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Ocorrências de quer


Uniformização de Equipamentos




A partir da próxima época todos os atletas da A.C.R. de Santa Cita utilizarão equipamentos SPORT ZONE, quer na componente de equipamento de jogo, quer de equipamentos de treino e passeio. O acordo de parceria com a prestigiada marca foi obtido na semana passada e prevê a uniformização de equipamentos em todos os escalões do hoquei em patins do clube.
Foi igualmente confirmado um acordo comercial com a empresa JET ROLLER SYSTEM, repesentante em Portugal da marca italiana de material para hóquei em patins e patinagem artística MENIGHINI.
A concretização destas parcerias é mais um motivo de satisfação para a comunidade da A.C.R. de Santa Cita, não só pelo que representam em si mesmo, mas também, atendendo ao prestigio das marcas que em boa hora decidiram colaborar e associar-se ao nosso projecto.


Lamas de ETARs revoltam vizinhos



Espinho, rua 23, entre as ruas 2 e 4. Em pleno coração turístico de Espinho, os restaurantes e alguns vizinhos cuidam do lixo desta maneira.

 

  • Em Ponte de Lima, o despejo de lamas de ETARs no Monte de Formigoso, em Cabração, está a revoltar os vizinhos. A autarca local, Maria de Fátima Lopes, garante que os trabalhos que decorrem no espaço natural cumprem a legislação em vigor, afirmando tratar-se de uma experiência-piloto com vista à reflorestação daquela área. Acrescenta que o projecto ainda não foi explicado à população porque se corria o risco de se perder uma oportunidade que é do interesse da freguesia. Se realmente o projecto é bom para a natureza e para as pessoas, então por que é que estava no segredo dos deuses?
  • A Câmara de Guimarães quer ampliar a pista de cicloturismo criada na antiga linha férrea que ligava a Fafe. Quando é que os autarcas deixam de encarar as ciclovias como espaços de usufruto sasonal e de aventura e recreio e passam a encará-los como necessidade diária de mobilidade das pessoas? Esta pergunta estende-se, como é óbvio, a todos os autarcas do país.
  • Metade do que ardeu este ano era área protegida, diz o Sistema de Informação Europeu sobre Fogos Florestais. Comparado com o resto da Europa, o comportamento português no combate a fogos florestais foi o menos eficiente no que diz respeito à salvaguarda das áreas protegidas.
  • Em Vila do Bispo, uma avaria na bomba da estação elevatória que serve a praia da Salema provocou a descarga de esgotos não tratados numa ribeira e no areal. A mancha de poluição só não foi maior devido à intervenção do nadador salvador de serviço. Lima da Costa apercebeu-se do mau cheiro das águas que corriam na ribeira seca e juntou areia, fazendo uma lagoa de retenção, impedindo que o efluente chegasse ao areal. O presidente da Câmara de Vila do Bispo, Gilberto Viegas, já veio dizer que "estes problemas nada têm a ver com a autarquia, pois a rede de águas e saneamento está entregue à empresa Águas do Algarve. A verdade é que agora temos mais problemas do que quando essa rede era gerida pelos serviços municipais." Até parece que o autarca e a sua equipa, suportada pela respectiva Assembleia Municipal, todos eleitos em sufrágio universal, nada tiveram a ver com a privatização das águas e esgotos do município a seu cargo. Até parece que o negócio foi feito a contra gosto. É preciso ter lata! Além de incompetente – as águas e os esgotos foram privatizados porque assim o quis o executivo camarário e a Assembleia Municipal -, quer fazer-se passar por inocente. Ide-vos encher de moscas!


Liga Alemã : 1º jornada - Bayern arranca com vitória e Estugarda, Schalke e Bremen empatam

Reforços do Bayern Luca Toni e Klose brilharam

A edição 2007/08 da Bundesliga começou em grande estilo colocando frente-a-frente o campeão Estugarda, onde joga o central português Fernando Meira, capitão de equipa jogou os 90 minutos, a empatar a dois golos diante do segundo classificado da época passada, o Schalke 04, no Gottlieb-Daimler-Stadion.

O conjunto orientado por Mirko Slomka, que ficou a dois pontos da equipa de Meira na última época, inaugurou o marcador perante 57.500 adeptos presentes em Estugarda, quando Kobiashvili rematou e bateu Hilbert. A formação da casa lutou muito durante da etapa inicial para conseguir bater a organizada defesa do Schalke, mas daria a volta ao encontro na segunda metade e no espaço de quatro minutos, pouco depois de Hilbert ter negado a Kuranyi a possibilidade de aumentar a vantagem dos forasteiros.

Khedira empatou a contenda aos 63 minutos e o mexicano Pavel Pardo colocou os campeões pela primeira vez na frente da partida aos 67, transformando com êxito uma grande penalidade, o seu segundo golo ao serviço do clube. Slomka respondeu de pronto fazendo entrar Rakitic para o lugar de Kobiashvili e o médio precisou somente de seis minutos para resgatar um ponto para a sua equipa, a 20 minutos do final, fugindo da marcação de Meira e atirando forte e colocado para o fundo das redes.

Já o Bayern Munique não sentiu dificuldades para levar de vencida o promovido Hansa Rostock na primeira jornada da Liga Alemã, enquanto o Werder Bremen, de Hugo Almeida, empatou diante do Bochum.

Recém-vencedora da Taça da Liga, a formação comandada por Ottmar Hitzfeld venceu por 3-0 em Munique com golos de dois jogadores que contribuíram para o total de 70 milhões de euros gastos pelo Bayern em contratações no defeso de Verão. O italiano Luca Toni, antigo ponta-de-lança da Fiorentina, abriu o activo aos 14 minutos e na segunda parte Miroslav Klose, ex-companheiro de Hugo Almeida no Bremen, bisou aos 66 e 85.

O dianteiro lusitano do Bremen viu do banco de suplentes a sua equipa, que na quarta-feira recebe o Dinamo Zagreb na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, chegar ao intervalo a vencer por dois golos, da autoria de Diego e Sanougo, uma das caras novas do clube. No entanto, os homens da casa reagiram e empataram logo no início da etapa complementar, por Stanislav Sestak e Bechmann, respectivamente aos 47 e 49 minutos.

De resto, o médio Sérgio Pinto, do Hannover 96 (que fez furor durante a pré-época), começou o encontro a titular mas saiu aos 56 minutos, numa altura em que a sua equipa já estava a perder em casa por 0-1 diante do Hamburgo , golo obtido por Benjamin aos 23 minutos e quer seria o único da partida. O Wolfsburgo, de Alex (continua a ver jogos sentado no banco) e Ricardo Costa (lesionado), não conseguiu travar em casa o Arminia Bielefeld e perdeu por 1-3.

