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DIÁRIO DE GUERRA DO RAMBONE | ![]() |
Passei anos na floresta combatendo o inimigo, depois mais um tanto de anos tentando encontrar o caminho de volta para a minha base militar.
Nem preciso falar que só um valente como eu, para sobreviver a tudo aquilo.
Mas não foi fácil me acostumar com a vida civil. O próprio exército obrigava os ex-combatentes a participar do programa de reabilitação social com acompanhamento psiquiatrico, mas eu achava um saco, só ia porque conseguia uns remédios, aqueles tarja preta bacanudos.
Então em uma dessas visitas ao doutor, ele me aconselhou a fazer tarefas cotidianas, coisas simplinhas que todo mundo faz, como ir ao mercado, pagar conta no banco, cinema, passear no shopping, pegar uma puta e broxar... Enfim, coisinhas normais.
Escolhi, então, ir ao cinema, mesmo porque eu achava as outras coisas cansativas e broxar também, já não era mais novidade para mim.
Resolvi que deveria ver um desses filmes leves, que todo mundo vê e gosta, as chamadas comédias. Sim, era a coisa mais correta a fazer, ver um desses filminhos conhecidos como "água com açucar" e depois tomar um bom lanche. As pessoas normais fazem isso.
Fui ao cinema e perguntei para o cara que vendia os ingressos, qual dos filmes em cartaz era bom e ele me recomendaria. Ele respondeu que não conhecia todos, mas tinha um em especial que era muito engraçado, era com um ator chamado Robin Williams.
Eu não conhecia esse artista, na base secreta dos Chamytos, não tinhamos televisão. Nossa diversão era apenas um cineminha super 8, com filminhos mudos dos palhaços Torresmo e Fimose, e uns cinco ou seis suecos de sacanagem.
Durante a semana assistiamos aos pornôs e de domingo, o dos palhaços, para não enjoar.
Então eu comprei meu ingresso e fui para a sala de espera, mas para evitar pegar fila, preferi entrar no meio do filme.
Sentei ao lado de um gordinho que ria sem parar, então comecei a rir também, mesmo sem ter visto a piada, afinal eu queria passar despercebido e iniciar uma vida normal.
Mas com o passar do filme, eu comecei a achar que aquilo era algum tipo de armadilha. Ainda me certifiquei se estava vendo o filme certo e perguntei para o gordinho, que hora que o tal do Robim Williams aparecia e contava a piada.
Ele disse que era aquele cara ali, vestido de mulher, que se passava por babá.
Daí perguntei se ele já tinha contado a piada que era engraçada, e o gordinho me respondeu que a babá era a piada.
Então aquilo começou a me irritar de verdade, as pessoas riam das coisas mas sem graça! Me pareceu algum tipo de emboscada! Na certa, ao final do filme, eu poderia ter alguma surpresa desagradável!
Resolvi pensar rápido em uma maneira de fugir dali. E graças aos meus anos de experiência como estrategista, olhei tudo ao redor e elaborei um plano eficaz em poucos segundos!
Notei um sujeito ao meu lado com um balde de pipoca, grande o suficiente para que eu colocasse na minha cabeça.
Chamei lhe a atenção e disse se aquele chinelo rosa no chão era dele. Quando ele olhou para baixo, apliquei um eficiente golpe na sua nuca que o fez desmaiar na hora.
Esvaziei o resto da pipoca dentro da sua calça e peguei o balde. Logicamente fiz dois furos precisos para eu poder enxergar, tudo graças ao meu apurado conhecimento de anatomia.
Coloquei o balde na cabeça e pronto, ninguém iria me reconhecer.
Imediatamente, criei uma rápida confusão para que eu pudesse confundir o inimigo e fugir.
Peguei o copo de refrigerante do gordinho e joguei no pessoal das fileiras de trás.
O pessoal começou a xingar, a querer brigar, então dei ínicio a segunda parte do plano, peguei o gordinho pelo pescoço e com a outra mão puxei lhe a cueca violentamente para fora da calça!
