Ocorrências de tudo
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DIÁRIO DE GUERRA DO RAMBONE | ![]() |
Passei anos na floresta combatendo o inimigo, depois mais um tanto de anos tentando encontrar o caminho de volta para a minha base militar.
Nem preciso falar que só um valente como eu, para sobreviver a tudo aquilo.
Mas não foi fácil me acostumar com a vida civil. O próprio exército obrigava os ex-combatentes a participar do programa de reabilitação social com acompanhamento psiquiatrico, mas eu achava um saco, só ia porque conseguia uns remédios, aqueles tarja preta bacanudos.
Então em uma dessas visitas ao doutor, ele me aconselhou a fazer tarefas cotidianas, coisas simplinhas que todo mundo faz, como ir ao mercado, pagar conta no banco, cinema, passear no shopping, pegar uma puta e broxar... Enfim, coisinhas normais.
Escolhi, então, ir ao cinema, mesmo porque eu achava as outras coisas cansativas e broxar também, já não era mais novidade para mim.
Resolvi que deveria ver um desses filmes leves, que todo mundo vê e gosta, as chamadas comédias. Sim, era a coisa mais correta a fazer, ver um desses filminhos conhecidos como "água com açucar" e depois tomar um bom lanche. As pessoas normais fazem isso.
Fui ao cinema e perguntei para o cara que vendia os ingressos, qual dos filmes em cartaz era bom e ele me recomendaria. Ele respondeu que não conhecia todos, mas tinha um em especial que era muito engraçado, era com um ator chamado Robin Williams.
Eu não conhecia esse artista, na base secreta dos Chamytos, não tinhamos televisão. Nossa diversão era apenas um cineminha super 8, com filminhos mudos dos palhaços Torresmo e Fimose, e uns cinco ou seis suecos de sacanagem.
Durante a semana assistiamos aos pornôs e de domingo, o dos palhaços, para não enjoar.
Então eu comprei meu ingresso e fui para a sala de espera, mas para evitar pegar fila, preferi entrar no meio do filme.
Sentei ao lado de um gordinho que ria sem parar, então comecei a rir também, mesmo sem ter visto a piada, afinal eu queria passar despercebido e iniciar uma vida normal.
Mas com o passar do filme, eu comecei a achar que aquilo era algum tipo de armadilha. Ainda me certifiquei se estava vendo o filme certo e perguntei para o gordinho, que hora que o tal do Robim Williams aparecia e contava a piada.
Ele disse que era aquele cara ali, vestido de mulher, que se passava por babá.
Daí perguntei se ele já tinha contado a piada que era engraçada, e o gordinho me respondeu que a babá era a piada.
Então aquilo começou a me irritar de verdade, as pessoas riam das coisas mas sem graça! Me pareceu algum tipo de emboscada! Na certa, ao final do filme, eu poderia ter alguma surpresa desagradável!
Resolvi pensar rápido em uma maneira de fugir dali. E graças aos meus anos de experiência como estrategista, olhei tudo ao redor e elaborei um plano eficaz em poucos segundos!
Notei um sujeito ao meu lado com um balde de pipoca, grande o suficiente para que eu colocasse na minha cabeça.
Chamei lhe a atenção e disse se aquele chinelo rosa no chão era dele. Quando ele olhou para baixo, apliquei um eficiente golpe na sua nuca que o fez desmaiar na hora.
Esvaziei o resto da pipoca dentro da sua calça e peguei o balde. Logicamente fiz dois furos precisos para eu poder enxergar, tudo graças ao meu apurado conhecimento de anatomia.
Coloquei o balde na cabeça e pronto, ninguém iria me reconhecer.
Imediatamente, criei uma rápida confusão para que eu pudesse confundir o inimigo e fugir.
Peguei o copo de refrigerante do gordinho e joguei no pessoal das fileiras de trás.
O pessoal começou a xingar, a querer brigar, então dei ínicio a segunda parte do plano, peguei o gordinho pelo pescoço e com a outra mão puxei lhe a cueca violentamente para fora da calça!
Logo, ele era meu refén e eu avisei; "Ninguém dê nenhum um passo ou eu puxo essa cueca até a cabeça do gordinho!!"
Um cara então tentou levantar, mas eu disse; "Não tente bancar o herói, cara!" . E foi assim uma frase de efeito que eu li em uma revistinha de quadrinhos e funcionou muito bem.