Resultados da 1ºJornada da Liga Alemã - Bundesliga 2007/2008
Estugarda - Schalke, 2-2 (Khedira 63', Pardo 67' g.p.; Kobiashvili 25', Rakitic 76')
Bayern Munique - Hansa Rostock, 3-0 (Luca Toni 14', Klose 66', 85')
Bayer Leverkusen - Energie Cottbus, 0-0
Bochum - Werder Bremen, 2-2 (Sestak 47', Bechamann 49'; Diego 39' g.p., Sanogo 46')
Hannover - Hamburgo, 0-1 (Benjamin 23')
Eintracht Frankfurt - Hertha Berlim, 1-0 (Amanatidis 31')
Wolfsburgo - Arminia Bielefeld, 1-3 (Radu 84'; Wichniarek 38', Eigler 51', Kirch, 80')
Nuremberga - Karlsruhe (hoje)
B.Dortmund - Duisburgo (hoje)

Classificação da Bundesliga 2007/2008
1 Arminia Bielefeld 3 pontos
2 Bayern Munique 3 pontos
3 Hamburgo 3 pontos
4 Eintracht Frankfurt 3 pontos
5 Schalke 1 ponto
6 Estugarda 1 ponto
7 Werder Bremen 1 ponto
16 Dortmund 0 pontos
17 Duisburg 0 pontos
18 Hertha 0 pontos

Vídeos

Bayern Munique 3-0 Hansa Rostock
Luca Toni 14'
Klose 66', 85'


Estugarda 2-2 Schalke
Kobiashvili 25'
Khedira 63'
Pardo 67'
Rakitic 76'



Bochum 2-2 Werder Bremen
Diego 39'
Sanogo 46'
Sestak 47'
Bechamann 49'




Vem fazer parte da equipa do Desportugal (saber mais neste link


Foto: Bayern

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SC Braga 2007/2008 Uma época de incertezas?

Terminada a pré-época, o Sporting de Braga apresenta-se aos sócios perante um mar de incertezas. Desde logo, a instabilidade causada pelo anúncio da saída de António Salvador que, ao que parece, está mesmo decidido a abandonar a Presidência da SAD e do Clube. Por outro lado, a aposta em Jorge Costa que, pela sua inexperiência e ausência de currículo, é um tiro no escuro que poderá sair muito caro para as legítimas aspirações do clube.


Porém nem tudo são más notícias. E a estabilidade começa logo na baliza onde Paulo Santos e Dani Mallo mantém os seus postos. A não ser que algo de anormal suceda, Paulo Santos deverá manter intacta a sua titularidade, cedendo lugar a Mallo apenas nos jogos menos importantes da Taça de Portugal. A defesa sofreu algumas mexidas com a saída de Luís Filipe e Paíto. Se a saída deste dificilmente será notada, a verdade é que Luís Filipe foi durante muito tempo dono da ala direita e muito dificilmente João Pereira apagará as boas recordações que o seu antecedor deixou no Minho. Na esquerda, Carlos Fernandes ganhou um concorrente de peso chamado César Peixoto que parece já ter ganho a titularidade pela qualidade e regularidade demonstradas em toda a pré-época. No centro da defesa, permanecerá a dupla Paulo Jorge e Rodriguez, coadjuvada pelo promovido Vitor Hugo e pelo brasileiro Anilton, contratado ao Desportivo das Aves. É bom não esquecer que esta defesa tem polivalência, uma vez que Anilton também actua na direita e que Frechaut poderá descer do meio campo para actuar tanto na direita como no centro da defesa.

O meio-campo mais recuado mantém a pedra basilar desta equipa: Madrid terá que voltar as grandes exibições se quer voltar a despertar a cobiça dos colossos europeus. Frechaut e Bruno Tiago preenchem as opções para esta posição, se bem que o último, contratado ao Gil Vicente, estará indisponível por lesão nesta primeira fase da temporada. Para fazer a transposição defesa-ataque, Jorge Costa poderá contar com o bracarense Castanheira, os brasileiros Roberto Brum (que chega da Académica) e Vandinho, o nigeriano Kareem (contratado ao Fulham) e o recém-promovido Stélvio.

No ataque reside muita da classe deste Braga. João Pinto, que dispensa apresentações, continuará a perfumar os relvados com o seu futebol mágico. Este ano terá que disputar com o internacional do Katar Hussaine. A ala esquerda fica entregue a Wender e à direita será interessante assistir à disputa entre Zé Manuel, contratado ao Boavista, e Lenny, uma promessa chegada do Brasil. A frente de ataque será entregue a João Tomás que terá como concorrentes Jailson (emprestado pelo Benfica) e Jair Baylon, um jovem internacional peruano. Philco estará fora destas contas uma vez que será, muito provavelmente, emprestado.

Como se percebe este Braga está recheado de muitos jogadores com grande qualidade individual e Jorge Costa terá várias opções para a mesma posição, ainda que a defesa pareça um pouco carenciada de jogadores. De qualquer modo, falta saber se o antigo internacional português teve mestria para fazer, com estes grandes jogadores, a grande equipa que o Braga precisa para combater em 4 frentes. É que as expectativas estão muito altas. Esperemos que não demasiado...


VER, PENSAR e AGIR - Futuro...

 

É este o mundo que quer deixar para os seus filhos??!


Barcelona, Portugal, Salvia e outros delírios absolutos em semelhança



Bem, isto é parte de Barcelona vista do Parc Guïnardo. À esquerda temos a Torre Agbar, ao centro a Sagrada Família, à direita Mont Juïc e o MNAC. Lá longe, estendendo-se muito azul temos o Mediterrâneo. A bem ou a mal, acabei por guardar o nascer-do-sol sobre o Mediterrâneo para depois, para outra companhia.



Viajar é estranho. Entrei num avião e, passada uma hora, estou do outro lado, 1500 quilómetros mais longe: outro ar, outra gente, outra cidade infinitamente maior e mais urbana. Fez-me bem ver o avião a levantar, a sobrevoar a cidade em que vivo e a afastar-se deixando para trás problemas, traições – a falsidade com que me encheram os olhos durante tanto tempo. ZUUMMMMMMMM – lá ia eu a caminho de algo diferente. Movido pelo incessante egoísmo que fecha os olhos das pessoas omito da parte inicial deste relato Jesus Rodriguez, meu companheiro de viagem. Enfrentou muito melhor o pânico inicial do voo: eu agarrei-me firmemente à cadeira na esperança de que ela amparasse a minha queda. Jesus já aparece novamente um pouco mais longe neste relato.