Logo, ele era meu refén e eu avisei; "Ninguém dê nenhum um passo ou eu puxo essa cueca até a cabeça do gordinho!!"
Um cara então tentou levantar, mas eu disse; "Não tente bancar o herói, cara!" . E foi assim uma frase de efeito que eu li em uma revistinha de quadrinhos e funcionou muito bem.
Então, fui saindo de lado com o gordinho e quando cheguei na saída da sala, larguei ele e comecei a correr.
Tinha que sumir dali rapidamente, imagina as consequências de ver aquele filme até o fim!!
Notei então um funcionário passando rodo no chão, aproveitei o piso molhado e apliquei um carrinho preciso nele. Quando ele caiu, ainda completei o golpe com um elegante "double nelson" mas na variação solo, devido, obviamente, a minha posição.
Levantei, ligeiro como um cisco, no momento que um segundo funcionário saia do banheiro.
Fechei a mão e lhe apliquei um potente croque na parte superior frontal da cabeça! Esse golpe todos conhecem, desnecessário dizer que usei a técnica conhecida como " Seu Madruga".
Finalmente ganhei o saguão principal e já estava próximo a saída. Pensei em passar na bilheteria e pegar meu dinheiro de volta ou até mesmo me vingar do cara que indicou o filme, mas esses minutos poderiam me ser fatais.
O melhor era fugir dali mesmo!
Mas então surge um segurança na porta! No momento que ele me olhou assustado, apontei para cima e gritei; "Olha o pombo morto!"
Ao olhar na direção que eu apontava, apertei seu nariz violentamente e o soltei.
Essa técnica, por causar apenas um dano temporário ao adversário e não lhe trazer nenhuma sequela permanente, é conhecida como "Gasparzinho, o fantasminha camarada".
Para finalizar, me livrei do balde e sai do cinema de costas. Isso é claro para atordoar alguém que viesse atrás de mim, obviamente, pelo ângulo de visão, iria parecer que eu estava vindo e não indo, confundindo o adversário. Completando ainda o total despistamento, tomei um ônibus errado. Técnicas ninja, é claro.
Bom, não deu muito certo minha ida ao cinema, mas ainda faltava verificar se realmente meu médico não estava envolvido em algum plano para me destruir...
Mas isso fica para outro post.
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USEM CAMISINHA, PELO AMOR DE DEUS! | ![]() |
Jair Rodrigues, por exemplo. É um cara bacana, fez muita coisa legal. E ele deve estar pensando até agora o que fez pra Deus para ter dois filhos panacas como a Luciana Mello e o Jairzinho. Está provado: suinge não é hereditário. Mas mediocridade é, em alguns casos: Xororó conseguiu ter dois filhos bem piores que ele: Sandy e Júnior. Parabéns, Xororó. Vanessa Camargo também não fugiu à regra. Ela é mais medíocre que o pai, Zezé. Torçamos para que o parceiro dele, o Luciano, deixe a prole quieta.
Tem pai que gosta de cometer o mesmo erro duas
vezes. O Wilson Simonal nos deixou dois filhos:
Simoninha
e Max de
Castro, dois dos cantores mais irritantes da nova geração.
Wilson Simonal já morreu. Deve ter sido arrependimento crônico. E
tem a nossa amiga Preta Gil. O
governo deveria usá-la como exemplo em campanhas anti-drogas: “Pais
que fumam maconha têm filhos assim”. Eu pararia de fumar no
ato.
A esses pais eu daria apenas um presente: “vale-vasectomia”.
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"Doh!" digo eu Em tudo o que é jornal ou blogue, ... | ![]() |
Em tudo o que é jornal
ou blogue, vejo comentários laudatórios ao “Simpsons – The Movie”.
Ainda não vi o filme. Ou melhor, não vou ver o filme. Nunca percebi
muito bem o fenómeno Simpsons. Sim, a série é bem escrita. Sim, os
bonecos amarelos criticam a sociedade norte-americana contemporânea
de uma maneira arejada. Sim, as referências culturais da série são
por vezes bem esgalhadas. Mas nada do que foi feito até agora nos
Simpsons se aproxima sequer àquela que, para mim, é e sempre será a
melhor série de comédia de sempre: All In The Family.
