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Nero

Adolfo Correia da Rocha nasceu a 12 de Agosto de 1907, faz hoje cem anos, em São Martinho da Anta, Trás-os-Montes. Literariamente adoptou o pseudónimo Miguel Torga. Faleceu a 17 de Janeiro de 1995 e deixou-nos textos tão belos quanto este:




“Sentia-se cada vez pior. Agora nem a cabeça sustinha de pé. Por isso encostou-a ao chão, devagar. E assim ficou, estendido e bambo, à espera. Tinha-se despedido já de todos. Nada mais lhe restava sobre a terra senão morrer calmo e digno, como outros haviam feito a seu lado. É claro que escusava de sonhar com um enterro bonito, igual a muitos que vira, dentro dum caixão de galões amarelos, acompanhado pelo povo em peso… Isso era só para gente, rica ou pobre. Ele teria apenas uma triste cova no quintal, debaixo da figueira lampa, o cemitério dos cães e dos gatos da casa. E louvar a Deus apodrece.: a dois passos da cozinha! A burra nem sequer essa sorte tivera. Os seus ossos reluziam ainda na mata da Pedreira. Chuva, geada, sincelo em cima. Até um lebrão descarado se fora aninhar debaixo da arcada das costelas, de caçoada! Ah, sim, entre dois males… Já que não havia melhor, ficar ao menos ali. No tempo dos figos, pela fresca, a patroa viria consolar a barriga. Gostava de figos, a velhota. E sempre se sentiria acompanhado uma vez por outra. Não que fizesse grande finca-pé naquela amizade. Longe disso. A menina dos seus olhos era a morgada, a filha, que o acariciava como a uma criança. A velha toda a vida o pusera a distância. Dava-lhe o naco da broa (honra lhe seja), mas borrava a pintura logo a seguir: - Ala! E ele retirava-se cerimoniosamente para o ninho. Só a rapariga o aquecera ao colo quando pequeno, e, depois, pelos anos fora, o consentira ao lume, enroscado a seus pés, enquanto a neve, branca e fria, ia cobrindo o telhado. O velho também o apaparicava de tempos a tempos. Se a vida lhe corria e chegava dos bens de testa desenrugada, punha-lhe a manápula na cabeça, meigamente, e prometia-lhe a vinda do patrão novo. Porque o seu verdadeiro senhor era o filho, um doutor, que morava muito longe. Só aparecia na terra nas férias de Natal. Mas nessa altura pertencia-lhe inteiramente. Os outros apenas o tratavam, o sustentavam, para que o menino tivesse cão quando chegasse. Apesar disso, no íntimo, considerava-se propriedade dos três: da filha, do velho e da velha. Com eles compartilhara aqueles longos oito anos de existência. Com eles passara Invernos, Outonos e primaveras, numa paz de família unida. Também estimava o outro, o fidalgo da cidade, evidentemente, mas amizades cerimoniosas não se davam com o seu feitio. Gostava era da voz cristalina da dona nova, da índole daimosa da patroa velha e da mão calejada do velhote.

- Tens o teu patrão aí não tarda, Nero…

O nome fora-lhe posto quando chegou. Antes disso, lá onde nascera, não tinha chamadoiro. Nesse tempo não passava dum pobre lapuz sem apelido, muito gordo, muito maluco, sempre agarrado à mama da mãe, que lhe lambia o pêlo e o reconduzia à quentura do ninho, entre os dentes macios, mal o via afastar-se. Pouco mais. Com dois meses apenas, fez então aquela viagem longa, angustiosa, nos braços duros dum portador. Mas à chegada teve logo o amigo acolhimento da patroa nova. Festas no lombo, leite, sopas de café. De tal maneira, que quase se esqueceu da teta doce onde até ali encontrava a bem aventurança, e dois irmãos sôfregos e birrentos.

- Nero! Nero! Anda cá, meu palerma!

A princípio não percebeu. Mas foi reparando que o som vinha sempre acompanhado de broa, de caldo, ou de um migalho de toucinho. E acabou por entender. Era Nero. E ficou senhor do nome, do seu nome, como da sua coleira.

