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Casamento e Divórcio

“695. O casamento, ou seja, a união permanente de dois seres é contrária à lei da Natureza?

  • É um progresso na marcha da Humanidade.”


Fonte: O Livro dos Espíritos


A união permanente de duas pessoas que se amam é um progresso da sociedade, é uma vida de entreajuda, partilha de bons e maus momentos, ou como nas palavras de Allan Kardec “a solidariedade fraterna”.


Mas isso é entre duas pessoas que se amam verdadeiramente!


Muitas vezes na sociedade, os “bons casamentos” não são entre duas pessoas que se amam de verdade, mas sim entre duas pessoas em que pelo menos uma delas está a satisfazer um interesse material, um orgulho ou uma vaidade... para já não falar dos casamentos que acontecem porque os pais do casal tinham combinado isso há anos.


Numa união em que exista uma afeição reciproca sincera, não existe adultério, não existem maus tratos físicos ou psicológicos, não existe repudio porque “afinal já não te amo”.


Sendo o casamento, ou seja, a união permanente entre dois seres um progresso na marcha da Humanidade, será o divórcio contrário às leis de Deus?


Bom, se calhar o melhor para analisar esta temática do casamento e do divórcio, será ler o que está no Capítulo XXII do Evangelho Segundo o Espiritismo:


Indissolubilidade do casamento

1. Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? Ele respondeu: Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse: -Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne? - Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus juntou.

Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse? - Jesus respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. - Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.)

2. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no inundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças. Daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais. Assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo; noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta.

3. Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais. Quando tudo vai pelo melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e, quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são e muito felizes hão de ser.

Nem a lei civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei do amor, se esta não preside à união, resultando, frequentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desgraça que se evitaria se, ao estabelecerem-se as condições do matrimonio, se não abstraísse da única que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: "Não sereis senão uma só carne", e quando Jesus disse: "Não separeis o que Deus uniu", essas palavras se devem entender com referência à união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.

4. Será então supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização; por isso, é útil, necessária, mas variável. Deve ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como selvagem; nada, entretanto, nada absolutamente se opõe a que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina promanam dos prejuízos e não da lei civil. Esses prejuízos, se bem ainda vivazes, já perderam muito do seu predomínio no seio dos povos esclarecidos; desaparecerão com o progresso moral que, por fim, abrirá os olhos aos homens para os males sem conto, as faltas, mesmo os crimes que decorrem das uniões contraídas com vistas unicamente nos interesses materiais. Um dia perguntar-se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais moral: se encadear um ao outro dois seres que não podem viver juntos, se restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número de uniões irregulares.

Divórcio

5. O divórcio é lei humana que tem por objecto separar legalmente o que já, de facto, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. Se fosse contrario a essa lei, a própria Igreja seria obrigada a considerar prevaricadores aqueles de seus chefes que, por autoridade própria e em nome da religião, hão imposto o divórcio em mais de uma ocasião. E dupla seria aí a prevaricação, porque, nesses casos, o divórcio há objectivado unicamente interesses materiais e não a satisfação da lei de amor.

Mas, nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: "Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres?" Isso significa que, já ao tempo de Moisés, não sendo a afeição mútua a única determinante do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Acrescenta, porém: "no princípio, não foi assim", isto é, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, derivando da simpatia, e não da vaidade ou da ambição, nenhum ensejo davam ao repúdio.

Vai mais longe: especifica o caso em que pode dar-se o repúdio, o de adultério. Ora, não existe adultério onde reina sincera afeição recíproca. É verdade que ele proíbe ao homem desposar a mulher repudiada; mas, cumpre se tenham em vista os costumes e o carácter dos homens daquela época. A lei moisaica, nesse caso, prescrevia a lapidação. Querendo abolir um uso bárbaro, precisou de uma penalidade que o substituísse e a encontrou no opróbrio que adviria da proibição de um segundo casamento. Era, de certo modo, uma lei civil substituída por outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, tinha de passar pela prova do tempo.”