Então, fui saindo de lado com o gordinho e quando cheguei na saída da sala, larguei ele e comecei a correr.
Tinha que sumir dali rapidamente, imagina as consequências de ver aquele filme até o fim!!
Notei então um funcionário passando rodo no chão, aproveitei o piso molhado e apliquei um carrinho preciso nele. Quando ele caiu, ainda completei o golpe com um elegante "double nelson" mas na variação solo, devido, obviamente, a minha posição.
Levantei, ligeiro como um cisco, no momento que um segundo funcionário saia do banheiro.
Fechei a mão e lhe apliquei um potente croque na parte superior frontal da cabeça! Esse golpe todos conhecem, desnecessário dizer que usei a técnica conhecida como " Seu Madruga".
Finalmente ganhei o saguão principal e já estava próximo a saída. Pensei em passar na bilheteria e pegar meu dinheiro de volta ou até mesmo me vingar do cara que indicou o filme, mas esses minutos poderiam me ser fatais.
O melhor era fugir dali mesmo!
Mas então surge um segurança na porta! No momento que ele me olhou assustado, apontei para cima e gritei; "Olha o pombo morto!"
Ao olhar na direção que eu apontava, apertei seu nariz violentamente e o soltei.
Essa técnica, por causar apenas um dano temporário ao adversário e não lhe trazer nenhuma sequela permanente, é conhecida como "Gasparzinho, o fantasminha camarada".
Para finalizar, me livrei do balde e sai do cinema de costas. Isso é claro para atordoar alguém que viesse atrás de mim, obviamente, pelo ângulo de visão, iria parecer que eu estava vindo e não indo, confundindo o adversário. Completando ainda o total despistamento, tomei um ônibus errado. Técnicas ninja, é claro.
Bom, não deu muito certo minha ida ao cinema, mas ainda faltava verificar se realmente meu médico não estava envolvido em algum plano para me destruir...
Mas isso fica para outro post.
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Cosmética | ![]() |
Sugiro também, em homenagem ao novo ministro da Defesa, que a tripulação toque o sino quando a "aeronave" apresentar problemas.
Mudando de assunto, pero no mucho, uma boa notícia: Santa Catarina enfim tem um crematório, lá em Camboriú.
Sempre fui tocado por esta frase da Bíblia: "Lembra-te, homem, que és pó, e em pó te transformarás". Definitiva. Literalmente.
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Vejam-se livres dele | ![]() |
Manuel Fernandes não merece estar no Benfica.
Deram-lhe tudo e a resposta é esta.
É o Everton...
Estás a caminho de tera mesma carreira deste senhor:

E depois eu vou-me rir...
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Cansa-me... | ![]() |
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Churrasco Calculator Tabajaras | ![]() |

Fonte: Ócio 2007
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Pseudodepressões na vida de um pseudoblogger | ![]() |
Qual é a razão desta entrada? Aquele vídeo da Festa do Avante está ali desde Janeiro, há uns 8 meses, portanto. Até agora, ninguém me tinha dito nada sobre o problema, mesmo quando por aqui se pratica uma política de comentários abertos. Sei que tenho descurado a actualização destes espaço, mas assim de imediato, há umas dez hipóteses que vale a pena considerar:
1. Ninguém realmente lê este blogue. A maior parte das visitas registadas nos contadores aparecem através de motores de pesquisa, ligações arcaicas que foram roídas por traças ou web crawlers. Os comentários que aqui aparecem não passam de spam elaborado por bots triviais que, da minha humilde perspectiva (há quem defenda que nem sequer passo o teste do espelho), desafiam o teste de Turing. E, ainda por cima, respondo-lhes. Não sei se é possível tornar esta hipótese mais solipsista. Talvez perguntar retoricamente se a posso tornar mais solipsista a quem supostamente não existe.
2. Algum pirata informático, ansoc pseudointelectual de meia-tigela, resolveu fazer uma piadinha e meteu uma tag de html no sítio apropriado para o efeito. Se for este o caso, o tiro saiu pela culatra - ninguém lê este blogue! Ha! Bite my shiny metal ass!
3. Todos os meus visitantes - assumindo a sua existência material - aparecem por aqui utilizando navegadores de gente civilizada e com gostos requintados. Eu já tinha dito que a skin que estou a usar no Firefox é Dolce & Gabbana? É f-a-b-u-l-o-t-s-a. Agora só me faltsam uns cortsinados a condizer, aquele amarelo casca de ovo estraga o Feng shui todo.
