inicial deste relato Jesus Rodriguez, meu companheiro de viagem. Enfrentou muito melhor o pânico inicial do voo: eu agarrei-me firmemente à cadeira na esperança de que ela amparasse a minha queda. Jesus já aparece novamente um pouco mais longe neste relato.
No aeroporto tivemos o nosso primeiro desaire: uma máquina telefónica manhosa comeu-nos a pasta com que iríamos ligar para Jone… Digo-vos, as cabines de “lá” são ainda mais manhosas do que as de cá. Parecem blindadas e têm um insaciável apetite. Jesus e o seu magnífico telemóvel ligaram e recebemos as nossas coordenadas: Entrar no bus, ir sempre e sair em Urgell; ele estaria lá à nossa espera. Primeiras impressões: bem, essas foram tiradas do ar e aquilo que vi foi uma cidade enorme atravessada por avenidas e perpendiculares; mar, muito mar; carros formigas a mexerem-se pelas ruas; um sol enorme e brilhante. Boas vibrações. Em terra foi o atravessar o trânsito num veículo com ar condicionado: túneis, motas, carros, tráfego a meio da tarde; vias rápidas, sinais em catalão; paragem súbita numa via elevada; conversas em francês e inglês e línguas bizarras e impronunciáveis; dois portugueses a olhar para tudo e a estabelecer o plano de jogo. Lá fora a vida dos “nativos” decorre normalmente entre bicicletas e motas e um delírio apressado pós siesta. Bom!

Reencontro. A casa é perto e precisamos de comprar comida. A comida nem é assim muito cara. Deixamos as coisas em casa e vamos comprar… assim lá para os lados do MACBA. Passear pela cidade à tarde. Ramblas, turistas, nativos, estranhos e estrangeiros; um cota de cerca sessenta anos vestindo unicamente uma daquelas palas verdes que usaria um notário americanos nos anos ’20 e um piercing enorme e refulgente na ponta da gaita a passear, a aproveitar o sol de fim de tarde para escurecer mais a sua t-shirt e calção tatuados… Estranho, mas faz todo o sentido. Niña’ guapa’ que olham e fixam o olhar e sorriem porque é belo sorrir e está calor e respira-se sexualidade no ar. Bom! somos jovens, para quê recear o julgamento? Homens estátua e estátuas de homens, gatos gigantes, olho para trás para ver melhor a rapariga que acaba de passar (e não, não és tu; aquela que eu procuro e secretamente gostava de ter aqui para partilhar da minha loucura contida) e que olhou para mim como quem não me via, mas eu sei que ela me viu pela forma como desviou o olhar, pracinhas pequenas e arejadas… árvores e sombras providenciais. Na Plaza Reial uma fonte, frescura, turistas em delírios fotográficos e eu e Jesus (perdoe-se a piada, mas estava mesmo bem acompanhado!), fugimos do ajuntamento deixando para trás a homenagem a Garibaldi e as palmeiras e a frescura da fonte.

Há muita coisa de que eu não vou falar. Talvez tenha chegado a
idade em que prefiro guardar dentro de mim o que vejo penso e faço
porque é demasiado real para transmitir aos outros. Mas vou
escrever aqui as únicas linhas que escrevi em Barcelona, apesar de
toda a minha boa vontade. Vou só explicar o que tinha acontecido no
dia anterior: tínhamos ido visitar a Gracia, eu, Jesus, Jone e sua
senhora. Quando vínhamos embora encontramos uma loja que estava em
liquidação do stock de líquidos; enquanto eles se apaixonaram por
vinho e cava eu vi do lado direito de quem entrava na penumbra
várias garrafas de rum branco que diziam “Don Sorel” a 3 euros. Um
sorriso iluminou-me a face! Após uma noite em que o rum deu cabo de
mim depois de eu lhe ter esvaziado o corpo foram poucas as memórias
"concretas" que restaram. Lembro-me de um bar manhoso e livre e
barato numa casa ocupada, lembro-me também de andar pelas ruas
descalço, cheio de calor a dizer coisas - ou a gritar, as versões
variam. Acima de tudo precisava de um duche frio para aclarar as
ideias. Ganzas e ganzas na praça do MACBA, cerveza/bier gelada, o
primeiro gole entornado no chão para os amigos que não estão, ou se
calhar não foi lá… Quando voltamos a casa sentei-me no sofá. No dia
seguinte, domingo, dei por mim aterrado na sala, sem saber onde
estava quando abri os olhos. Só reconheci e me recordei do que se
passava e onde tudo se passava por causa dos cheiros, dos ruídos.