Espiritinhas

Vale a pena visitar este blog, são pequenas histórias em banda desenhada, com muito humor e dentro da temática espírita.

http://espitirinhas.blogspot.com/

Como o próprio autor o descreve:

"São tirinhas sobre o espiritismo e o movimento espírita. Nela você vai ver estorias que refletem o dia-a-dia de uma casa espírita onde, de forma cômica, podemos observar pequenos enganos, atitudes, mal-entendidos e lições para refletirmos sobre nosso comportamento."


Déficite de Masculinidade


"O forcado não se compôs na córnea no priomeiro derrote!" - acaba de informar o inefável Maurício Vale. E ainda bem, porque é sempre bom sabermos estas coisas. Por outro lado, ficamos a par da não menos importante revelação de que os forcados Joaquim Restolho e Luis da Branquinha estão prestes a abandonar a actividade. O que é uma pena.

É a Corrida de Touros da RTP, e há forcados com patilhas à Joaquim Agostinho a brindarem pegas de caras à Presidente da Câmara Municipal do Montijo e à Menina Sónia Catarina. Malta rija, malta macha...

O touro, cujas pontas dos cornos foram cortadas, e com os ouvidos cheios de papel de jornal, deambula, desorientado, pela arena, com o dorso cravejado de ferros e o sangue a escorrer em bica. E temos o burladero, a afición, os tércios e os ferros de violino. Vai lá, vai... Estes valentes homens de chapeleta escandalosamente inclinada por sobre os olhos tresandam a masculinidade e vinho tinto, e falam num sotaque fabuloso. Dizem "Atã, moço...", e "Os manos Ribeiro -Telles fizerã uma faena assim e assado".

Estou esmagado! As mulheres presentes na praça não lhes regateiam aplausos e eu próprio me rendo quando eles começam a puxar da expressão porventura mais carismática e enigmática, que é o inesquecível "tourear um touro, tourear um touro". É demais! Ouvi-los a balbuciar esse estribilho sem cessar deixa-me esmagado sob o peso das suas botas ribatejanas, intoxicado pelos seus after-shaves Gibbs, triturado pelo marialvismo das suas patilhas, a ressoar campinas áridas e acordes disco-sound de Donna Summer!
Não aguento, confesso o meu déficite de masculinidade e aceito as evidências. Mudo para a Sic Mulher, onde passa "Animal Hospital". Um cão abandonado, com a pele em chaga, é recuperado com cuidados médicos, e carinho incondicional do dono. Brincam os dois, alegres, num parque. Um gatinho que engoliu linha de coser é operado e recupera a saúde. Como gosto de ver estas coisas. Devo ter um problema hormonal.


Aventuras Efémeras


Um argumento comum entre os consumidores de drogas é que "de qualquer forma, temos que morrer". É mais um efeito pernicioso do ateísmo vigente. E da religiosidade que insiste em alegorias gastas, como a do Céu e do Inferno.
O consumidor de drogas não acredita na continuidade da vida, ou não tem uma crença consistente a esse respeito, nem acredita nas chamas do Inferno. Tem nos seus horizentes uma única vida, a seguir a esta o Nada, e recusa-se a passá-la numa rotina maçadora. Prefere as aventuras efémeras no mundo da alucinação, da felicidade artificial.

A realidade, para nós, espíritas, é diferente. Neste nosso mundo, o mal domina, de facto. Porque ainda somos seres pouco evoluídos. Vamo-nos melhorando através de encarnações sucessivas, e quando formos mais evoluídos, a Terra será um mundo melhor, onde será muito mais agradável viver. Entre virar as costas à imperfeição do mundo, e tentar melhorá-lo, a escolha parece-nos evidente.

Por outro lado, com o fim da vida do corpo, a vida do dependente de drogas complica-se ainda mais. Já não tem possibilidades de satisfazer o vício, mas continua a sentir a necessidade psicológica das substâncias a que se prendeu. Passa então por períodos de dolorosa privação. E frequentemente procura toxicodependentes ainda no corpo físico, com quem compartilha as sensações de que sente falta.

Muitos toxicodependentes sofrem uma influência constante de outros toxicodependentes desencarnados para consumirem mais e mais.

A doutrina espírita explica a razão para as aflições por que passamos neste mundo; esclarece acerca das consequências dos suicídios, rápidos ou lentos; e aponta horizontes mais vastos, de felicidade eterna.