No aeroporto tivemos o nosso primeiro desaire: uma máquina telefónica manhosa comeu-nos a pasta com que iríamos ligar para Jone… Digo-vos, as cabines de “lá” são ainda mais manhosas do que as de cá. Parecem blindadas e têm um insaciável apetite. Jesus e o seu magnífico telemóvel ligaram e recebemos as nossas coordenadas: Entrar no bus, ir sempre e sair em Urgell; ele estaria lá à nossa espera. Primeiras impressões: bem, essas foram tiradas do ar e aquilo que vi foi uma cidade enorme atravessada por avenidas e perpendiculares; mar, muito mar; carros formigas a mexerem-se pelas ruas; um sol enorme e brilhante. Boas vibrações. Em terra foi o atravessar o trânsito num veículo com ar condicionado: túneis, motas, carros, tráfego a meio da tarde; vias rápidas, sinais em catalão; paragem súbita numa via elevada; conversas em francês e inglês e línguas bizarras e impronunciáveis; dois portugueses a olhar para tudo e a estabelecer o plano de jogo. Lá fora a vida dos “nativos” decorre normalmente entre bicicletas e motas e um delírio apressado pós siesta. Bom!



Reencontro. A casa é perto e precisamos de comprar comida. A comida nem é assim muito cara. Deixamos as coisas em casa e vamos comprar… assim lá para os lados do MACBA. Passear pela cidade à tarde. Ramblas, turistas, nativos, estranhos e estrangeiros; um cota de cerca sessenta anos vestindo unicamente uma daquelas palas verdes que usaria um notário americanos nos anos ’20 e um piercing enorme e refulgente na ponta da gaita a passear, a aproveitar o sol de fim de tarde para escurecer mais a sua t-shirt e calção tatuados… Estranho, mas faz todo o sentido. Niña’ guapa’ que olham e fixam o olhar e sorriem porque é belo sorrir e está calor e respira-se sexualidade no ar. Bom! somos jovens, para quê recear o julgamento? Homens estátua e estátuas de homens, gatos gigantes, olho para trás para ver melhor a rapariga que acaba de passar (e não, não és tu; aquela que eu procuro e secretamente gostava de ter aqui para partilhar da minha loucura contida) e que olhou para mim como quem não me via, mas eu sei que ela me viu pela forma como desviou o olhar, pracinhas pequenas e arejadas… árvores e sombras providenciais. Na Plaza Reial uma fonte, frescura, turistas em delírios fotográficos e eu e Jesus (perdoe-se a piada, mas estava mesmo bem acompanhado!), fugimos do ajuntamento deixando para trás a homenagem a Garibaldi e as palmeiras e a frescura da fonte.


Há muita coisa de que eu não vou falar. Talvez tenha chegado a idade em que prefiro guardar dentro de mim o que vejo penso e faço porque é demasiado real para transmitir aos outros. Mas vou escrever aqui as únicas linhas que escrevi em Barcelona, apesar de toda a minha boa vontade. Vou só explicar o que tinha acontecido no dia anterior: tínhamos ido visitar a Gracia, eu, Jesus, Jone e sua senhora. Quando vínhamos embora encontramos uma loja que estava em liquidação do stock de líquidos; enquanto eles se apaixonaram por vinho e cava eu vi do lado direito de quem entrava na penumbra várias garrafas de rum branco que diziam “Don Sorel” a 3 euros. Um sorriso iluminou-me a face! Após uma noite em que o rum deu cabo de mim depois de eu lhe ter esvaziado o corpo foram poucas as memórias "concretas" que restaram. Lembro-me de um bar manhoso e livre e barato numa casa ocupada, lembro-me também de andar pelas ruas descalço, cheio de calor a dizer coisas - ou a gritar, as versões variam. Acima de tudo precisava de um duche frio para aclarar as ideias. Ganzas e ganzas na praça do MACBA, cerveza/bier gelada, o primeiro gole entornado no chão para os amigos que não estão, ou se calhar não foi lá… Quando voltamos a casa sentei-me no sofá. No dia seguinte, domingo, dei por mim aterrado na sala, sem saber onde estava quando abri os olhos. Só reconheci e me recordei do que se passava e onde tudo se passava por causa dos cheiros, dos ruídos. Tentei ir para o quarto onde era suposto dormir, mas o meu fígado mal-tratado tinha outras ideias. Ainda para mais a vizinha fritava peixe e alguém de casa fritava carne… Os cheiros deixavam-me completamente nauseado. Passei grande parte da manhã a correr da cama, a evitar calcar Jesus que dormia na paz dos santos no chão do quarto e a enfiar a cabeça dentro da sanita para tirar de mim o que quer que estivesse a mais. Alminhas! Apesar de tudo, continuo a dizer que devia ter comprado duas garrafas daquele álcool açucarado – era um bom preço.

Portanto, é domingo, 19h40 minutos hora de Barcelona e estamos no Parc da Ciutadela a descansar, a respirar, a fumar umas brocas e a ver o que se passa.

“Avenidas ordenadas de árvores de todas as espécies, turistas, turistas e nativos circenses, pessoal a fazer ganzas discretamente enquanto os Mossos passam, música de todos os lados, pássaros verdes vindos de um qualquer deliro sul-americano, uma roda de capoeira, mulheres lindíssimas. Uma ressaca de rum monstruosa a pesar-me na cabeça e 5 dias passados em Barcelona. La vida loca (perdoem a citação de Ricky Martin, mas estava muito ressacado). No aeroporto nada fazia crer que fosse assim. Eu e Jesus saímos do avião suados e atrasados uma hora. Milhares de turistas de todos os tipos: “bifes” com camisolas de futebol, nórdicos já vermelhos e mal saíram do avião, alemãs grandes com cara de quem te esmaga a cabeça se não lhes deres o prazer suficiente na altura do orgasmo… não interessa.”