Tentei ir para o quarto onde era suposto dormir, mas o meu fígado
mal-tratado tinha outras ideias. Ainda para mais a vizinha fritava
peixe e alguém de casa fritava carne… Os cheiros deixavam-me
completamente nauseado. Passei grande parte da manhã a correr da
cama, a evitar calcar Jesus que dormia na paz dos santos no chão do
quarto e a enfiar a cabeça dentro da sanita para tirar de mim o que
quer que estivesse a mais. Alminhas! Apesar de tudo, continuo a
dizer que devia ter comprado duas garrafas daquele álcool açucarado
– era um bom preço.
Portanto, é domingo, 19h40 minutos hora de Barcelona e estamos no
Parc da Ciutadela a descansar, a respirar, a fumar umas brocas e a
ver o que se passa.
“Avenidas ordenadas de árvores de todas as espécies, turistas,
turistas e nativos circenses, pessoal a fazer ganzas discretamente
enquanto os Mossos passam, música de todos os lados, pássaros
verdes vindos de um qualquer deliro sul-americano, uma roda de
capoeira, mulheres lindíssimas. Uma ressaca de rum monstruosa a
pesar-me na cabeça e 5 dias passados em Barcelona. La vida loca
(perdoem a citação de Ricky Martin, mas estava muito ressacado). No
aeroporto nada fazia crer que fosse assim. Eu e Jesus saímos do
avião suados e atrasados uma hora. Milhares de turistas de todos os
tipos: “bifes” com camisolas de futebol, nórdicos já vermelhos e
mal saíram do avião, alemãs grandes com cara de quem te esmaga a
cabeça se não lhes deres o prazer suficiente na altura do orgasmo…
não interessa.”
Foi isto tudo o que escrevi. Não havia tempo: tinha tanto para ver,
tanto para esquecer. Além do mais, para meter Barcelona dentro de
palavras teria de fazer uma enumeração enorme que iria desde o
Bairro Gótico a Barceloneta, passaria pela Plaza Tripi (ou Plaza
George Orwell, calmamente videovigilada), daria uma volta pelas
praias, Champanharia (ai, que grande paulada de Cava e tapas),
Ramblas, Raval e Donnër Raval (reconhecido internacionalmente),
noites compridas e rápidas, duas turistas inglesas, uma alta e
cheia de pinta a outra uma porquinha pequenina, com medo de serem
violadas por um Paquistanês mal-intencionado e de olhar homicida
que as seguia – correm na tua direcção com as suas mini-saias e
maquilhagem e recusam a tua ajuda por receio que sejas um português
sádico que lhe vá levantar as saias no átrio do hotel para as
possuir à força no elevador (não fui eu que disse isto), Bairro da
Inês, cheiro a absinto e putas baratas que te agarram e tentam
convencer à força de que tens força na verga apesar de todo o
álcool, turistas, agressões entre gritos e garrafas partidas,
transsexuais encostados perto dos hóteis fixes e ingleses bêbedos
que se enganam até ao momento em que metem a mão e lhes gritam
“SURPRESA!”… Chavalos e chavalas a ler o Harry Potter e a chorar
com a morte do herói… JK Rowling, os meus parabéns por teres
ascendido de escrava de um ressacas a escravizadora de imaginações.
Brutal.