Aliás, todo o núcleo familiar dos Simpsons é claramente inspirados
nas personagens da mítica sitcom na CBS. Se juntarem short
minded atitude do Homer e o mau feitio do Bart, têm o Archie
Bunker. Se juntarem os bons sentimentos da Glória e a inclinação
liberal de Esquerda do Michael Stivic têm a Lisa Simpson. E mulher
do Homer não passa de uma Edith Bunker um pouco menos lerda. Até o
famoso sofá onde o Bart Simpson passa a vida é igual à mítica
poltrona do Archie Bunker, que está exposta – como são diferentes
os museus norte-americanos dos portugueses – no Smithsonian
Institution (não estou a acusar os Simpsons de plágio, tudo isto é
mais ou menos assumido pelo próprio Matt Groening, que fez mesmo,
ao que sei, um episódio dos Simpsons dedicado ao All In The
Family). Acontece que uma coisa é falar de homossexualidade,
droga, álcool e preconceitos raciais em meados dos anos 80, quando
começou os Simpsons, altura em que tudo era possível (se não
acreditam, vejam o delirante Bachelor Party, de 1984,
em que o Tom Hanks acaba enfiado numa orgia de sexo, álcool e
drogas com um burro). Outra coisa é fazê-lo no início dos anos 70.
Para mais, em termos de politicamente correcto, o Bart Simpson,
comparado com o Archie Bunker, é o Daniel Sampaio (amarelos por
amarelos, fico com o Duckman, esse pato detective que
faria corar de vergonha o próprio Dave Chapelle, a única série de
animação que adorei desde que deixei de ser criança). Querem
perceber a diferença entre os Simpsons e o All In The
Family. O Homer Simpson passa os episódios a dizer “doh!”. O
Archie Bunker passa os episódios a dizer coisas como “the atheist
religion don't believe in the bible” ou – preparem-se para Archie
Bunker no seu melhor - “California is the home of where is gonna
occur the world's worst cat-a-strofe… sittin' on a shelf out there…
three states on that shelf, California, Oregon and Missouri. The
day of the biggest earthquake… those three states are gonna be
shoved right offa that shelf there. They call that the "Continental
Divide. The Pope knew about this years ago. He said it was St.
Andrew's fault”. Rest my briefcase, como diria o velho Archie.PS: Para perceberem um pouco melhor a minha adoração por All In The Family, vejam, por exemplo, isto. Nem o Howard Hawks no Is Girl Friday faria melhor.
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SENILIDADE. OU FALTA DO QUE FAZER. | ![]() |
Ou
alguém enraba* o Caetano e sossega o facho da
criatura, ou vamos continuar vendo coisas desse naipe. Alguém se
habilita para sossegar a moça?![]() |
DE QUE PLANETA ELE VEIO? | ![]() |
Minha
curiosidade científica me obriga a fazer uma pergunta: que diabos é
esse Bruno Chateaubriand??? O colunável (céus,
ainda vão inventar uma palavra mais vazia do que essa) foi visto
naqueles famigerados vídeos
sobre os ovos atirados das sacadas de apartamentos luxuosos em
Ipanema. Entenda o
caso aqui. Aliás, já me pediram comentário sobre o fato. Não me
passa nada a não ser uma sugestão singela como
“pau-de-arara neles”. E com dois ovos em cima.
Mas, enfim, a pergunta permanece: de onde veio essa biba? E ele é
do reino animal, vegetal ou mineral? Como deve ter muita gente
“comendo” naquele pedaço, imagino que seja vegetal.Sei que ele tem várias lojas e agora é contratado do SBT para apresentar o programa Viva a Noite. O que, depois do Gugu, comprova que a atração exige uma loira burra para ser exibida. E, me digam: qual foi a razão do convite? Alguém sabe de algum talento que a moça tem? Ah, sim, parece que ele estuda para ser ator. Deve estar na sala da Luciana Gimenez. Sei. Mas, de novo, a pergunta: de onde veio esse ser? É de plástico ou é apenas impressão minha?