[…]

Lá dentro frigiam carne. Ouvia bem o chorriscar da gordura na sertã. Dantes, seria o bastante para lhe correr a baba pela barbelas abaixo. Agora, só a lembrança de torresmos dava-lhe volta ao estômago. Uma perfeita ruína! Estava podre por dentro e por fora… Raio de vida! E o malandro do galo a galar a galinha! Tivesse ele procedido doutra maneira, quando o parvo era frangote, e já então cheio de proa, e não estaria agora o demo a fazer-lhe macaquices. Mas era feio um navarro dar um apertão num frango. Saiba um homem respeitar-se. Que grande dor de cabeça!... Que peso medonho na arca do peito!... E o corpo mole, sem acção…

Aí vinha a patroa nova observar o andamento daquilo…

Fechou os olhos. Sempre gostava de ouvir o que diria quando o visse como morto…

Ela chegou-se e ficou silenciosa.

Por uma fresta das pestanas espreitou-lhe a cara. Chorava. Desceu novamente as pálpebras, feliz.

E à noite, quando o luar dava em cheio na telha vã da casa, e os montes de S. Domingos, lá longe, pareciam ter já saudade das suas patas seguras e delicadas, quando o cheiro da última perdiz se esvaiu dentro de si, quando o galo cantou a anunciar a manhã que vinha perto, quando a imagem do filho se lhe varreu do juízo, fechou duma vez os olhos e morreu.”

Miguel Torga
Nero de “Bichos”


Artigo de luxo

Pra iniciar esse blog nada melhor do que falar sobre informação, pois é com esse intuito que eu o criei publicar aqui o que realmente pensamos como profissionais do jornalismo.
Não é todo mundo que pode ter um terno Italiano do Armani, um vestido da Victoria Secret ou um carro da Ferrari, esses são considerados artigos de luxo e não são para qualquer pessoa. Alias muitas delas jamais chegaram perto de um artigo desses. A informação é também um artigo de luxo, muitas pessoas conseguem informações importantes e as usam em beneficio próprio, não compartilham, porque são gananciosos e acreditam ser donos do mundo. Até aqui em Lucas tem “donos do mundo” escondidos atrás de redomas intocáveis. Algumas pessoas já confessaram em publico que sabiam com antecipação da chegada da Sadia aqui, mas só pensaram no que iriam ganhar com isso. E ganharam, foram milhões pagos pela Sadia para estar aqui. Ganhar dinheiro com negócio não ilegal ou errado, mas ganhar dinheiro e ainda posar de mocinho sem ter se preocupado com a população que hoje paga caro por não ter se preparado, se qualificado para compartilhar também desse novo ciclo ai sim é no mínimo injusto. Ao acessar as agencias de emprego on-line fiquei estarrecido ao ver o numero de vagas de emprego abertas em Lucas e sei que muitas pessoas que moram aqui estão hoje desempregadas, outras já partiram por falta de oportunidade. Que progresso é esse que tráz riqueza par uns e dificuldade para outros?
Edgar Savaris - Jornalista TV Luverdense - Canal 5


16 Cavaleiros com as Barbas de Molho

Museus: 16 directores contestam posições de Dalila Rodrigues
3 de Agosto de 2007, 22:13

Famalicão, 03 Ago (LUSA) - Dezasseis directores de museus nacionais subscreveram um abaixo-assinado em que põem em causa declarações e posições de Dalila Rodrigues, a directora do Museu Nacional de Arte Antiga a quem não foi renovada a comissão de serviço, segundo documento a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Dalila Rodrigues “tem, por diversas vezes, passado a imagem pública de que tal ideia (autonomia financeira e gestão dos museus) merecia a concordância de outros directores de museus nacionais, assumindo, de certa forma, uma posição de representação da classe museológica portuguesa, de que ela própria se reconhece o direito de liderar”, diz a determinado passo o documento.

Os subscritores salientam, mais à frente, que Dalila Rodrigues era directora “apenas há três anos” e que nenhum dos 16 directores conferiu “poderes de representação à directora do Museu Nacional de Arte Antiga como porta-voz da classe museológica portuguesa a que igualmente pertencem, nem lhe reconhecem esse papel a que se arroga”.

Na quarta-feira, o director do Instituto dos Museus e Conservação, Manuel Bairrão Oleiro, comunicou à directora do Museu de Arte Antiga, Dalila Rodrigues, que a sua comissão de serviço não seria renovada.

A decisão motivou críticas do CDS/PP e do PSD e a realização de uma vigília de protesto junto ao Museu.