4. Os meus leitores são uns verdadeiros literati tecnológicos, uns connoiseurs praticamente biónicos, e, em vez de usarem coisas antiquadas e obsoletas como inserir o URL ou clicar num favorito do respectivo navegador, usam um leitor de RSS ou formato equivalente. Ou talvez usem NoScript. Só falta saber quantos ficam quando se descontarem os 300 serviços que registam as feeds para as actualizar de imediato (como se alguém morresse por ler um blogue 3 femtossegundos mais tarde). A acreditar no que diz o feedburner, o número andará mais perto de menos infinito do que de 0. Acho que qualquer dia passo a minha feed para o plano imaginário, ao menos só tenho desilusões se alguém decidir crescer e multiplicar-se por si mesmo.
6. Eu tomei qualquer coisa que não devia (ou se calhar esqueci-me de tomar quando devia) e isto nunca aconteceu. Talvez nem sequer exista. Aquela do shiny metal ass deixou-me na dúvida.
7. O comunismo é fenomenal e afinal estava correcto. Traz caipirinhas e operações de substituição de córneas grátis a toda a gente, doutoramentos em heliofísica aos varredores de ruas e empregadas domésticas. Ninguém precisa de trabalhar e são todos felizes porque têm tudo o que querem, independentemente das leis da termodinâmica. Os homens têm um direito adquirido a dar à luz e as mulheres não são obrigadas a obedecer a preconceitos sociais tradicionalistas e reaccionários como a impossibilidade física de não poderem fazer doaçoes de esperma. Como tal, e porque o comunismo é tão bom, independentemente do referencial de inércia, que é um sacrilégio gozar com ele, Deus, o Supremo Fascista, está a castigar-me por ter gozado com os frequentadores da festa do avante. E por ter feito uma piada sobre estatística, que o SF não gosta de estatística. Isso do acaso soa ligeiramente pouco determinista para um Deus omnipotente.
8. Os meus leitores são todos ricos (é do conhecimento geral que só os ricos podem ser capitalistas) e estão todos de férias desde 2006. Ou talvez o meu único leitor fosse algum professor universitário de filosofia analítica no Burkina Faso que entrou em licença sabática. Quem sabe.
9. Grande parte das pessoas que vêm aqui parar através do google, dado que este, para sorte minha e mal dos pecados dos viciados em procurar coisas na net, não selecciona os conteúdos da sua base de dados consoante a sua qualidade, vêem textos como este e 1) não percebem nada, referências culturais obscuras incluídas ou 2) ficam a pensar que eu tenho algum problema na cabeça. Para essas pessoas totalmente ignorantes e mentecaptas, só tenho uma coisa a dizer: violencelo não parafina o tem chuva grande.
10. Os meus leitores são tão analfabetos que nem conseguem escrever o endereço do meu blogue. Isto funciona tipo selecção natural. Os que não conseguem, obviamente não lêem e não aprendem mais. Esta ocorrência demonstra o grande problema, estilo catch 22, das sociedades actuais e o desafio, pelo qual todos somos responsáveis, de proporcionar uma educação adequada e igualdade de oportunidades. É importante que todos tanham aceço a uma educação que lhes possa no mássimo aprender a ler e a esquerver.
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Amanhã começa a se investigar o Pan do Rio. Que absurdo! | ![]() |

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Pseudodepressões na vida de um pseudoblogger | ![]() |
Qual é a razão desta entrada? Aquele vídeo da Festa do Avante está ali desde Janeiro, há uns 8 meses, portanto. Até agora, ninguém me tinha dito nada sobre o problema, mesmo quando por aqui se pratica uma política de comentários abertos. Sei que tenho descurado a actualização destes espaço, mas assim de imediato, há umas dez hipóteses que vale a pena considerar:
1. Ninguém realmente lê este blogue. A maior parte das visitas registadas nos contadores aparecem através de motores de pesquisa, ligações arcaicas que foram roídas por traças ou web crawlers. Os comentários que aqui aparecem não passam de spam elaborado por bots triviais que, da minha humilde perspectiva (há quem defenda que nem sequer passo o teste do espelho), desafiam o teste de Turing. E, ainda por cima, respondo-lhes. Não sei se é possível tornar esta hipótese mais solipsista. Talvez perguntar retoricamente se a posso tornar mais solipsista a quem supostamente não existe.