Morreria de falta de ar antes de conseguir acabar esta enumeração,
o que por si não diria nada ou talvez tudo sobre a cidade…

(No meio de toda esta grandeza libertadora, no
vórtice do anonimato e apesar de todas as palavras que me enchiam a
boca de libido, eras tu quem eu via nos suaves corpos com que me
cruzava. Eram as pistas que me reconduziram a ti que eu procurava.
Porque "nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela
despenhada de sua órbita viva. - Porém, tu sempre me
incendeias".)
Ainda tive oportunidade de ver um ensaio de algo definido como
chill-out psicadélico: cítara, guitarra e percussão… Catita! Jone
tem sorte com a casa que encontrou. Agora só precisa de uma casa
para dar largas ao desespero de quem quer viver tudo.
Ainda não compreendi muito bem o que me aconteceu por lá, mas algo
aconteceu. Algo de importante. Isso só se tornou totalmente
compreensível há bem pouco tempo, quando recebi uma mensagem para
aparecer no Piolho. Rever um amigo, beber umas cucas, falar um coto
na esplanada do 77. Nesta altura não fazia ideia de como a noite
iria acabar: no Jardim de Soares dos Reis, com uma gigantesca
paulada de salvia x20 e uma noite que arrefecia a cada momento que
passava.
Quando se sente a pele aspirada do corpo e o mundo todo a fundir-se
em sombras e luz que tomam forma num silêncio que sabes corrompido,
compreendes a unidade de tudo; a beleza individual de cada
partícula que compõe o universo visível e invisível que te rodeia e
a necessidade de todas as partículas para a criação de algo tão
belo como o mundo. É só saber aproveitar as coisas boas que este
tem para oferecer.
Portugal parece-me mais pequeno e tacanho desde que voltei… mas não
tem problema. Há sempre alguém a quem podemos ligar quando o mundo
se aperta à nossa volta, right baby? E podemos sempre dar a
fuga…
Gostaria de acrescentar aqui um abraço a Jesus porque me aturou
vários dias e ninguém sabe como eu como isso é difícil; a Jone e a
companheiros de casa pela hospitalidade; à sua senhora pelo jantar;
à minha senhora pela confiança e por ter esperado; ao mundo por ser
uma coisa bonita com a qual uma pessoa se consegue tornar mais
sábia.
josé de arimateia, numa paz relativa muito, mas muito agradável
PS- agradeço ao meu alter ego "quase." a cedência de todas as fotos deste post
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Coisas Absurdas Que Acontecem | ![]() |
Hoje estou a conduzir, paro num sinal Stop, ouço 3 buzinadelas e pooooooooowwwww... uma Toyota Hilux enfaixa-se na traseira do meu carro, soube depois que o condutor estava a acenar e a buzinar para um amigo que caminhava no passeio.
Miraculosamente, não tive danos, mas como a tinta do meu pára-choques está a descascar e não era nada mau um pára-choques novo e nunca se sabe se o embate pode ter empenado qualquer coisa na traseira do carro peço ao trolha da Toyota para preencher a declaração amigável para os peritos verem se o carro tem danos ou não. O gajo não só recusa, como ameaça: " O carro não tem nada, o pára-choques está direito, mas se quiser eu dou mais uma pancada no carro para ver se ele cai. "
Perante tal absurdo ligo para a polícia, passado quase uma hora lá chegam os cabrões dos bófias e ameaçam que ainda nos multam por estar a obstruir o trânsito, quando só estivemos ali parados porque o retardado do trolha bateu por trás no meu carro e recusou-se a preencher a decalaração amigável de acidente.
Preenchemos a papelada relativa ao acidente e no fim os bófias riem e dizem, estávamos a brincar em relação á multa...
É caso para dizer esta situação está a ficar silly...

Saudações e Abraço!