Paulo Henriques, actual director do Museu Nacional do Azulejo, sucederá a 01 de Setembro a Dalila Rodrigues à frente do Museu Nacional de Arte Antiga.

EYM.

Lusa/Fim

in Sapo Notícias



1. Mete-me nojo a tomada de posição de determinadas pessoas quando sentem o chão fugir-lhes debaixo dos pés. Os 16 tomaram agora uma posição mediática, mas não o fizeram das outras “diversas vezes”.

2. Dalila Rodrigues deve consultá-los, aos Senhores, antes de dizer o que pensa.

3. Segundo os 16 Dalila Rodrigues “tem, por diversas vezes, passado a imagem pública de que tal ideia (autonomia financeira e gestão dos museus) merecia a concordância de outros directores de museus nacionais”… E será mentira? Será que "outros directores” são os 16?

4. Dizem os Senhores que nenhum dos 16 directores “conferiu poderes de representação à directora do Museu Nacional de Arte Antiga como porta-voz da classe museológica portuguesa a que igualmente pertencem, nem lhe reconhecem esse papel a que se arroga”. E a eles, quem lhes outorgou poderes ou reconheceu capacidades para contestar as posições de Dalila Rodrigues? Será que os 16 são “a classe museológica portuguesa”?

5. Não conheço pessoalmente Dalila Rodrigues. Escrevo estes apontamentos apenas porque sinto asco pela subserviência.


admário costa lindo


Mário Matadidi, o Revolucionário!

“Luanda, 28/07 - A colectânea discográfica "Memórias", de Mário Matadidi, está hoje à venda defronte ao complexo desportivo Manuel Berenguel, na Rádio Nacional de Angola (RNA), em Luanda, com a presença do artista, que procede à assinatura de autógrafos.
Neste CD, editado em Portugal através da Ngola Music Produções, constam, entre outras músicas, "Paciência", "Um minuto de silêncio" e "Volta Camarada", esta última feita em memória do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, falecido em 1979.”

“Luanda, 29/07 - O primeiro-secretário do MPLA em Luanda, Bento Bento, destacou hoje, na capital do país, o empenho e dedicação do cantor angolano Mário Matadidi em prol da divulgação da música nacional nos anos 70 e 80 além fronteiras”, considerando “que as mensagens das músicas de Matadidi continuam vivas e válidas no contexto actual da sociedade angolana. […]
Mário Matadidi nasceu em 1942, na província do Uíge, e começou a cantar na década de 1960. Entre 1961 e 1975 viveu no Zaíre, actual República Democrática do Congo.
Apesar de não ter gravado muitos trabalhos discográficos, fundou em 1972, o trio Madjesi, no ex-Zaire, e fez parte do agrupamento angolano Merengues.
Depois do Zaire, o músico residiu em Paris, França, durante 14, regressando definitivamente a Angola em Fevereiro de 2005.”

Folgo imenso por esta homenagem a MM, principalmente pela sua enorme evolução, a acreditar no que leio, durante estes quase 30 anos em que nos mantivemos desligados.

Devo esclarecer que mantive com o MM, no final da década de 70, uma acérrima atracção sem nunca termos trocado uma palavra. Isto devia-se não à relação fã/ídolo mas antes à atracção dos opostos.

Nunca atinei com “o espectáculo” MM por duas razões principais:

1. porque não era aquilo que se apregoava – música angolana – mas uma muito bem explorada coreografia kitsch acompanhada de música zairense;

2. porque prezo muito as palavras que se cantam.

Para ilustrar o ponto 2. passo a transcrever a lírica de uma das suas canções então mais em voga:

café, café, café
colhendo café
café, café, café
colhendo café
café, café, café

Vivia eu – penso que em 1978 – na cidade do Uije, quando o MM resolveu dar um espectáculo no pavilhão do F.C. do Uije, na época da colheita do café – precisamente!

Por essa altura eu mantinha, no Rádio Clube do Uije, uma programa – o “Nocturno” – onde as boas canções (e, pelos ecos recebidos, não eram boas apenas para mim) eram acompanhadas por algumas palavras a condizer.

É bom de ver que comentei no “Nocturno” o espectáculo do MM, à maneira do que acabo de expor.

Na manhã seguinte acordei com a musicalidade “toc-toc-toc” à porta de casa. Escancarei a entrada a uma Embaixada de membros do Partido que pretendia desagravar a imagem do MM, tão maltratada no programa.