Ele é como o ornitorrinco: ninguém pediu para existir, mas ele está aí, ocupando espaço na fauna do planeta. Aliás, muita gente deve estar “ocupando espaço” dentro dele, também.Ele é muito amiguinho da Narcisa Tamborindeguy. Lembram do ditado "Diga-me com que tipo de canalha você anda que eu te digo o panaca que você"? Pois é, pois é...
MAS, CAZZO, DE QUE PLANETA ESSE CARA VEIO, PORRA???
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Esnobando a garçonete... | ![]() |
O
mineirinho entra num boteco e vê anunciado acima do balcão:Pinga_________________________R$ 1,00
Cerveja _______________________R$ 2,50
Pão-de-queijo__________________R$ 2,00
Sanduíche de galinha ____________R$ 3,00
Acariciar órgão sexual __________R$ 5,00
Checando na carteira para não passar vergonha, ele vai até o balcão e chama uma das três garotas que estão servindo bebidas nas mesas:
- Ô moça, faiz favor...
- Sim? - responde ela com um sorriso lindo. Em que posso ajudar?
- É ocê que acaricia os órgão sexuar dos freguêis?
- Sou eu mesma... - responde ela com voz "caliente" e um olhar bem sensual.
- Então, ocê lava bem as mão, que eu quero um pão-de-queijo!
Ahahahhahaha!
Os colaboradores abaixo enviaram a piada acima para o Kafé. Valeu, amigos!
Arnaldo Vianna - cabra arretado de Eunápolis/BA e meu prezado amigo Jonas Lino.
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A grande questão do dia | ![]() |
Abraços.
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Os Inóticos, Parte 2 Capitulo 2 | ![]() |
*
Rété, trabalha agora na taberna da aldeia como criado de mesa.
O pobrezinho teve de abandonar aquele biscate que arranjou na oficina do ferreiro, porque outro dia, quando chegou para trabalhar, o velhote não o reconheceu. Pegou no Rété por uma orelha e deu-lhe um chuto no cú.
O desgraçado do rapaz ainda implorou à porta da oficina, de joelhos, batendo com os punhos na terra, a suplicar ao senhor Martins para que não o despedisse. Coitadinho.
Quanto ao noivado com a Petrolina, ele já está mais habituado à presença da rapariga, se bem que ainda tenha pesadelos por causa dela.
Ele ainda não foi capaz de lhe dar um beijo. Nem mesmo na bochecha. Também, pudera, à barba que ela tem, apesar de todos os Domingos de manhã a cortar, quando chega à Segunda feira já pica.
Rété está agora no trabalho. Já serviu os velhotes resmungões da C.J.S.R. com uma travessa de bacalhau frito e um bom quartilho de tintol para cada um. Já estão fornecidos para pelo menos dez minutos.
Como não tinha nada que fazer durante esse tempo, Rété dirige-se para a sala ao lado e decide ligar o rádio. O rádio é um caixote que está encostado a um canto e serve de ninho de ratos.
Aproxima-se e roda o botão grande.
PÚÚÚÚM — explodiu o rádio.
— ÁÌÌÌ, minha Nossa Senhora! — grita Rété ao dar um salto para trás.
O que terá acontecido? Rété, cheio de coragem espreita para trás do rádio. A tampa está aberta e vê lá dentro uma rata com uma ninhada de mais cinco ratinhos, todos a fumegar. A família ficou toda electrocutada. Estão esturricadinhos, principalmente os pequeninos, pobrezinhos que estão agarrados à sua progenitora.
Ao ver tamanho drama, Rété tem um ataque de choro. Ele não quer acreditar no que aconteceu! Nunca se perdoará pelo que fez! É horrível! Pobres ratinhos!