2. Algum pirata informático, ansoc pseudointelectual de meia-tigela, resolveu fazer uma piadinha e meteu uma tag de html no sítio apropriado para o efeito. Se for este o caso, o tiro saiu pela culatra - ninguém lê este blogue! Ha! Bite my shiny metal ass!
3. Todos os meus visitantes - assumindo a sua existência material - aparecem por aqui utilizando navegadores de gente civilizada e com gostos requintados. Eu já tinha dito que a skin que estou a usar no Firefox é Dolce & Gabbana? É f-a-b-u-l-o-t-s-a. Agora só me faltsam uns cortsinados a condizer, aquele amarelo casca de ovo estraga o Feng shui todo.
4. Os meus leitores são uns verdadeiros literati tecnológicos, uns connoiseurs praticamente biónicos, e, em vez de usarem coisas antiquadas e obsoletas como inserir o URL ou clicar num favorito do respectivo navegador, usam um leitor de RSS ou formato equivalente. Ou talvez usem NoScript. Só falta saber quantos ficam quando se descontarem os 300 serviços que registam as feeds para as actualizar de imediato (como se alguém morresse por ler um blogue 3 fentosegundos mais tarde). A acreditar no que diz o feedburner, o número andará mais perto de menos infinito do que de 0. Acho que qualquer dia passo a minha feed para o plano imaginário, ao menos só tenho desilusões se alguém decidir crescer e multiplicar-se por si mesmo.
6. Eu tomei qualquer coisa que não devia (ou se calhar esqueci-me de tomar quando devia) e isto nunca aconteceu. Talvez nem sequer exista. Aquela do shiny metal ass deixou-me na dúvida.
7. O comunismo é fenomenal e afinal estava correcto. Traz caipirinhas e operações de substituição de córneas grátis a toda a gente, doutoramentos em heliofísica aos varredores de ruas e empregadas domésticas. Ninguém precisa de trabalhar e são todos felizes porque têm tudo o que querem, independentemente das leis da termodinâmica. Os homens têm um direito adquirido a dar à luz e as mulheres não são obrigadas a obedecer a preconceitos sociais tradicionalistas e reaccionários como a impossibilidade física de não poderem fazer doaçoes de esperma. Como tal, e porque o comunismo é tão bom, independentemente do referencial de inércia, que é um sacrilégio gozar com ele, Deus, o Supremo Fascista, está a castigar-me por ter gozado com os frequentadores da festa do avante. E por ter feito uma piada sobre estatística, que o SF não gosta de estatística. Isso do acaso soa ligeiramente pouco determinista para um Deus omnipotente.
8. Os meus leitores são todos ricos (é do conhecimento geral que só os ricos podem ser capitalistas) e estão todos de férias desde 2006. Ou talvez o meu único leitor fosse algum professor universitário de filosofia analítica no Burkina Faso que entrou em licença sabática. Quem sabe.
9. Grande parte das pessoas que vêm aqui parar através do google, dado que este, para sorte minha e mal dos pecados dos viciados em procurar coisas na net, não selecciona os conteúdos da sua base de dados consoante a sua qualidade, vêem textos como este e 1) não percebem nada, referências culturais obscuras incluídas ou 2) ficam a pensar que eu tenho algum problema na cabeça. Para essas pessoas totalmente ignorantes e mentecaptas, só tenho uma coisa a dizer: violencelo não parafina o tem chuva grande.
10. Os meus leitores são tão analfabetos que nem conseguem escrever o endereço do meu blogue. Isto funciona tipo selecção natural. Os que não conseguem, obviamente não lêem e não aprendem mais. Esta ocorrência demonstra o grande problema, estilo catch 22, das sociedades actuais e o desafio, pelo qual todos somos responsáveis, de proporcionar uma educação adequada e igualdade de oportunidades. É importante que todos tanham aceço a uma educação que lhes possa no mássimo aprender a ler e a esquerver.
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Feudos do carimbo | ![]() |
É
que a Constituição de 88 estabeleceu concurso público para
preenchimento de vagas nessas lucrativas arapucas do carimbo. Antes
da Constituição, os governadores nomeavam quem quisessem e a mina
de ouro passava de pai para filho.![]() |
palavra light = 0% de assunto (10) | ![]() |
Lhe imagino a levantar tudo o encontra pela frente, formando um remoinho de papéis, palavras e ideias.
Eu, um ramo seco, tentando fazer-lhe frente num oscilante equilíbrio que me prende à imaginação.