Foi isto tudo o que escrevi. Não havia tempo: tinha tanto para ver, tanto para esquecer. Além do mais, para meter Barcelona dentro de palavras teria de fazer uma enumeração enorme que iria desde o Bairro Gótico a Barceloneta, passaria pela Plaza Tripi (ou Plaza George Orwell, calmamente videovigilada), daria uma volta pelas praias, Champanharia (ai, que grande paulada de Cava e tapas), Ramblas, Raval e Donnër Raval (reconhecido internacionalmente), noites compridas e rápidas, duas turistas inglesas, uma alta e cheia de pinta a outra uma porquinha pequenina, com medo de serem violadas por um Paquistanês mal-intencionado e de olhar homicida que as seguia – correm na tua direcção com as suas mini-saias e maquilhagem e recusam a tua ajuda por receio que sejas um português sádico que lhe vá levantar as saias no átrio do hotel para as possuir à força no elevador (não fui eu que disse isto), Bairro da Inês, cheiro a absinto e putas baratas que te agarram e tentam convencer à força de que tens força na verga apesar de todo o álcool, turistas, agressões entre gritos e garrafas partidas, transsexuais encostados perto dos hóteis fixes e ingleses bêbedos que se enganam até ao momento em que metem a mão e lhes gritam “SURPRESA!”… Chavalos e chavalas a ler o Harry Potter e a chorar com a morte do herói… JK Rowling, os meus parabéns por teres ascendido de escrava de um ressacas a escravizadora de imaginações. Brutal.



Morreria de falta de ar antes de conseguir acabar esta enumeração, o que por si não diria nada ou talvez tudo sobre a cidade…



(No meio de toda esta grandeza libertadora, no vórtice do anonimato e apesar de todas as palavras que me enchiam a boca de libido, eras tu quem eu via nos suaves corpos com que me cruzava. Eram as pistas que me reconduziram a ti que eu procurava. Porque "nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela despenhada de sua órbita viva. - Porém, tu sempre me incendeias".)

Ainda tive oportunidade de ver um ensaio de algo definido como chill-out psicadélico: cítara, guitarra e percussão… Catita! Jone tem sorte com a casa que encontrou. Agora só precisa de uma casa para dar largas ao desespero de quem quer viver tudo.

Ainda não compreendi muito bem o que me aconteceu por lá, mas algo aconteceu. Algo de importante. Isso só se tornou totalmente compreensível há bem pouco tempo, quando recebi uma mensagem para aparecer no Piolho. Rever um amigo, beber umas cucas, falar um coto na esplanada do 77. Nesta altura não fazia ideia de como a noite iria acabar: no Jardim de Soares dos Reis, com uma gigantesca paulada de salvia x20 e uma noite que arrefecia a cada momento que passava.

Quando se sente a pele aspirada do corpo e o mundo todo a fundir-se em sombras e luz que tomam forma num silêncio que sabes corrompido, compreendes a unidade de tudo; a beleza individual de cada partícula que compõe o universo visível e invisível que te rodeia e a necessidade de todas as partículas para a criação de algo tão belo como o mundo. É só saber aproveitar as coisas boas que este tem para oferecer.

Portugal parece-me mais pequeno e tacanho desde que voltei… mas não tem problema. Há sempre alguém a quem podemos ligar quando o mundo se aperta à nossa volta, right baby? E podemos sempre dar a fuga…

Gostaria de acrescentar aqui um abraço a Jesus porque me aturou vários dias e ninguém sabe como eu como isso é difícil; a Jone e a companheiros de casa pela hospitalidade; à sua senhora pelo jantar; à minha senhora pela confiança e por ter esperado; ao mundo por ser uma coisa bonita com a qual uma pessoa se consegue tornar mais sábia.

josé de arimateia, numa paz relativa muito, mas muito agradável

PS- agradeço ao meu alter ego "quase." a cedência de todas as fotos deste post


A qualidade das praias piorou



Espinho, Praia de Silvalde, 31 de Julho. A data dos resultados das análises à água do mar é de 13 de Julho. Quando tiro a fotografia, ao fim da tarde, um indivíduo com boné azul com pala onde se lia "Junta de Freguesia de Silvalde", grita-me de longe “Há problema? Olhe que tá tudo actualizado!” Não lhe respondo porque o homem não se apresenta, não me cumprimenta, nem se aproxima de frente, preferindo falar sempre de lado. Além disso, não sou nenhum fiscal.

 


Informação?

O Record devia ter vergonha de se intitular um jornal desportivo.

Não passam de uma publicação ficcional levemente baseado em factos reais.

A perseguição ao Benfica chega ao ponto de fazerem capa com o "pesadelo" que seria o pedido de Léo para abandonar o clube.
Léo que ainda recentemente (quando regressou de férias) disse a toda a comunicação social que queria renovar, que estava muito feliz no Benfica e que não ia a lado nenhum.
Mas o que interesse isso ao Record? Absolutamente nada.
E claro Léo teve que vir falar e dizer o que basicamente já toda a gente sabia. Não quer sair e a capa do Record é, pura e simplesmente, mentira.

Quero ver se amanha a capa do jornal é "Somos mentirosos".


Os Inóticos, Parte 2 Capitulo 2

*

Rété, trabalha agora na taberna da aldeia como criado de mesa.

O pobrezinho teve de abandonar aquele biscate que arranjou na oficina do fer­reiro, porque outro dia, quando chegou para trabalhar, o velhote não o reconheceu. Pegou no Rété por uma orelha e deu-lhe um chuto no cú.

O desgraçado do rapaz ainda implorou à porta da oficina, de joelhos, batendo com os punhos na terra, a suplicar ao senhor Martins para que não o despedisse. Coita­dinho.

Quanto ao noivado com a Petrolina, ele já está mais habituado à presença da ra­pariga, se bem que ainda tenha pesadelos por causa dela.

Ele ainda não foi capaz de lhe dar um beijo. Nem mesmo na bochecha. Também, pudera, à barba que ela tem, apesar de todos os Domingos de manhã a cortar, quando chega à Segunda feira já pica.

Rété está agora no trabalho. Já serviu os velhotes resmungões da C.J.S.R. com uma travessa de bacalhau frito e um bom quartilho de tintol para cada um. Já estão for­necidos para pelo menos dez minutos.

Como não tinha nada que fazer durante esse tempo, Rété dirige-se para a sala ao lado e decide ligar o rádio. O rádio é um caixote que está encostado a um canto e serve de ninho de ratos.

Aproxima-se e roda o botão grande.

PÚÚÚÚM — explodiu o rádio.

— ÁÌÌÌ, minha Nossa Senhora! — grita Rété ao dar um salto para trás.

O que terá acontecido? Rété, cheio de coragem espreita para trás do rádio. A tampa está aberta e vê lá dentro uma rata com uma ninhada de mais cinco ratinhos, todos a fumegar. A família ficou toda electrocutada. Estão esturricadinhos, principal­mente os pequeninos, pobrezinhos que estão agarrados à sua progenitora.

Ao ver tamanho drama, Rété tem um ataque de choro. Ele não quer acreditar no que aconteceu! Nunca se perdoará pelo que fez! É horrível! Pobres ratinhos!