Não pretendemos que as pessoas se tornem espíritas, mas gostávamos que pudessem ser mais espiritualizadas. Neste assunto das drogas, como em muitos outros.

Na foto: a mesma pessoa, antes e depois de um período de três anos a usar metanfetaminas.


Dia Internacional Contra as Drogas


Hoje é o Dia Internacional Contra o Abuso e o Tráfico de Drogas Ilícitas. Em comunicado, o Secretário-Geral das Nações unidas, Kofi Annan, foca diversos aspectos deste problema que merecem uma reflexão séria:
A questão de ser ou não uma opção - o consumo de drogas pode ser considerado uma opção, tomada em plena liberdade por cada um, quando se sabe que a maioría consumidores são adolescentes e/ou pouco informados?


O combate ao tráfico e consumo - deve ser feito contra a oferta de droga, mas também contra a pobreza, que é campo fértil onde vicejam todos os vícios.


A pobreza que advém da exclusão social, do desemprego e do não acesso à instrução, deve ser a área de intervenção da luta contra as drogas e criminalidade a ela associada.
Infelizmente, os políticos fazem campanha e governam a favor das sondagens, e raramente oferecem propostas sérias nesta área. À direita, faz-se a apologia do proibicionismo e da repressão, quando se sabe que estas medidas não resultaram em parte alguma do mundo, por muito duras que sejam. À esquerda, as propostas parecem esgotar-se na liberalização e nas salas de injecção assistida.


O esclarecimento às populações não passa por campanhas com rapazes e raparigas a correr por prados floridos. Não só a mensagem não chega a todos, como funciona para os adolescentes completamente ao contrário. Um adolescente que se preze - não um adulto precoce que já anda a colar cartazes partidários - quer estar a milhas da imagem patética desses jovens estereotipados.


O publicitário francês Segella produziu uma campanha que mostrava de forma clara e directa, os efeitos perniciosos do consumo. Retratos reais de pessoas estendidas em casas de banho públicas, sujas, doentes, agonizantes. O slogan vingou: "A droga é uma merda!".
Consumir drogas não tem nada de aventuroso, romântico ou rebelde. Consumir drogas é alimentar traficantes sem escrúpulos, para quem uma overdose representa apenas um cliente a menos. Combater os guettos, a pobreza, o desemprego, é efectivamente combater as drogas. Combater apenas o tráfico, é estar a tentar esvaziar um lago com um dedal, pois o tráfico de drogas é o maior negócio do mundo, e consequentemente move muitos e poderosos interesses.

A doutrina espírita pode ser de grande utilidade no combate ao consumo de drogas, pois esclarece acerca do valor da vida. Desperdiçar uma vida terrena no vício é contrair pesadas dívidas para o futuro e adentrar o mundo espiritual com todas as sensações de carência que se sentem nesta vida. Excruciantes, insuportáveis.

Na imagem: "Junkie", uma pintura de Jan Peter Kranig.


"IMPOSTURAS ANTI-CRISTÃS"


Sem comentários - para já - publicamos esta crónica de João César das Neves no Diário de Notícias:
http://dn.sapo.pt/2007/06/18/opiniao/imposturas_anticristas.html