Solenemente, Rété pega nos ratos e mete-os numa caixa de sapatos. A seguir vai ao cemitério enterrar os bichos e reza um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Depois de colocar um ramo de flores na campa dos ratos, Rété regressa à tasca. Ainda tem que pôr o rádio a funcionar, senão se o patrão descobre, corre com ele.
Rété abre o rádio e rapara que o possível problema do rádio estar mudo é aquele fio fora do sítio. Pega nele com cuidado e cola-o com pastilha elástica no local onde lhe parecia mais correcto, seguido de uma prece de dez Ave-Marias e dez Pai-Nossos ditos com muito fervor.
Nunca ninguém tem tanta sorte ao arranjar um aparelho como o Rété. A parte das Ave-Marias costuma ser infalível. Cheio de esperança, roda o botão grande.
Bingo! O bicho já canta! É certo que os ratinhos deixaram ficar um cheiro esquisito no rádio, mas não é problema, porque o Rété já está habituado a cheiros esquisitos graças à sua noiva.
Mas o que é mesmo certo é que com cheiro ou sem cheiro, o rádio funciona. Rété está todo orgulhoso de ter posto o rádio a funcionar.
Está um pouco receoso que os fantasmas dos ratos à noite, o venham atormentar. Mas é pouco provável.
— RRRRRRFFIIIIIIII — diz o rádio.
Rété roda o botão pequeno para sintonizar uma estação.
— RROOOUUFIII — ÒÒÒLÀÀÀ cambada! — guincha o locutor do rádio. — Sentem-se ignórios? Sentem-se mais estúpidos que as pibdas das laranjas da tia Matilde? NNNÃOOO HÀÀÀÀÀ CRÌÌÌSE! Existe a solução! Existe A BOA-ESPERANÇA para todos vós! Isso mesmo! BOA-ESPERANÇA!, a editora que acabou de lançar no mercado os seus maravilhosamente magnânimos cursos exclusivos! Entre eles, o mais original, o curso que fazia o ...o ... — o locutor parece ter dificuldades em ler o que está escrito no papel — o Xraloque ...Oms...(?) engolir o cachimbo! Isso mesmo, o Oms! Para isso basta escreverem para a editora Boa-Esperança e pedirem o curso da vossa vida! E agora vamos ficar com a música “Baby come back”, que em Português quer dizer “Amor salta-me para as costas!”.
— É pá! Era disto mesmo que eu andava à procura! Oh graças a Deus e àqueles ratinhos! — louva Rété ao Criador a fazer o sinal da cruz como forma de agradecimento.
Rété tratou logo de encomendar um curso por correspondência para ele. Só para ele!
Está tão empolgado que quase se esqueceu que daqui a poucas semanas, o seu pai vai dar uma festa à aldeia para comemorar o noivado. Nossa Senhora!
É esta a cruz de Rété.
*
Raul está sentado na sua pequena secretária. É daqui que ele deve orientar os alunos.
Até à data ainda não apareceu nenhum, também pudera, a publicidade que puseram na rádio é de uma parolice sem tamanho. Ninguém vai encomendar curso algum.
Entretanto, Camões, o moço de recados chega à secretária do Raul e deixa um envelope.
— O que será isto? — interroga-se a si próprio.
Pega no envelope, abre-o com uma faquinha, tira a carta de dentro e começa-a a ler.
Caros Senhores:
Venho humildemente por este meio encomendar um dos vossos tão bem-ditos cursos.
Peço-vos por amor de Deus que me enviem o curso de detective pelo correio.
Os meus dados vão na folha anexa.
— Olha esta! — exclama Raul
Raul não quer acreditar! Saiu-lhe a sorte grande! É mesmo dum tanso destes que ele estava à espera.
Pega imediatamente no pente e trata de fazer aquele penteado intelectual com o totó do pato Donald. Os seus colegas de trabalho que estão sentados noutras secretárias iguais ás dele já não ligam ás manias do Raul. Com o penteado feito mete mãos à obra.