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Há tabuleiros que deveriam permanecer imóveis! | ![]() |

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Vestígios noticiosos | ![]() |
in Jornal de Notícias
E pronto! A bomba caiu forte como já ninguém esperava. Maddie está de volta aos media. Desta vez, as notícias que nos têm para oferecer parecem comprometer a "Brigada Cotonete" nacional, uma vez que só agora, e graças a cães enviados do estrangeiro, puderam descobrir novos vestígios na habitação de onde a criança desapareceu.
Ainda que neste momento falte apurar se o sangue encontrado pertence efectivamente à menina desaparecida há 3 meses acho estranho prova tão gritante ter sido descurada na investigação aprofundada conduzida pelas polícias nacionais. Entretanto, e com a multidão de gente que já atravessou a cena do crime ("Desde a semana de 11 de Junho que o espaço tem estado a ser alugado a outros casais para férias pelo "Ocean Club"), qualquer vestígio que tivesse escapado já não volta mesmo. Como já disse estas provas foram conseguidas graças ao uso de cães especialmente treinados no Reino Unido para descobrirem vestígios biológicos. Como espectador atento do CSI, pergunto a mim mesmo se aqui não existirão verbas para a compra de luminol.
Agora, de que forma é que estas novas provas afectam o desenrolar do caso e dos acontecimentos que se desenrolaram no apartamento do "Ocean Club", em Lagos? Ao contrário do que até agora se afirmava, a menina pode ter sido morta acidentalmente dentro do apartamento. Tendo sido morta dentro do apartamento isso afasta a hipótese de rapto - pelo menos consumado. Mas, se essa hipótese tivesse sido efectivamente afastada, porquê a insistência no cerco ao único suspeito? Isto, para além de me confundir, faz com que a notícia vinculada pela estação televisiva belga RTL-TVI na passada semana - "Madeleine terá sido vista no passado sábado numa esplanada de Tongres, acompanhada por dois adultos, um homem de 40 anos - cujo retrato-robô foi posto quinta-feira a circular na Bélgica - e uma mulher de 25." - possa ser mais um erro bem-intencionado. Suprema das ironias, foi este "avistamento" que voltou a arrancar este caso da silenciosa gaveta para onde caía dia após dia.
Também, convém dizer que a época futebolística ainda não começou realmente, as pessoas estão de férias, há poucas notícias e até os incêndios parecem não ajudar quem precisa de notícias escaldantes. Por isso estes relapsos de "não-notícias".
Factos:
- temos uma criança desaparecida de um quarto enquanto os pais jantavam num restaurante;
- não há provas que liguem fisicamente o suspeito - detido por denúncia de uma repórter inglesa - ao desaparecimento da criança ;
- depois de 3 meses e de vários levantamentos forenses descobrem-se novas provas que podem apontar para uma morte acidental da criança;
Portanto, à luz disto temos um corpo desaparecido depois de morto... Podemos também perguntar, se formos um pouco mais cínicos, se existiram outros vestígios biológicos que permaneceram por analisar... E, aquilo que mais me surpreende no meio de toda esta história (apesar de apenas ter sobrinhos), é como é que se deixam crianças sozinhas a dormir num apartamento de um aldeamento num país estranho do qual se desconhece até a língua?
Não me prolongarei mais. Para o poder fazer teria de começar a explorar o hipotético, como quem teria feito desaparecer o corpo no intervalo de tempo em que os pais partiram e voltaram do seu jantar e a que "acidente" teria ele sucumbido...
Factualmente, temos uma menina desaparecida transformada em joguete dos média que mantêm a sua imagem viva quando todo o pessimismo da idade adulta e dos tempos nos diz, desde o início, que a sua morte - ou algo pior que ela - foram as últimas recordações que ela levou do mundo dos adultos.
