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Dia 1.0 | ![]() |
Vamos embora: banho e pequeno almoço.
Misturo as primeiras impressões da cidade com as impressões do clube diplomático que me alberga. Tenho o prato do pequeno almoço cheio de coisas sem nexo. Demasiado queijo, demasiado fiambre, imenso tomate. Servem-me quase por favor uma chávena de leite. O pão é duro e está queimado, supostamente torrado... Estou albergado num sítio para novos ricos.
Enfrento sozinho o trânsito de entrada na cidade. Admiro o belíssimo parque automóvel e a omnipresente montanha de Vitosha. Agora sim, começam as férias.
Visito um dos pólos da universidade. As salas são minúsculas, pouco maiores do que arrecadações. O mobiliário é velho; o edifício também. As salas são minúsculas - estou a repetir-me, mas não concebo uma aula num sítio semelhante.
A primeira água do dia é tomada no meio do bairro ali perto. Sinto que quase podia estar no bairro do Outeiro. Não, não... estou demasiado longe de casa. Ao meu lado passa a primeira carroça com ciganos. Design romeno. As coisas idiotas que se pensam e se escrevem...

| унгарска филология | ungarska filologuia | sófia | junho 2007 |
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baixovouga @ 2007-08-12T23:54:04 | ![]() |
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Regata dos Moliceiros 2007 (II) | ![]() |
Fica aqui mais uma série de fotografias da regata destes magníficos barcos. São aparentemente todas semelhantes, mas optei por colocar aqui, afinal todos tem um lugar.
(Um muito obrigado para a su , para a sofialisboa e para a teresaroldão pelas palavras simpáticas .)
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Dia 0.2 | ![]() |
Primeiro: passar em casa do S. Fazer o percurso de casa dele até ao hotel que fica nos arredores da cidade.
Depois: voltar a casa para o trazer.
Finalmente: regressar ao hotel sozinho.
Talvez por desvio profissional, sinto bastante confiança a orientar-me em sítios desconhecidos.
Encontrámos os senhores polícias. Eles não falam português. Eu nem boa noite sei dizer em búlgaro. Mentira. Se bem me recordo é Лека нощ. Adiante.
As avenidas, os prédios, as velhas linhas de eléctrico, as placas rodoviárias que indicam Atenas ou Belgrado, os prédios sinistros do tempo da outra senhora... o cheirinho do socialismo irreal. Estou demasiado cansado.
No hotel decorre ainda um casamento. O quarto é grande. Na verdade é um apartamento. Tem cozinha e tudo. A cama é péssima, o quarto de banho não tem luz, os lençois são mais pequenos que o colchão, está tudo demasiado quente. Só quero dormir.
Volto a casa do S. O percurso faz-se em menos de 15 min.
Olho para o relógio: são três e dez. Amanhã devo levantar-me a tempo do pequeno almoço. Faço meia dúzia de fotografias idiotas sem saber porquê e atravesso-me em cuecas no meio da cama. Лека нощ.

| três e oito | quarto de hotel | sófia | junho 2007 |
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Dia 0.1 | ![]() |
Entretanto pensava nas minhas outras viagens para leste. Pensei várias vezes nos subúrbios de Praga e nos seus eléctricos, nos edifícios das grandes avenidas de Bucareste, nas planícies da Hungria, na costa Croata... às vezes é melhor viajar sem quaisquer referências e deixar que a surpresa tome conta de nós.
Primeira surpresa: a Bulgária não faz parte do espaço Schengen. Oito cabines com polícia de fronteira a aviarem um avião inteiro. Mais uma fila. Como sempre, a minha fotografia barbuda do passaporte, faz com que olhem para mim meia dúzia de vezes antes de me agradecerem qualquer coisa que eu não sei bem o que é. Thank you para ti também e não me chateies mais - pensei.
Ainda tenho tempo de ver que os tapetes de bagagem são fabricados pela Efacec. Até que finalmente saio porta fora. Ahhhhhh!!!!
Um calor tremendo. Onze da noite e a temperatura a rondar os 30ºC. Um aperto forte nos ossos do S. que se ri de mim por viajar de calças e casaco.
Alugar o carro e ala para o centro de Sófia. Vamos comer e conversar. O S. não mudou nada. Ainda bem. Só por isso a viagem já teria valido a pena.
Fico com a sensação agradável que as placas em cirílico não são o chinês que imaginei que pudessem ser. Consigo soletrar as palavras. O mesmo não pode dizer o polícia que me faz parar numa operação stop no regresso ao hotel às duas da matina. Olha para o meu bilhete de identidade e percebo que não faz puto ideia daquilo que está a ver. Chama os outros dois bófias. Ao fim de alguns olhares em silêncio, mandam-nos seguir. Concluiram que não represento perigo para a segurança do estado. Esqueceram-se de ver as toneladas de explosivos de fabrico doméstico dentro dos rolos fotográficos.

| S. | restaurante 24h | sófia | bulgária | junho 2007 |
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Dia 0.0 | ![]() |
As vésperas de viagens de automóvel já não me deixam qualquer nervosismo, mas quando há um avião pelo caminho, é verdade que fico com uma impressão na barriga. Não tenho qualquer fobia de aviões, nem medo. A verdade, é que depois do check-in feito, sentado num desconfortável banco de aeroporto, fico imediatamente tranquilo.
Mas pior que os aviões em si, são as horas de espera por uma ligação, num sítio de onde não se pode sair e onde tudo o que se pode fazer é gastar dinheiro. Não consigo concentrar-me o suficiente para ler, não consigo inspiração para fotografar seja o que for e começo a pensar nos filhos da puta dos terroristas sauditas e nos filhos da puta dos militares americanos e nas filhas da puta das bombas de ambos, que me obrigam a tirar o cinto, a descalçar e a mostrar como sou efectivamente um rapaz inofensivo e que os meus rolos fotográficos não transportam duas toneladas de explosivos de fabrico caseiro.
Acho que podia explicar que só quero mesmo ir visitar um amigo com quem possa insulta-los a todos, em frente a um bom prato de comida. O meu alemão anda pelas ruas da amargura - penso de mim para mim, para me desculpar.

| cabines | aeroporto de frankfurt | junho de 2007 |
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When You Sleep | ![]() |
***...
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Regata dos Moliceiros 2007 | ![]() |
Com partida da Torreira e chegada a Aveiro, na tarde do passado dia 28 de Julho, decorreu mais um edição da Regata dos Moliceiros. Apesar da dispersão dos moliceiros ao longo do percurso, foi muito bonito ver aquelas velas imponentes ao vento.
Aqui ficam em três séries alguns dos moliceiros que participaram no evento.
a todo o pano
proa de lidér
a reviravolta
o cortar da meta
embora não seja moliceiro...é bonito de se ver
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Bomba Atómica em Hiroshima | ![]() |
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1ª Bienal do Pão de Vagos | ![]() |
De 12 a 15 do passado mês de Julho, decorreu em Vagos a 1ª Bienal do Pão. Um evento que contou com diversas actividades. Uma belissima exposição de fotografia de Artur Pastor, uma mostra de modelos em pão de todos os Reis de Portugal, modelos estes que fazem parte do expólio do Museu do Pão. Uma outra exposição bastante curiosa, foi a dos instrumentos utilizados no fabrico artesanal do pão, desde o cultivo do trigo até à venda do pão porta a porta. Houve também lugar para um concurso de esculturas igualmente em pão. Um pouco de tudo isto esta retratado abaixo.