Solenemente, Rété pega nos ratos e mete-os numa caixa de sapatos. A seguir vai ao cemitério enterrar os bichos e reza um Pai Nosso e uma Ave Maria.

Depois de colocar um ramo de flores na campa dos ratos, Rété regressa à tasca. Ainda tem que pôr o rádio a funcionar, senão se o patrão descobre, corre com ele.

Rété abre o rádio e rapara que o possível problema do rádio estar mudo é aquele fio fora do sítio. Pega nele com cuidado e cola-o com pastilha elástica no local onde lhe parecia mais correcto, seguido de uma prece de dez Ave-Marias e dez Pai-Nossos ditos com muito fervor.

Nunca ninguém tem tanta sorte ao arranjar um aparelho como o Rété. A parte das Ave-Marias costuma ser infalível. Cheio de esperança, roda o botão grande.

Bingo! O bicho já canta! É certo que os ratinhos deixaram ficar um cheiro esqui­sito no rádio, mas não é problema, porque o Rété já está habituado a cheiros esquisitos graças à sua noiva.

Mas o que é mesmo certo é que com cheiro ou sem cheiro, o rádio funciona. Rété está todo orgulhoso de ter posto o rádio a funcionar.

Está um pouco receoso que os fantasmas dos ratos à noite, o venham atormentar. Mas é pouco provável.

— RRRRRRFFIIIIIIII — diz o rádio.

Rété roda o botão pequeno para sintonizar uma estação.

— RROOOUUFIII — ÒÒÒLÀÀÀ cambada! — guincha o locutor do rádio. — Sentem-se ignórios? Sentem-se mais estúpidos que as pibdas das laranjas da tia Ma­tilde? NNNÃOOO HÀÀÀÀÀ CRÌÌÌSE! Existe a solução! Existe A BOA-ESPERANÇA para todos vós! Isso mesmo! BOA-ESPERANÇA!, a editora que acabou de lançar no mercado os seus maravilhosamente magnânimos cursos exclusivos! Entre eles, o mais original, o curso que fazia o ...o ... — o locutor parece ter dificuldades em ler o que está escrito no papel — o Xraloque ...Oms...(?) engolir o cachimbo! Isso mesmo, o Oms! Para isso basta escreverem para a editora Boa-Esperança e pedirem o curso da vossa vida! E agora vamos ficar com a música “Baby come back”, que em Português quer dizer “Amor salta-me para as costas!”.

— É pá! Era disto mesmo que eu andava à procura! Oh graças a Deus e àqueles ratinhos! — louva Rété ao Criador a fazer o sinal da cruz como forma de agradeci­mento.

Rété tratou logo de encomendar um curso por correspondência para ele. Só para ele!

Está tão empolgado que quase se esqueceu que daqui a poucas semanas, o seu pai vai dar uma festa à aldeia para comemorar o noivado. Nossa Senhora!

É esta a cruz de Rété.


*

Raul está sentado na sua pequena secretária. É daqui que ele deve orientar os alu­nos.

Até à data ainda não apareceu nenhum, também pudera, a publicidade que puse­ram na rádio é de uma parolice sem tamanho. Ninguém vai encomendar curso algum.

Entretanto, Camões, o moço de recados chega à secretária do Raul e deixa um envelope.

— O que será isto? — interroga-se a si próprio.

Pega no envelope, abre-o com uma faquinha, tira a carta de dentro e começa-a a ler.

Caros Senhores:

Venho humildemente por este meio encomendar um dos vossos tão bem-ditos cursos.

Peço-vos por amor de Deus que me enviem o curso de detective pelo correio.

Os meus dados vão na folha anexa.

— Olha esta! — exclama Raul

Raul não quer acreditar! Saiu-lhe a sorte grande! É mesmo dum tanso destes que ele estava à espera.

Pega imediatamente no pente e trata de fazer aquele penteado intelectual com o totó do pato Donald. Os seus colegas de trabalho que estão sentados noutras secretárias iguais ás dele já não ligam ás manias do Raul. Com o penteado feito mete mãos à obra.

Hé, hé, hé! Pois é Barracuda! Vais penar pelo que me fizeste!

Raul está verdadeiramente empolgado com o que lhe apareceu, mas é tudo fogo de artifício. O parvalhão do Barracuda não fez nada para se incriminar. Ele é inocente até que alguém prove o contrário.