Defenderam e pretenderam demonstrar-me que o MM era um grande músico – e daí? – que eu não entendia nada de música angolana – eles sim, eram o supra-sumo – que o MM era um Revolucionário e que eu não passava de um grande Reaccionário e de um reles Contra-revolucionário.

Tudo visto, aprendi:

1. que ser Revolucionário era trautear o “café-café-café”;

2. que tudo aquilo que eu então fazia na cidade – ajudar as populações a defender-se dos oportunistas-arrivistas donos de pequenos-grandes poderes, criando cooperativas de consumo sectoriais para que o povo conseguisse ter acesso aos géneros alimentícios das Casas Ditas do Povo – e no campo – organizando os pequenos agricultores em cooperativas de produção, principalmente para troca de produtos agrícolas por géneros alimentares não produzidos nas lavras – isso era a pura Reacção – numa altura em que o que se topava logo ao sair de casa era, invariavelmente, a Senhora Dona fome – isso era a mais acabada forma de Contra-revolução.

O certo é que a Embaixada do Partido falou, refalou, voltou a falar e, principalmente, deu-me muitos e bons conselhos.

Dessa vez nada mais me aconteceu. No entanto fiz tábua rasa dos bons conselhos, o que acontece sempre que se trata de exprimir o que sinto - ontem, hoje e amanhã.

Não foi daquela… mas foi de outra vez. Bati com os costados nos calabouços da DISA (não por causa, directa, do MM), desconseguiram derrotar-me, bazei para não ter que ouvir mais conselhos e imposições mas continuo, teimosamente, a dizer aquilo que penso.

Só não digo mais nada sobre o MM porque, a crer no que leio, o músico encetou uma tão grande evolução que valeu o seguinte comentário:

“Ele escreveu músicas que marcaram os anos 70 e 80, principalmente de cariz interventivo e que acompanharam as várias fases de transformação de Angola.” (Bento Bento)


Banzei!

admário costa lindo

créditos da imagem e citações: Angop


A Palanca-negra sobrevive!



Temia-se que a Palanca-negra-gigante, ex-libris nacional, estivesse extinta.

Em 2005 foram apresentadas fotografias deste antílope, endémico de Angola, captadas no Parque Nacional de Cangandala por uma expedição promovida pelo Centro de Estudos de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola que contou com uma equipa de pesquisadores sul-africanos, representantes do Governo provincial de Malanje e da Fundação Kissama e o apoio do Fundo das Nações Unidas Para o Desenvolvimento - PNUD.

Mesmo assim os temores continuaram, até há muito pouco tempo.

Finalmente uma manada composta por doze palancas-negras-gigantes foi avistada recentemente por populares da comuna do Luando, município do Kuemba, 273 quilómetros a leste da cidade do Kuito, na província do Bié.

A existência de palancas negras gigantes ficou também provada pelos resultados de análises de DNA realizadas a excrementos e pêlos encontrados na Reserva de Cangandala, cinco dos quais cientificamente comprovados como pertencentes a palancas-negras-gigantes.

A palanca-negra-gigante está incluída no Anexo I da CITES (revisão de 4.03.2007) e na Lista Vermelha 2006 da IUCN, classificada como CR.

admário costa lindo

fonte:
Angop


Isto é só para Angolanos!

Conferência no Porto sobre as eleições em Angola
- 200 angolanos de primeira e alguns de segunda



Hoje à tarde, na Faculdade de Economia do Porto (Portugal) realizou-se uma conferência sobre o processo eleitoral em Angola. Caetano de Sousa, presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), foi o orador principal do evento ao qual compareceram cerca de 200 angolanos de primeira e mais meia dúzia de segunda.

Com uma hora de atraso, o encontro começou com o aplauso da assistência à entrada do Embaixador de Angola, Assunção Afonso Sousa dos Anjos, bem como das cônsules em Lisboa e no Porto, respectivamente Elisabeth Simbrão e Maria de Jesus dos Reis Ferreira, e ao orador convidado.

Por deficiências sonoras, que nada preocuparam a assistência, pouco percebi do que disse o Embaixador ou do que afirmou Caetano de Sousa. Também é certo que, diga-se em abono da verdade, abandonei a sessão no início da intervenção do presidente da CNE.