IMPOSTURAS ANTICRISTÃS

João César das Neves
professor universitário

naohaalmocosgratis@fcee.ucp..pt

«O combate contra o cristianismo é um dos mais vastos, sistemáticos e duradouros de sempre. Desde a crucificação segue múltiplos
propósitos, formas, atitudes e um só objectivo. Hoje a campanha adquiriu tons específicos, especial agressividade e profundo
embuste. Acaba de sair o livro de uma das maiores autoridades no tema, o sacerdote francês Joseph-Marie Verlinde: Imposturas
Anticristãs. Dos Evangelhos Gnósticos ao Código da Vinci (Editorial Verbo, 2007). Cientista nuclear, foi expoente do esoterismo
antes de, convertido, se tornar campeão da fé em pregação, livros e no site www.final-age.net.
O recente "anticristianismo (...) surge da controvérsia entre as duas correntes: de um lado o racionalismo das Luzes, que
reinvindica a autonomia absoluta da razão; do outro o 'sentimentalismo' do romantismo que, rejeitando completamente o Deus
transcendente, procura o divino nos bastidores dos mundos ocultos, percebidos 'intuitivamente'. Estas duas correntes, longe de se
antagonizarem, vão desenvolver-se em simultâneo" (p. 75-76). No fim do século XIX juntaram-se nas relações do positivismo de
Comte com o espiritismo, de Kardec. Agora florescem na New Age.
Por cá, a república, cujo centenário se aproxima, decretou uma sistemática perseguição religiosa na linha do ateísmo oitocentista.
Hoje a hostilidade é surda e subtil, mas não menos activa. Olhando a cultura oficial, ninguém diria que vivemos num país cristão.
Os autores católicos são menorizados por o serem. A expressão religiosa é possível, mas deve ser privada, e as manifestações da
civilização cristã são silenciadas ou distorcidas. Entretanto, visões ateias, exóticas ou anticristãs são subsidiadas, divulgadas,
celebradas. A cultura oficial é hedonista, relativista, libertária.
Desde que a Europa abandonou a Igreja, já falharam os sonhos totalitários nazi e marxista, o ateísmo puro não convenceu e o
cientifismo triunfante azedou. Vivemos a apoteose da ideologia ocultista, panteísta e esotérica. Verlinde mostra com clareza a sua
origem e contornos. "O renascer contemporâneo do pensamento gnóstico desenvolveu-se no Ocidente como consequência
'espontânea' do movimento da secularização, o qual, agora à distância, se percebe que apenas visava a religião 'dominante', a
saber, o cristianismo" (p.18). Após séculos a atacar a Igreja, caiu-se no delírio.
O autor lembra que Mircea Eliade avisara: "A grande maioria dos 'sem religião' está atulhada numa miscelânea mágico-religiosa,
mas degradada até ao ridículo, e por isso dificilmente reconhecível" (p. 179). A cultura actual explicitou-a num chorrilho de
disparates que envergonharia os nossos antepassados iluministas, deístas e positivistas. Uma incrível série de generalizações
boçais, paralelos abusivos e truques linguísticos dizem "demonstrar cientificamente" o que a ciência e a História negam
peremptoriamente. Daí a popularidade da literatura e movimentos gnósticos, esotéricos e mágicos, o sucesso de Dan Brown, Harry
Potter e seus clones, que o autor desmascara com rigor.
Naturalmente, num tempo obcecado com o erotismo, a magia sexualis está no centro. Também isso é um embuste, pois o antigo
gnosticismo era misógino, machista e diabolizava o sexo, mas hoje usam-se essas teorias como pretexto para "novas formas de
prazer sob a capa de 'demanda mística' " (p. 191).
Entretanto, a Igreja é vista "como organismo tentacular e parasitário" (p. 264), em linguagem paralela à dos nazis contra os
judeus. Se as instituições hoje favorecem o sincretismo, porquê perseguir a fé cristã? Trata-se de uma forma de calar a consciência.
Quem se afunda no deboche e sofre as suas dramáticas consequências sente a necessidade de descarregar os remorsos. Mas há
uma razão mais profunda: "Por detrás da recusa em acolher a interpretação do crente da pessoa de Jesus Cristo (...) esconde-se a
recusa de depender de Outro para aceder à verdade última e à vida eterna" (p. 32). Estas seitas repetem a suprema tentação
soberba da serpente do Éden: "Sereis como deuses" (Gn 3, 5).»


A ditadura democrática de Maria Filomena Mónica


Alguns meses volvidos sobre o referendo à interrupção voluntária da gravidez, a exaltação e os excessos ainda não acalmaram de todo.

Na última quinta-feira, no programa matinal do Rádio Clube Português, a escritora, socióloga e professora Maria Filomena Mónica, defendia, sem rodeios, que os médicos que se recusam a praticar a IVG sejam sumariamente despedidos. Argumentava a opinion-maker que "assim se lhes acabam logo as objecções de consciência".

Trata-se de alguém que se considera a si própria um baluarte da Democracia.

Tivemos durante a campanha eleitoral, de um lado, algumas religiões, que ameaçaram com o fogo dos infernos quem apoiasse a IVG, e do outro os ateístas, que defenderam a ideia de que um embrião é algo comparável a uma borbulha, que se pode remover com a mesma ligeireza.