josé de arimateia
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Manoel de Oliveira | ![]() |
Belle Toujours (2006)
Um filme falado (2003)
Entrevista acerca do documentário (2005)
Mais vénias,
Babince
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Contagem de "Mosquetes" | ![]() |
- EUA lançam uma gigantesca operação de diplomacia a nível mundial. Condoleeza Rice visita cordialmente os EUE (Estados Unidos da Europa) e deste "meeting" sai controlo. Todos os cidadãos Europeus que pretenderem visitar as terras do Tio Sam terão de fornecer 18 dados pessoais (moradas, telefones e telemóveis, números de cartões bancários, etc.) ás companhias que os transportarão até lá. Dados que por sua vez serão processados pelos serviços de segurança de aquém e além-mar, ficando em base de dados por 3 anos e meio (dizem eles...). Este acordo é válido por sete anos. Tudo no bom nome da segurança e dos bons modos. Já agora deveriam também proceder a inspecções sanitárias não vá a malta aqui do Velhinho Continente (está tudo lá...) levar uma febre aftosa, peste suína ou uma leprazita... Ahlah-Huak-BOOOOOM!
Após esta e de certeza outro tipo de negociações (como saber em que ponto estão os apoios á grande causa evango-sionista), "Condolença" parte para o Médio Oriente, (que já merecia ser rebaptizado de Extremo-Oriente...lol), com a bagagem cheia até à borda de contratos militares no valor de "gaziliões" de dólares para os seus "amigos e aliados" árabes como a Arábia Saudita (esse grande agente duplo), o Egipto, os Emiratos Árabes Unidos e outros que tal... Estes contratos são de tecnologia de ponta na arte do bem guerrear e para compensar este "boom" do "warfare" e sossegar o povo eleito de Deus, foram mais e MELHORES contratos para Israel de forma a garantirem-lhes a supremacia militar na zona... Isto é, se Arábia Saudita, Egipto e Hassan's associados vão ver a sua Aviação, Marinha e Exército reforçados com "The American's Finest" imaginem o que não irá parar ás mãos Israelitas (que já têm do bom e do belo)... Porque afinal é preciso ter o Irão em conta...
Fala-se também por debaixo da mesa que o "caudilho" Sarkozy não quer ficar para trás nesta militarização do mundo e terá assinado com Líbia, do grande compincha Khaddafi, um contrato de rearmamento... mas como isto foi negado pelo próprio Sarkozy, não vou contestar. Este senhor ainda não deu provas de ter dado o dito pelo não-dito, portanto não vou desconfiar... Mas estarei atento.
Na Rússia, esse colosso dormente, Vladimir "O Terrível" dá ordem de expulsão aos diplomatas britânicos, sendo este acto uma sequela da grande peça de teatro - Litvinenko, O Homem Polónio! Estando também sempre presente o agudizar de relações entre as várias repúblicas que compõem a federação russa e algumas das ex-repúblicas soviéticas. Nas restantes nem se sabe o que por lá se passa... Talvez tráfico de heroína pago a preço de ogiva... Não se sabe e preferia que tal não fosse.
Por cá na "Home-Front", as companhias seguradoras tiveram o seu melhor resultado de sempre em 2006, totalizaram 708 milhões de euros de lucros! Conclusão, os seguros vão aumentar porque o negócio corre bem... É verdade os seguros vão aumentar.
Ah, quase me esquecia, ouvi dizer que alguém disse que o melhor para as finanças públicas era subir o IVA para os 25%... Já agora cobrem também o euro e meio por cada transacção multibanco e o meu último investimento vai ser uma corda... com nó... e não vai ser feito a pensar em mim...
Tudo isto veio nas notícias, jornais e nas meias-notícias...
E sabem a que é que isto cheira? Cheira a carne e a terra queimada!
P.S. - Aqui vai um mapazito para a malta ver a ligação entre Iraque e Afeganistão! Vejam lá se conseguem encontrar o Wally...
Filipe Daniel Duarte de Oliveira com relatos duma movimentadíssima "Silly Season".
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Ingmar Bergman (1918-2007) | ![]() |
Atendendo à enormidade da filmografia de Bergman, ver dois filmes do seu legado não é quase nada. O que vi ("O 7º Selo" e "Saraband") bastou para poder atestar o seu génio. Também por aqui a morte é madrinha da justiça: faça-se justiça portanto.