20 conselhos do Dalai Lama para você

  1. Sem amor, não poderíamos sobreviver. Os seres humanos são criaturas sociais, e sentir-se valorizado pelos outros é a própria base da vida
  2. Quanto mais respeito sentimos por uma pessoa comum, mais dela nos aproximamos e mais nos predispomos a seguir seus conselhos. Do mesmo modo, quanto mais crédito você der a seu mestre, maior progresso terá nas suas práticas.
  3. Se está acima de sua capacidade dar o melhor de si, a situação é uma. Mas se está a seu alcance, você deve fazê-lo.
  4. A única coisa que importa é colocar em prática, com sinceridade e seriedade, aquilo em que se acredita.
  5. Quer se creia, quer não em uma religião, quer se creia, quer não na reencarnação, não há ninguém que deixe de apreciar a cordialidade e a compaixão.
  6. Se nos examinamos a cada dia com atenção e vigilância, interrogando nossos pensamentos, nossas motivações e suas manifestações sobre nosso comportamento exterior, poderá emergir em nós uma real oportunidade de mudança e de aperfeiçoamento pessoal.
  7. Minha ignorância, meus apegos, meu desejo, meus ódios! Eis aí, na verdade, meus inimigos.
  8. A finalidade de todas as grandes religiões não é se manifestar exteriormente, construindo grandes templos, mas criar templos de bondade e compaixão no interior, em nosso coração.
  9. Quando somos capazes de reconhecer e perdoar os atos de ignorância cometidos no passado, nós nos fortificamos e nos colocamos à altura de resolver de maneira construtiva os problemas do presente.
  10. Um dos pontos mais relevantes nos relacionamentos humanos é a gentileza. Ela, o amor e a compaixão, esse sentimento que é a essência da fraternidade, levam-nos à paz interior.
  11. Se nosso espírito não se mantém estável e calmo mesmo quando nossa condição física é satisfatória, não conseguimos tirar dele nenhum prazer. Portanto, o segredo de uma vida desabrochada, agora e no futuro, consiste em desenvolver um espírito feliz.
  12. É indispensável demonstrar tolerância e paciência no amor a seus inimigos. Esse é o fundamento da vida espiritual, graças ao qual vivemos para o amor do próximo e para o bem da humanidade.
  13. A crença religiosa não é uma garantia de integridade moral. Olhando para a história, vemos que, entre os grandes provocadores – aqueles que distribuíram fartamente violência, brutalidade e destruição –, muitos há que professaram uma fé religiosa, às vezes escancaradamente. A religião pode nos ajudar a estabelecer princípios éticos. Contudo é possível falar de ética e moralidade sem recorrer à religião.
  14. Cada uma das ações que projetamos e realizamos e o modo pelo qual decidimos pautar nossa vida – como decidimos vivê-la no quadro das limitações impostas pelas circunstâncias – podem ser percebidos como nossa resposta à grande questão diante da qual todos estamos: “Como posso ser feliz?”
  15. Em nossa grande busca de amor, somos mantidos pela esperança. Sabemos, muito embora não o queiramos admitir, que não pode haver nenhuma garantia de uma vida melhor e mais feliz do que a que levamos no dia de hoje.
  16. O importante é que as pessoas façam um esforço sincero para desenvolver sua capacidade em matéria de compaixão. O grau que elas poderão realmente alcançar depende de numerosos fatores. Se realmente fazem tudo o que lhes é possível para ser mais cordiais e tornar o mundo um lugar melhor, então, a cada tarde, poderão dizer: “Pelo menos fiz o melhor que pude...”
  17. Não podemos vencer a cólera e o ódio simplesmente suprimindo-os. Devemos cultivar empenhadamente seus antídotos: a paciência e a tolerância.
  18. A linha divisória entre um desejo – ou um ato – negativo e um positivo não está no fato de ele lhe oferecer imediatamente a sensação de satisfação, mas, sim, no fato de ao final produzir resultados positivos ou negativos.
  19. A cobiça está ligada ao fato de que, embora o motivo subjacente seja a busca da satisfação, quer a ironia que, depois de conseguido o objeto de seus desejos, você nunca se sinta satisfeito. O verdadeiro antídoto contra a cobiça é o contentamento. Se você tem disso um senso desenvolvido, pouco importa que você consiga ou não o objeto. Nos dois casos, você estará igualmente satisfeito.
  20. Por via do esforço contínuo, poderemos superar todas as formas de condicionamento negativo e provocar mudanças políticas em nossa vida. Mas é ainda necessário percebermos que a verdadeira mudança não ocorre no intervalo de uma noite.
Fonte: Bons Fluidos


Fonte


O Benfica não quer comprar um central?

Eurosport: Portuguese man of war praised
Clubcall: Taylor hails Portuguese ace
Croydon Advertiser: Fonte keeps Johnson quiet // Fonte finding his feet


poesia brasileira

SAMPISTAS APOCALÍPTICOS (CLAUDIO DANIEL,ADEMIR ASSUNÇÃO E RONALD POLITO) OU CICLÓPICOS

A profundidade do assombro radical indetermina a nuvem rítmica do LEOPARDO onde a condensação visível das origens míticas fragmenta e esculpe velocidades às várias superfícies da Tematização/HOMENAGENS . A liberdade deslustra as fontes do cavalgamento ao decifrar o simulacro-intérprete dos mistérios que aparelham alucinadamente a fantasmagoria epidérmica do universo antropológico.
As pulsações metafóricas do POETA CLAUDIO DANIEL são biologicamente polidas pela estremeção incomensurável das ciências da ELIPSE CIVILIZACIONAL onde a precipitação das (DES)CONTINUIDADES identifica intrinsecamente o atravessamento da centralidade antidiscursiva.
A mancomunação dos eixos do absorvimento/sentidos cortam as impressões da composição, arquitectando as imagens da mutualidade e convertendo a habitação contínua da comunicabilidade em interposições fortemente líricas (OU incorporando o desregramento/dinamite no desejo das CONSTELAÇÕES CULTURAIS).
CLAUDIO DANIEL harmoniza os microambientes da pluralidade através do estonteamento da desintegração como se a organização da infrasombra flexibilizasse outra sombra-fragmento entre a pulveralização do sítio fractal.
A demarcação do apegamento vivificante dos confrontos monumentaliza a sombra-incendido-oriente-ocidente geradora da lógica cartografante e multidimensional.
A morfologia do LEOPARDO invoca a atmosfera cosmológica que constrói a plasticidade da direcção da sombra polinizadora/fractalizadora como uma interferência representativa duma cidade-poema, pois os albergues das matizes diversificam metamorficamente as áreas- fenda a fenda. ESTA espontaneidade acciona as emboscadas sensoriais que constituem as alcançaduras mutantes dos poemas.
A FLUIDEZ do descobrimento de rigorosas coordenadas biografa as rotas geográficas das encerebrações como se a sombra corporificasse e reanimasse as triangulações do POETA/LEOPARDO. O POETA capitaneia a catástrofe definidora da composição- sombra-a-sombra : motor das redes neuronais ou das microcirculações dos LEOPARDOS EM ALTERNÂNCIA com as hélices energéticas da recursividade das talhadeiras que singularizam as texturas da territorialização anti-discursiva . Será a sombra do leopardo a descodificação unificadora dos vestígios inter-hmisféricos da coreografia poética ou a geometria variável da imaginação instrumentalizando os territórios utópicos das linguagens. A radicalidade POÉTICA DE CLAUDIO DANIEL desregra as divisibilidades dos MAPEAMENTOS onde a expansão apocalíptica alimenta a desarrumação do interface sombra-luminescência para fertilizar o caos do poeta e o poeta potencializará outra conflagração caológica.

RONALD POLITO instala a intumescência interactiva do aparelho silencioso para projectar a ascendência do hibridismo-limite do confessionalismo . Atribui às unidades silenciadoras da permeabilidade linguistica o ardil imagético que intercede nas complexidades do assentimento “agramatical”. POETA da miragem e da sugestividade das alegorias ,burila e redescobre o tremor firme da insubmissão, construindo transferências magnetizadoras até às reconstruções da raia instantânea. RONALD ultrapassa as portadas da densidade com entrelaçadas formulações e difunde singularmente a desfocagem dos extremos para centrar os seus batimentos como uma espécie de babel perfomativa . A presença das plurissifignificações nos mecanismos textuais reforça a densidade bifurcada do autor “ de passagem” e de”terminal” reforçando a oscilação das arquitecturas multipolares das colónias semânticas que optimizam os micro-cursos do engenho libertário. ESTE GRITO (que também poderá ser “ reminiscência-acopladora” do pintor Edvard Munch) ATRAVESSA simultaneamente os campos da materialidade arrebatadora e as correntezas das metamorfoses excêntricas do corpo, como se as estratégias da complementaridade criadora intensificassem os riscos da linguagem labiríntica. RONALD agrega OS DESLOCAMENTOS anfibológicos das figuras do corpo para excitar o ataque da mutabilidade arqueológica das imagens que estruturam a presença proprieceptiva do dualismo fugacidade/vida. Estas TRANSPOSIÇÕES poderosamente balanceadas nas subunidades da arborização/corpo impulsionam a cosmogonia onde “pelo corpo” a interactividade/turbulência de DONIZETE GALVÃO/POLITO TRANSFORMA-SE numa eito propulsor de multivariáveis periocidades: atmosferas poeticamente membranares a oscilarem par a explosão das composições singularizáveis. ESTES dois Poetas alfabetaram o caos através dos acrescentamentos das catástrofes do corpo e actuaram nas malhas das instalações experimentais porque tinham urgência na identificação dos centros para amoldarem o desejo da espiralidade .