Eu, de frente ao vento que me sopra, seguro-me aos sonhos e revejo o filme que tem muito de preto e branco e não lhe encontro um sitio onde eu deva gritar:
CORTA!
Sanzalando
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A calcinha que salvou um enfartado. | ![]() |
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"Não Olhe Assim" | ![]() |
Tire seus olhos dos meus
Eu não quero me apaixonar
Ficou em mim o adeus
Que deixou esse medo de amar
Eu já amei uma vez e senti
A força de uma paixão
A gente as vezes se entrega demais
Esquece de ouvir a razão
Não olhe assim, não
Você é linda demais
Tem tudo aquilo que um homem procura em uma mulher
Não olhe assim, não
Porque até sou capaz
De atender esse meu coração que só diz que te quer
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Um pensamento para amanhã | ![]() |
Boas.
Outro dia em conversas profundamente literárias e intelectuais
sem óculos com Pedrão, referi que tinha comprado um livro de
Manuel da
Fonseca chamado "Pessoas na Paisagem". Quando reparei ele tinha
tido uma ideia (ou memória, neste caso) brilhante e diz: pá, esse
man foi o que escreveu um poema brutal que Mário Viegas disse...
acho que se chama "Domingo" ou algo assim... não te lembras?
"Mariazinha santos, a costureirinha..." - Foi aí que fiz clique e
me recordei de que poema era... e, sem dúvida, é brutal.
Aqui fica a homenagem.
Domingo
Manuel da Fonseca
Quando chega domingo,
faço tenção de todas as coisas mais
belas
que um homem pode
fazer na vida.
Há quem vá para o pé das águas
deitar-se na areia e não pensar...
E há os que vão para o campo
cheios de grandes sentimentos bucólicos
porque leram, de véspera, no boletim do jornal:
«Bom tempo para amanhã»...
Mas uma maioria sai para as ruas pedindo,
pois nesse dia
aqueles que passeiam com a mulher e os filhos
são mais generosos.
Um rapaz que era pintor
não disse nada a ninguém
e escolheu o domingo para se matar.
Ainda hoje a família e os amigos
andam pensando porque seria.
Só não relacionam que se matou num domingo!
Mariazinha Santos
(aquela que um dia se quis entregar,
que era o que a família desejava,
para que o seu futuro ficasse resolvido),
Mariazinha Santos
quando chega domingo,
vai com uma amiga para o cinema.
Deixa que lhe apalpem as coxas
e abafa os suspiros mordendo um lencinho que sua mãe lhe
bordou,
quando ela era ainda muito menina...
Para eu contar isto
é que conheço todas as horas que fazem um dia de domingo!
À hora negra das noites frias e longas
sei duma hora numa escada
onde uma velha põe sua neta
e vem sorrir aos homens que passam!
E a costureirinha mais honesta que eu namorei
vendeu a virgindade num domingo
— porque é o dia em que estão fechadas as casas de penhores!
Há mais amargura nisto
que em toda a História das Guerras.
Partindo deste principio,
que os economistas desconhecem ou fingem desconhecer,
eu podia destruir esta civilização capitalista, que inventou o
domingo.
E esta era uma das coisas mais belas
que um homem podia fazer na vida!
Então,
todas as raparigas amariam no tempo próprio
e tudo seria natural
sem mendigos nas ruas nem casas de penhores...
Penso isto, e vou a grandes passadas...
E um domingo parei numa praça
e pus-me a gritar o que sentia.
mas todos acharam estranhos os meus modos
e estranha a minha voz...
Mariazinha Santos foi para o cinema
e outras menearam as ancas
— ao sol como num ritual consagrado a um deus! —
até chegar o homem bem-amado entre todos
com uma nota de cem na mão estendida...
Venha a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu fique rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras;
venha a ânsia do peito para os braços!
E vou a grandes passadas
como um louco maior que a sua loucura...
O rapaz que era pintor
aconchegou-se sobre a linha-férrea
para que a morte o desfigurasse
e o seu corpo anónimo fosse uma bandeira trágica
de revolta contra o mundo.
Mas como o rosto lhe estava intacto
vai a família ao necrotério e ficou aterrada!
Conheci-o numa noite de bebedeira
e acho tudo aquilo natural.
A costureirinha que eu namorei
deixava-se ir para as ruas escuras
sem nenhum receio.
Uma vez que chovia até entrámos numa escada.
Somente sequer um beijo trocámos...