Também tivemos posições equilibradas, e era bom que estas prevalecessem. O facto de o "sim" ter sido maioritário no referendo não justifica posições como a de Filomena Mónica, que configuram um conceito absurdo: o de ditadura democrática.


Debate entre José Lucas e Padre Fontes no RCP

Já se encontra disponível no site da ADEP (www.adeportugal.org) o programa de rádio que teve lugar no dia 22 de Abril de 2007, entre as 23H00 e as 24H00, subordinado ao tema "Espíritos".


Elogio à TVI!


No programa de 7 de Junho das "Tardes da Júlia", o tema foram os Espíritos.
Esteve presente Amélia Reis, representando a Associação de Divulgadores do Espiritismo de Portugal; Luisa Fernandes, espiritualista e pesquisadora; e Vitor Rodrigues, psicólogo clínico e presidente da ALUBRAT - Associação Luso-Brasileira de Psicologia Transpessoal.
Contando as suas experiências pessoais estiveram Robertina e Cláudia, ambas médicas de profissão, que encontraram na doutrina espírita conforto e estabilidade psicológica na sequência de graves problemas com ligações à Espiritualidade.
Júlia Pinheiro demonstrou mais uma vez o seu elevado profissionalismo, conduzindo muito bem o programa.
Júlia demonstrou que é possível tratar temas sérios em programas "leves" como este, em que o entretenimento se cruza com a informação útil de forma muito eficaz.

Regista-se que a TVI neste programa pôs de parte o estilo sensacionalista que é seu costume. Se é certo que as televisões privadas procuram audiências, também é certo que o sensacionalismo descredibiliza, e a qualidade fideliza audiências.
Nota: O vídeo do programa vai estar em breve disponível no site www.adeportugal.org, na secção de downloads.


Polónia: Homem despertou de coma ao fim de 19 anos


Um ferroviário polaco que ficou em coma em 1988 devido a um acidente despertou ao fim de 19 anos, anunciou hoje a cadeia de televisão privada Polsat.

Vítima de um choque contra um vagão, Jan Grzebski desenvolveu um tumor cerebral, que lhe afectou os movimentos e a fala até o imobilizar completamente.

«Vi tudo, ouvi os médicos dizerem que eu teria um mês ou dois de vida mas não podia reagir», relatou à estação televisiva, acrescentando que deve a sua via à mulher, Gertruda: «Foi ela que cuidou sempre de mim, foi ela que me salvou a vida».

Pai de quatro filhos na altura do acidente, Grzebski tem hoje onze netos. Quando ficou em coma, a Polónia ainda era um país comunista mas hoje faz parte da União Europeia e da NATO.

«O que hoje me espanta são estas pessoas todas que se passeiam a falar ao telemóvel e não páram de se queixar. Por mim, não tenho nada a lamentar», argumentou.

Diário Digital / Lusa

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=279147

Esta é uma história comovente, no Jornal da Noite na SIC deram até mais pormenores, como por exemplo o facto de a mulher Gertruda, durante este tempo todo ter mudado o marido de posição de hora a hora, para assim não ficar com chagas no corpo... ou que a comunidade cientifica não tem explicação para a recuperação deste senhor (para eles era um caso perdido já à anos), nem tão pouco tem explicação do como é possível ele estar a recuperar tão rápido os movimentos e a capacidade de falar.

O espiritismo é contrário à pratica de eutanásia, mesmo perante casos terminais em que os argumentos dizem ser o melhor, pois não prolonga o sofrimento.

Só que a vida continua e com a eutanásia estamos a provocar outros sofrimentos!

Óbvio que devemos usar tudo o que a ciência tem ao nosso dispor no sentido de minimizar o sofrimento, mas a vida é algo de que não temos o direito a interromper em nenhuma circunstância.

No espiritismo defende-se o direito à vida desde a concepção até ao ultimo momento, não temos o direito de parar uma vida sob nenhum argumento, até porque mesmo nos casos em que não existe nada a fazer, esses minutos são ainda preciosos na aprendizagem que o espírito está a fazer e depois quantas e quantas vezes esse "nada a fazer" é puro engano!

Este caso do senhor an Grzebski é um bom exemplo disso mesmo.

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