ADEMIR ASSUNÇÃO CONVOCA o confronto da reintegração cinematográfica inovando as polifonias e as intermitências das plasticidades entre a volatilidade sanguínea da insatisfação, evidenciando simultaneamente a miscigenação. A SUA espacialização subvertedora DEFINE a singularidade da confabulação explosiva e a intensidade dos planos mutáveis e trágicos das multilinguagens, quer sejam cosmopolitas quer sejam perturbadoras sonoridades indígenas ou mesmo transmutações das essências paradigmáticas da fenomenologia:vanguardismo/ancestralismo/espiritualidade/fotograma ácido.
O POETA-MÚSICO ADEMIR ASSUNÇÃO cadencia a extrema actividade da ZONA BRANCA num sintoma indispensavelmente guerrilheiro e fulgurante, consubstanciando a livre crescença poligonal nas dicotomias sonho/real; liberdade/cárcere. ADEMIR confirma o deslocamento cáustico ,reforçando a materialidade da frontaria assombrosa e sequencial, onde os efeitos sonoros desagregam o artesanato da conformação espácio-temporal interpenetrando na desmontagem da urbanidade. Esta altercação resgatadora das ascendências malditas transgride libertadoramente a multidão hodierna como um veneno a multiplicar a violência morfológica e metonímica das palavras.

ADEMIR ASSUNÇÃO CLAUDIO DANIEL RONALD POLITO investigam fenomenologicamente a esfericidade da solidificação espácio-temporal onde a desintegração dos encadeamentos fantasmagóricos fluidifica o desassombro perfomativo para uniformizar a linhagem do receptáculo visual das circularidades é aqui que os extremos e os confins salientam a adjacência da experimentação radical.
A potencialidade da pegada das dissonâncias demarca a efervescência do desvairamento: sinais da proliferação das possibilidades laboratoriais que se autofecundam sobre O ESMALTE polifónico e dissemelhante do mundo.
Os movimentos das excentricidades destes POETAS extravasam as concepções verbais para desacorrentarem as espécies cartografadas do enraizamento porque a percepção consagra a corrente imensurável dos planos implosivos.
CLAUDIO, ADEMIR E POLITO caminham na CONDENSAÇÃO dos seres labirínticos mudando construtivamente a inclinação flagrante das imagens para aperfeiçoar o sistema fortificante e inaugurador das volubilidades das articulações/palavras/erectas/horizontais. A liberdade destes POETAS investe sobretudo no anti-discursivismo e ostensivamente desfoca a presentificação das hélices axiomáticas, desdobrando as arenas modelizáveis para apelarem às oscilações das espessuras e às metáforas da volatilização. Estas descodificações germinam na obscuridade/cinematografia dos sentidos :- combinação fervente e reconquista parcelada da perfomatividade.
As consagrações musicais/mitológicas/existencialistas são biografadas na complexificação do organismo simbiótico como uma projecção da intercorporalidade ou uma metalinguagem a decifrar uma superfície do planeta-poeta-planeta-palavra para atear as multicentralidades imaginárias entre as contexturas desautomatizadas que disseminam libertadoramente as reescritas.
Os poemas destes POETAS transplantam a consanguinidade e o frémito imunológico desnatura-se como um corpo hospedador a emular-se na fractalização dum jogo criador onde os maquinismos da insatisfação concentram os silêncios dos compartimentos para mundializar a lâmpada da resistência entre a consciência do insulamento e a engrenagem dos detalhes. AQUI “nestes compositores” há uma manifestação celular a transmitir as habitabilidades da observação-ideia-.experimentação onde os cristais proliferam sobre a conflitualidade dos oxímaros formando outros triângulos da complementaridade conceptual.
A estrutura semiológica transparece na navegabilidade caleidoscópica e o seu secretismo ascende no corrimento dos signos como uma movimentação descomunal a interpretar os interfaces do contraveneno topográfico
As arcaduras polissémicas ilustram a escuridão das balanças potenciadoras das transladações hermenêuticas onde outras sombras-limites deslindam os entrelugares rítmicos das bússolas remotíssimas dos POETAS.
O desconcerto das rotas dos POETAS CLAUDIO DANIEL, RONAL POLITO E ADMIR ASSUNÇÃO indetermina a omnipresença do imaginário e a neutralização desmultiplica-se no cerco arqueológico da fractalidade como o curso da gestação a escorar o abalo atlético das metamorfoses, criando vantagens infindáveis na heterogeneidade das linguagens. APOSTAM em diferentes sombras-filosóficas para incitarem a catástrofe da luminosidade , a corpulência das fábulas e a exuberância absurda da tragédia humana. Todas estas incorporações fertilizam a desterritorialização das entidades dos relâmpagos, polvilhando geograficamente a operatividade germinativa do fractal-corpo-POETA onde a flutuação topológica dos flashes infinitos autoperpetua a praticabilidade combinatória do desassossego.
Os signos precursores dos contágios das palavras-leopardo-de passagem-zona branca perspectivam a dominação conceptualizadora das zonas-cosmos que recolocam a excitabilidade do poema na imaginação antropomorfa fraccionando a sombra contaminadora : - terminal-cinematologias-felídeos- para aproximar as ideias na extensão da pesquisa da humanidade. Aqui a dimensionalidade inventaria a mecânica gravitacional da experiência como uma fundição anatómica a organizar o desempenho das forqueaduras- alucinação-textos
O arrebatamento da IMPREVISIBILIDADE alucina o próprio abismo das TRÁGICAS ZONAS BRANCAS/CINEMITOLOGIAS , dos caleidoscópicos LEOPARDOS e das articulações verbais-estrelantes do TERMINAL/DE PASSAGEM, como um sorvedouro transformador do tempo . A incandescência do calibre destes armamentos-poemas invade a investigação da mobilidade-palavra descentrando o lúzio da fractilidade Aplicar a estabilização da colheita-palavra no prenúncio genesíaco das interlocuções entre os espelhos e a actualidade é dissecar a mudança na agitação das descontinuidades porque a complexidade da nuvem poema/urbanidade/passado, estrutura o encadeamento interactivo dos desconhecidos olhares das multisombras que os felinos-POETAS descrevem entre a variabilidade constitutiva do texto
CLAUDIO, ADEMIR E RONALD ABRAÇAM a navegabilidade que difunde as flechas cartográficas das metáforas ou o físico insubordinado das metáforas das metáforas; travessia inesgotável dos acenos depuradores dos pêndulos das loucas possibilidades.
A parcelarização das evocações é causadora das praticabilidades desconhecidas como um curto-circuito a iniciar um plano homocêntrico sobre a participação salomónica da linguagem. HÁ um vértice hiemal a comparar os circulos iniciadores dos sentidos que aproximam os abismos da homocentricidade como a resistência construtora de espécies a decifrar a espiralidade do entressonho . ESTA voltagem criativa destes POETAS SAMPISTAS circula nas micro-arquitecturas-GRAFITES da procura do desconhecido reabsorvendo o alongamento multicelular da hermenêutica.
A complexificação vascular dos textos-PAULISTANOS articula as transições rotadoras dos sentidos, cooperando com os princípios libertadores doutras espirais para avivar o aperfeiçoamento fecundante da teia metamórfica .
A GERMINAÇÃO REINAUGURADORA E RENOVADORA dos sentidos DOS POETAS desemaranha a diferenciação da espiral , esta interpreta a poeticidade do pré-lugar como a energia do estrondo a coabitar na plasticidade do tempo. “ O TEMPO ESSE GRANDE ESCULTOR” YOURCENAR.