Hé, hé, hé! Pois é Barracuda! Vais penar pelo que me fizeste!
Raul está verdadeiramente empolgado com o que lhe apareceu, mas é tudo fogo de artifício. O parvalhão do Barracuda não fez nada para se incriminar. Ele é inocente até que alguém prove o contrário.
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DICA CULTURAL ESTUPIDAMENTE SINCERA: O DONO DO MAR | ![]() |
José
Sarney é uma das figuras mais detestáveis que existem. Mas
acho que mesmo algumas de suas maracutaias perdem para os seus
livros em uma avaliação de cretinice. Indicar apadrinhado para
estatal é uma coisa. Mas escrever livros já é demais. O pior é que
dão moral a ele. Saiu um filme
baseado no seu livro “O Dono do Mar” . Filme ruim a gente
entende. Mas filme ruim baseado em livro ruim de um escritor ruim
eu já acho ofensa.Não vi o filme. Mas sei que ele é ruim. Ele cheira desastre a léguas de distância. É uma novela “Pantanal” com uma duração menor e sem jibóias. Filmes assim, que tentam vender aquele Brasil brejeiro perdido em alguma página de “Gabriela”, são todos iguais:
-Clichê 1: todos os homens andam sem camisa e são grosseiros – é para incentivar as fantasias sexuais daquela garota que sonha em ser agarrada pelo Marcos Palmeira.
- Clichê 2: as mulheres andam descalças e usam vestidos de chita, daqueles com uma alcinha que sempre cai do ombro – é para alegrar a garotada que se excita até com visão de joelho.
- Clichê 3: todos trepam loucamente. E em diversos lugares: no rio, no lombo de um cavalo, na jangada e até embaixo do balcão da vendinha do vilarejo. Nós, brasileiros, somos assim: trepamos muito.
- Clichê 4: sim, nesses filmes tem sempre uma vendinha em um vilarejo. Ela é comandada por um ator velho, barrigudo, de bigodes e que fala “Óia, seu!” É a reserva de mercado do Lima Duarte e do Stênio Garcia.
- Clichê 5: 50% do filme é ocupado por clipes com cenas amplas de lugarejos turísticos. Essas cenas são armadas para o povo da Embratur elogiar o filme.
Se você vai mesmo assistir a essa joça, faça o seguinte: leve um acompanhante e faça, ali mesmom, nas poltronas, o mesmo que os atores fazem no filme. Ajuda a passr o tempo. Só não esqueça: use camisinha, não derrube a pipoca e manere nos gemidos para não acordar os outros.
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PIADA: Vaice e Eudi... | ![]() |
Locutor:- Quem ligar agora e fazer uma frase com uma palavra que não exista no dicionário ganha duas entradas para o cinema. Alô, quem é?
Ouvinte:
- Sérgio, do Jardim Magnólia.
- Olá, Sérgio... já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra?
- Ah! A palavra é vaice!
- Vaice? Como escreve?
- V-A-I-C-E.
- Espera um pouco... deixa eu consultar o dicionário... É, realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa palavra e se a frase fizer sentido e descobrirmos o que significa a palavra você ganha!
- Ok, lá vai... Vaice fuder!
E nesse momento desliga o telefone.
Locutor:
- Que é isso, pessoal! Vamos colaborar... afinal existem crianças ouvindo... Vamos tentar outra ligação. Alô! Quem é?
- Joselito, do Perobal!
-Olá, Joselito... Já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra?
- Eudi.
- Eudi? Como se escreve?
- E-U-D-I.
O locutor pede o o ouvinte esperar um pouco...
- Deixa eu consultar o dicionário... Deixa eu ver... Deixa eu ver... eudesmano... eudesmol.... eudésmia... eudiapneustia... eudiapnêustico... É, realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa palavra e se a frase fizer sentido e descobrirmos o que segnifica a palabra você ganha!
- Ok, lá vai... Sou Eudi novo e Vaice fuder!
Colaboradora - Teté - Belo Horizonte/MG.