E isto porque no momento próprio
olhava para mim com um propósito tão sereno
que eu, que dela só desejava o corpo bem feito
me punha a observar o outro aspecto do seu rosto,
que era aquela serenidade
de pessoa que tem a vida cheia e inteira.
No entanto, ela nunca pôs obstáculo
que nesse instante as minhas mãos segurassem as suas.
Hoje encontramo-nos aí pelos cafés...
(ela está sempre com sujeitos decentes)
e quando nos fitamos nos olhos.
bem lá no fundo dos olhos,
eu que sou homem nascido
para fazer as coisas mais heróicas da vida
viro a cabeça para o lado e digo:
— rapaz, traz-me um café...
O meu amigo, que era pintor,
contou-me numa noite de bebedeira:
— Olha, quando chega domingo,
não há nada melhor que ir para o futebol...
E como os olhos se me enevoassem de água,
continuou com uma voz
que deve ser igual à que se ouve nos sonhos:
— .... no entanto, conheço um homem
que ia para a beira do rio
e passava um dia inteirinho de domingo
segurando uma cana donde caia um fio para a água...
... um dia pescou um peixe,
e nunca mais lá voltou...
O pior é pensar:
que hei-de fazer hoje, que toda a gente anda alegre
como se fosse uma festa?...
O rapaz que era pintor sabia uma ciência rara,
tão rara e certa e maravilhosa
que deslumbrado se matou.
Pago o café e saio a grandes passadas.
Hoje e depois e todos os dias que vierem,
amo a vida mais e mais
que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!
Mariazinha Santos,
que vá para o cinema morder o lencinho que sua mãe lhe
bordou...
E os senhores serenos, acompanhados da mulher e dos filhos,
que parem ao sol
e joguem um tostão na mão dos pedintes...
E a menina das horas longas e frias
continue pela mão de sua avó...
E tu, que só andas com cavalheiros decentes,
ó costureirinha honesta que eu namorei um dia,
fita-me bem no fundo dos olhos,
fita-me bem no fundo dos olhos!
Então,
virá a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu ficarei rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras:
e virá a ânsia do peito para os braços!
Domingo que vem,
eu vou fazer as coisas mais
belas
que um homem pode
fazer na vida!
josé de arimateia, pensando no amanhã
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Vem aí o movimento "Não sei" | ![]() |
Inspirado no movimento “Cansei”, Lula vai lançar outro, que tem tudo a ver com ele: é o “Não Sei”. E se encherem muito o saco, ele lançará outros dois: o “Não quero saber” e o “Tenho raiva de quem sabe”…
Boa, Persegonha. Nas ruas, o movimento certamente será puxado pelos pelegos e bate-paus da CUT, UNE et caterva.
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SC Braga 2007/2008 Uma época de incertezas? | ![]() |
O meio-campo mais recuado mantém a pedra basilar desta equipa: Madrid terá que voltar as grandes exibições se quer voltar a despertar a cobiça dos colossos europeus. Frechaut e Bruno Tiago preenchem as opções para esta posição, se bem que o último, contratado ao Gil Vicente, estará indisponível por lesão nesta primeira fase da temporada. Para fazer a transposição defesa-ataque, Jorge Costa poderá contar com o bracarense Castanheira, os brasileiros Roberto Brum (que chega da Académica) e Vandinho, o nigeriano Kareem (contratado ao Fulham) e o recém-promovido Stélvio.
No ataque reside muita da classe deste Braga. João Pinto, que dispensa apresentações, continuará a perfumar os relvados com o seu futebol mágico. Este ano terá que disputar com o internacional do Katar Hussaine. A ala esquerda fica entregue a Wender e à direita será interessante assistir à disputa entre Zé Manuel, contratado ao Boavista, e Lenny, uma promessa chegada do Brasil. A frente de ataque será entregue a João Tomás que terá como concorrentes Jailson (emprestado pelo Benfica) e Jair Baylon, um jovem internacional peruano. Philco estará fora destas contas uma vez que será, muito provavelmente, emprestado.
Como se percebe este Braga está recheado de muitos jogadores com grande qualidade individual e Jorge Costa terá várias opções para a mesma posição, ainda que a defesa pareça um pouco carenciada de jogadores. De qualquer modo, falta saber se o antigo internacional português teve mestria para fazer, com estes grandes jogadores, a grande equipa que o Braga precisa para combater em 4 frentes. É que as expectativas estão muito altas. Esperemos que não demasiado...