Luis Serguilha


Bicicletas para turistas



Em Boston, as valetas das ruas são limpas duas vezes por mês. Esta é à 2ª e 4ª terça-feira de cada mês. Isto quer dizer que as valetas têm de estar livres entre as 8 e as 12 da manhã sob pena de o popó ser rebocado para a máquina operar.

  • A Região de Turismo Rota da Luz assinou um protocolo de cooperação com a Associação de Hotelaria Regional do Distrito de Aveiro para a disponibilização de bicicletas aos turistas, nas unidades hoteleiras e postos de atendimento turístico destinadas ao uso exclusivo dos turistas nacionais e estrangeiros.


Esse é o meu Brasil!


Renan Calheiros é suspeito de corrupção, grilagem e agora suspeito de ser sócio fantasma em meios de comunicação por toda Alagoas.


E o homem é Presidente do Senado e não quer soltar o osso de jeito nenhum. Nunca vi igual.


Renan se suja a cada dia e nada, mas nada mesmo acontece com ele.


P2P

Em conversa com um amigo sobre partilha de ficheiros via P2P (e por causa de seres teimoso quando digo que crime punível por lei é apenas quando lucras com isso, lê isto):

Medidas penais para lutar contra a contrafacção e a pirataria na UE
Investigação e inovação - 25-04-2007 - 04:04
O PE considera que as patentes devem ser excluídas do âmbito de aplicação da directiva que estabelece medidas penais para assegurar o respeito dos direitos de propriedade intelectual, devendo o texto aplicar-se exclusivamente à contrafacção e à pirataria. Esta é a primeira directiva em que a Comissão Europeia aplica a sua nova doutrina em matéria de direito penal, seguindo-se a um famoso acórdão do Tribunal de Justiça de 13 de Setembro de 2005.

Para o relator da Comissão dos Assuntos Jurídicos do PE, Nicola ZINGARETTI (PSE, IT), o facto de se querer aplicar sanções penais definidas a nível comunitário ao domínio das patentes não parece nem convincente nem coerente com a abordagem seguida na matéria pelo legislador comunitário nos últimos anos. Também não lhe parece ser extremamente urgente intervir por meio de sanções penais, uma vez que a protecção das patentes já está assegurada em muitos Estados-Membros por sanções de natureza penal (multa e prisão): é o caso, por exemplo, da ordem jurídica alemã, austríaca, dinamarquesa, espanhola, francesa, húngara, italiana, neerlandesa e portuguesa.

Os eurodeputados delimitam, assim, o âmbito de aplicação da directiva proposta pela Comissão Europeia, explicitando que esta não deverá ser aplicável em matéria de patentes (alterações 1, 9, 10).

“Atendendo à complexidade da maioria dos projectos de investigação, os inventores, ao desenvolverem as suas actividades, correm permanentemente o risco de violar o direito das patentes. Criminalizar uma violação contra o direito das patentes poderia dissuadir os inventores e académicos de desenvolverem inovações”, justifica ainda o relator do PE.

O Parlamento Europeu quer que fique claro no texto da directiva que os actos praticados pelos utilizadores privados para fins pessoais e não lucrativos não constituem uma infracção.

Deste modo, os eurodeputados aprovaram alterações à proposta especificando que, para efeitos de aplicação da directiva, por “direitos de propriedade intelectual” se entendem um ou mais dos seguintes direitos:

- direitos de autor;
- direitos conexos aos direitos de autor;
- direitos sui generis do criador de um banco de dados;
- direitos dos criadores de topografias de produtos semicondutores;
- direitos relativos às marcas registadas, na medida em que a sua protecção ao abrigo do direito penal não afecte as normas do mercado livre e as actividades de investigação;
- direitos relativos aos desenhos e modelos;
- indicações geográficas;
- designações comerciais, caso sejam protegidas enquanto direitos de propriedade exclusiva direitos na legislação nacional;
- e, em qualquer dos casos, os direitos, desde que previstos a nível comunitário, relativos às mercadorias, nos termos do regulamento relativo à intervenção das autoridades aduaneiras em relação às mercadorias suspeitas de violarem certos direitos de propriedade intelectual e a medidas contra mercadorias que violem esses direitos.

A violação terá de ser cometida à escala comercial – excluindo-se, portanto, os actos efectuados por utilizadores privados para fins pessoais e não lucrativos – e intencional (alterações 39 e 59).
__________________________________________________________________

Caso não tenhas tido paciência para ler a directiva europeia atenta à parte que nos interessa:

“O Parlamento Europeu quer que fique claro no texto da directiva que os actos praticados pelos utilizadores privados para fins pessoais e não lucrativos não constituem uma infracção.”


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