E abandonei a sessão porque descobri que, afinal, o meu lugar não era ali. E descobri graças à oportuna explicação de gente ligada à organização, presumo que do Consulado no Porto.

Explico. No meio dos tais 200 cidadãos presentes estavam pouco mais de meia dúzia de brancos, mesmo contando com o meu velho amigo Ricardo Pereira que ali se encontrava a fotografar ao serviço do Consulado.

Durante a sessão algumas pessoas foram distribuindo pela assistência um pequeno papel que, tempos depois recolhiam. Presumo que se tratava de perguntas sobre o processo eleitoral e destinadas aos oradores.

Reparei (talvez por deficiência profissional) que esses papéis não eram entregues aos cidadãos brancos que, se não eram angolanos eram, pelo menos, amigos de Angola. Não creio que estivessem ali como penetras apenas para o faustoso beberete que estava a ser montado para o fim da festa.

Interpelei então uma das pessoas que distribuía os ditos papéis, perguntando-lhe se eu não teria direito a um deles.

A resposta foi clara e inequívoca:

“- Isto é só para angolanos”.

A tradução desta afirmação é fácil, já que nenhum dos 200 cidadãos presentes trazia qualquer rótulo a dizer: “Sou angolano”. Ou seja, queria dizer: “Isto é só para angolanos negros”.

Assim sendo, e porque sou angolano… mas branco, não tive outro remédio que não fosse abandonar a sala. Triste, é certo. Magoado, é claro. Mas como nada posso fazer quanto ao local em que nasci, ao país que amo, e muito menos quanto à minha cor, a solução foi vir embora.

28.07.2007
Orlando Castro
in
Alto Hama



A raça no Bilhete de Identidade parecia uma brincadeira. Mas não era. Otyiri muene.

Afinalmente aparece outra: angolano tem que ser negro; para ter todos os direitos e regalias da angolanidade só sendo negro, nem que seja pintado.

O Mário, filho de um grande avilo meu, que nasceu em Angola mas de ascendência angolana, portuguesa e macaense, não é negro. Portanto, se estivesse na Conferência do Porto não teria recebido o papelinho.

Mas quem garante aos promotores da Conferência que aqueles que receberam o papelinho eram (todos) angolanos?

Não sabiam que também há negros portugueses?

Por que carga de água é que um branco nascido em Angola, só porque é branco não há-de ser angolano?

E por que carga de água um negro nascido em Portugal, só porque é negro não há-de ser português?

Alguém sabe responder?

admário costa lindo


Utilitários online

Acabei de linkar aqui no blog, o foto resizer, eu já devo ter falado dele antes. Um endereço web, onde se pode redimensionar qualquer jpg. Ótimo pra quem usa LAN house onde não há um bom programa pra isso.

[linkei na coluna mais da direita, antes dos links do passado deste blog.]

Agora só falta eu achar um programa para colar o meu logo na imagem. Estou pensando em tentar instalar um programa pra isso no cartão de memória que eu tenho, de forma a rodar o programa direto do cartão e fazer a tarefa, mas não consigo instalar nada no PC da LAN...

complicado, mas algum jeito eu vou dar. hehe.


Botuverá

É, já são 3 dias indo e voltando de Botuverá, com a bike dentro de uma kombi, junto com mais duas, muita estrada de terra e muita poeira...



Botuverá tem , se não me engano, 9 setores censitários, contra uns 80 e tantos de Brusque. Segunda volta a rotina.


Notas Elétricas

Para divulgar a rádio ZB 104, de Honduras, foi desenvolvidade pela BBDO essa ação de guerrilha usando os fios dos postes como se fossem linhas para as notas musicais afixadas neles.

Advertising Agency: BBDO, Honduras
Creative Directors: Sebastian Coronas
Art Directors: Tania Erazo, Henry Trujillo
Copywriters: Charlie Munguia


Grande ação de oportunidade... ou seja, o criador da ação observou os fios "de outro ângulo" hehe



Do Apple I ao iPhone

A EVOLUÇÃO DA APPLE

(clique ampliar)

Nesse quadro acima, você poderá observar a evolução de uma das empresas de tecnologia mais exaltadas do mundo ( ou porque não a maior ) , com todos os seus sucessos! Pronto... depois do iPhone, o que virá?! Você poderá escolher aqui o que acha que vai ser a próxima evolução da Apple - aqui.


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