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Ausente por duas semanas




Estrada da mata, entre o Furadouro e Esmoriz.


Lamas de ETARs revoltam vizinhos



Espinho, rua 23, entre as ruas 2 e 4. Em pleno coração turístico de Espinho, os restaurantes e alguns vizinhos cuidam do lixo desta maneira.

 

  • Em Ponte de Lima, o despejo de lamas de ETARs no Monte de Formigoso, em Cabração, está a revoltar os vizinhos. A autarca local, Maria de Fátima Lopes, garante que os trabalhos que decorrem no espaço natural cumprem a legislação em vigor, afirmando tratar-se de uma experiência-piloto com vista à reflorestação daquela área. Acrescenta que o projecto ainda não foi explicado à população porque se corria o risco de se perder uma oportunidade que é do interesse da freguesia. Se realmente o projecto é bom para a natureza e para as pessoas, então por que é que estava no segredo dos deuses?
  • A Câmara de Guimarães quer ampliar a pista de cicloturismo criada na antiga linha férrea que ligava a Fafe. Quando é que os autarcas deixam de encarar as ciclovias como espaços de usufruto sasonal e de aventura e recreio e passam a encará-los como necessidade diária de mobilidade das pessoas? Esta pergunta estende-se, como é óbvio, a todos os autarcas do país.
  • Metade do que ardeu este ano era área protegida, diz o Sistema de Informação Europeu sobre Fogos Florestais. Comparado com o resto da Europa, o comportamento português no combate a fogos florestais foi o menos eficiente no que diz respeito à salvaguarda das áreas protegidas.
  • Em Vila do Bispo, uma avaria na bomba da estação elevatória que serve a praia da Salema provocou a descarga de esgotos não tratados numa ribeira e no areal. A mancha de poluição só não foi maior devido à intervenção do nadador salvador de serviço. Lima da Costa apercebeu-se do mau cheiro das águas que corriam na ribeira seca e juntou areia, fazendo uma lagoa de retenção, impedindo que o efluente chegasse ao areal. O presidente da Câmara de Vila do Bispo, Gilberto Viegas, já veio dizer que "estes problemas nada têm a ver com a autarquia, pois a rede de águas e saneamento está entregue à empresa Águas do Algarve. A verdade é que agora temos mais problemas do que quando essa rede era gerida pelos serviços municipais." Até parece que o autarca e a sua equipa, suportada pela respectiva Assembleia Municipal, todos eleitos em sufrágio universal, nada tiveram a ver com a privatização das águas e esgotos do município a seu cargo. Até parece que o negócio foi feito a contra gosto. É preciso ter lata! Além de incompetente – as águas e os esgotos foram privatizados porque assim o quis o executivo camarário e a Assembleia Municipal -, quer fazer-se passar por inocente. Ide-vos encher de moscas!


Petrolíferas acusadas de desflorestação da Patagónia

  • Na Argentina, a Pan American Energy, controlada pela BP em 60%, é acusada de ter acelerado a desflorestação de grande área da Patagónia ao forçar a abertura de estradas para 10.000 plataformas e de ter provocado a contaminação de águas em muitos locais. Para além da BP, a Repsol, a Petrobras, a Total e a Exxon são também responsabilizadas e por isso lhes exigem 385 milhões de dólares de indemnização.


Mão pesada


Blogosfera


Reflexão

Mentiras ignoradas: jornalismo como propaganda, por John Pilger. Argumentos do jornalista expostos em Junho, na Socialism 2007 Conference de Chicago:

(1) o jornalismo profissional foi inventado há 80 anos e logo começou o mito do equilíbrio, da objectividade e da imparcialidade para atrair publicidade; (2) para garantir o seu profissionalismo, os jornalistas tiveram e têm que garantir que as notícias e as opiniões têm que ser controladas por fontes oficiais; por exemplo, depois do lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima, e contrariando as reportagens de Wilfred Burchett que, rompendo o bloqueio informativo imposto pelo General Douglas MacArthur descrevia a destruição total, W.H. Lawrence fez o frete de se deslocar ao Japão para minimizar, numa série de artigos, os efeitos catastróficos da bomba atómica, merecendo, por isso, a atribuição do prémio Pulitzer; (3) os princípios da imparcialidade e da objectividade como alicerces do profissionalismo defendido pela BBC revelaram-se princípios a suspender sempre que o sistema esteja ameaçado; (4) a BBC foi, ironicamente, usada pela secreta MI6 para difundir falsas informações acerca do potencial bélico de Saddam, porque os próprios profissionais da BBC poderiam ter produzido o mesmo resultado; (5) a linguagem dos media é usada para normalizar o impensável; (6) o segredo para furar este esquema contaminado é colocar as questões certas na hora certa, como o fez o editorialista do New York Times de 24 de Agosto de 2005; (7) Pilger aprendeu a lição quando, nos anos 70, entrevistou o escritor checo e este lhe disse: “Nas ditaduras temos mais sorte do que vocês do Ocidente. Não acreditamos em nada do que lemos nos jornais ou vemos na televisão porque sabemos que é tudo propaganda e mentira. Ao contrário de vocês, já aprendemos a ultrapassar a propaganda e a ler entre as linhas, e também sabemos que a verdade real é sempre subversiva.” (8) o jornalista “embedded” foi introduzido depois de se ter aceite a teoria de que a reportagem crítica tinha provocado a derrota da América no Vietname; (9) nenhum dos 649 repórteres colocados no Vietname se referiram ao massacre de My-Lai ocorrido no dia 16 de Março de 1968 e apenas Daniel Ellsberg e Seymour Hersh o fizeram, na América; (10) os filmes de Hollywood sobre a guerra do Vietname foram uma extensão do jornalismo: normalizaram o impensável; (11) Pilger fez e ofereceu um documentário (Year Zero: the Silent Death of Cambodia) à PBS, que se disse chocada por ele dizer que a América tinha preparado o caminho para as atrocidades de Pol Pot; (12) Tony Blair já empurrou o Reino Unido para a guerra mais vezes do que qualquer outro primeiro-ministro da era moderna; (13) os Talibans foram parceiros secretos da gigante petrolífera Unocal na construção do oleoduto que atravessa o Afghanisthan; (14) os russos já compreenderam que o objectivo do alegado escudo defensivo americano é subjugá-los e humilhá-los, mas os media ocidentais acusam Putin de estar a começar uma nova Guerra Fria e omitem o desenvolvimento do Reliable Weapons Replacement (RRW), o sistema nuclear americano destinado a disfarçar a diferença entre guerra convencional e guerra nuclear; (15) nas universidades, nas escolas de jornalismo, nas redacções, professores de jornalismo, jornalistas, precisam de quebrar este silêncio imposto por um sistema que fala de uma objectividade de treta.


Secantes e tangentes

  • A edição de 9 de Agosto do “Defesa de Espinho” preenche as páginas 2 e 3 com texto e fotos alertando para a falta de limpeza de algumas ruas, passeios e valetas do concelho. Não é de estranhar o desleixo. Pelo conteúdo das restantes páginas daquela edição, parece que o pessoal está mais interessado em festas e futebol. E, como o dia tem 24 horas, não se pode fazer tudo, não é Zé Mota?


Agenda


Participa no Lado Negro da WEB

Participa no Lado Negro da WEB! O Lado Negro da WEB (LNW) está a recrutar novos colaboradores em regime de voluntariado. Segue as instruções do flash e participa neste projecto!...


Refinaria da Petrogal faz duas descargas anuais poluentes




Espinho, fim da tarde de Sábado. Um carrinho de compras do Lidl está abandonado na esquina da rua 7 com a avenida 8. O Lidl mais próximo fica cerca de 2km a norte, em S. Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia.

 

  • Foram excluídos todos os concorrentes ao concurso público para o tratamento das 140 mil toneladas de lamas oleosas de Sines que estão depositadas num aterro em Santiago do Cacém, não se sabendo agora quando é que esses resíduos vão ser tratados. A situação é de tal modo grave que a Quercus está a estudar juridicamente este caso e pondera avançar para os tribunais caso se confirmem as fortes suspeitas existentes sobre a forma irregular como este processo decorreu. Este concurso público apenas surgiu depois da Quercus ter feito ver ao Governo que não poderia enviar aqueles resíduos para co-incineração sem que antes lançasse um concurso público, uma vez que o tratamento teria de ser pago pelo Orçamento Geral do Estado. Este concurso revelou que a solução defendida pelo Governo, - a co-incineração nas cimenteiras da Secil e da Cimpor -, custaria ao Estado mais 7 milhões de euros do que as outras propostas, pelo que numa análise correcta dificilmente aquelas cimenteiras seriam escolhidas. As outras três propostas presentes a concurso foram excluídas sem ser por base em critérios técnicos e económicos, mas apenas com base em argumentos meramente administrativos muito mal justificados, diz a Quercus.

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