Ocorrências de portugal
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O Pobrezinho | ![]() |
Os
preços médios em Portugal são cerca de 20 por cento mais baratos do
que na União Europeia a 15 membros. No entanto, os portugueses
ganham em média cerca de 40 por cento menos, de acordo com os
últimos dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Económico (OCDE). Os números
europeus, que mostram também que os portugueses são os mais mal
pagos da União Europeia a 15. A isto podemos juntar
o facto de também sermos dos europeus que trabalham até mais anos
ou seja dos que mais trabalham. Podia pôr-me aqui a desancar na
escumalha que nos fez atingir tão fantástico resultado, chamar-lhes
os piores impropérios, culpar todos os bandidos que do alto do seu
pedestal não param de nos lixar a vida. Nem vale a pena, os números
e o caminho que este país segue já dizem
tudo.Contributo para o Echelon: 15kg, DUVDEVAN
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Rapidinhas | ![]() |
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Parece
que os preços dos bens de consumo em Portugal estão 20% abaixo da
média comunitária (15 )... Esperem! Não esfreguem já as mãos
clamando milagres! O ordenado médio em Portugal está 40%
abaixo da média comunitária (15)... Como dizia o outro:
Façam vocês as contas...

Parece
que as escolas vão deixar de ter guardas-nocturnos para passarem a
ter "sistemas de detecção electrónica e televigilância"!
Fantástico! Como as empresas de alarmes e afins devem estar a
esfregar as mãos de contentes!! E depois já estou a imaginar... Os
auxiliares substituidos por câmaras e robots de acompanhamento, os
professores por robots CAPE ( colaboradores activos no processo
educativo )... Lindo! Mas agora a sério... Eu ainda me vou rir
quando as escolas começarem a ser assaltadas! É que estas tretas
electrónicas são um docinho para os sabidos...

Lembram-se
de eu ter falado aqui da Rozalla
Miller ( Are You Ready To Fly", "I Love Music", "Everybody's Free
(To Feel Good)? Parece que ela gostou da apreciação cá da casa e do
Avatar74 e brindou o IdeiasFixas com uma mail a agradecer as nossas
palavras.
Temos diva musical oficial do blog!
Rozalla you're the best!
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Livre por enquanto | ![]() |
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Uniformização de Equipamentos | ![]() |


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baiji - Nunca mais... | ![]() |

Os baiji, golfinhos de água doce que habitam o rio Yangtze na China, podem estar extintos. Esta é a conclusão de um estudo feito pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL), que atribuiu o desaparecimento destes mamíferos à actividade humana, noticia a versão electrónica do El País.
A situação dos golfinhos não era investigada desde finais dos anos 90, quando a sua população contava com 13 indivíduos.
Os cientistas, que publicaram o estudo esta quarta-feira na Royal Society Biology Letters, dizem que não conseguiram encontrar nenhum golfinho baiji no rio Yangtze, o seu habitat natural, durante a investigação visual e acústica que realizaram ao longo de seis semanas.
De acordo com os investigadores, estes golfinhos são os primeiros mamíferos marinhos a desaparecer da Terra devido à falta de regulamentação da pesca. Sam Turvey, da ZSL, classificou esta extinção de «trágica» e sublinhou que «temos de assumir a nossa responsabilidade de guardiões do planeta». ( in Portugal Diário )
Mais uma vez más notícias da China! É vergonhoso! A eliminação total de uma espécie... Quem nos deu esse direito?! Quem deu a alguns o direito de extinguir uma espécie?! Somos deuses?! Bah! Somos apenas mais uma espécie! Nestes dias sinto vergonha de ser humano, pois não somos "guardiões", somos virus que destroem tudo onde habitam... A China, com o titúlo de primeiro país onde se extinguiram mamiferos marinhos pode ir à merda! È mais uma... A divída deles ao mundo é cada vez maior... E se os Homens não a cobrarem, espero que a Natureza o faça...
Tudo isto fez-me lembrar uma música... Porque, agora, só em livros e filmes de arquivo...
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
( Roberto Carlos - As Baleias )
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Carta à Ministra da Educação | ![]() |
Recebi este mail que resolvi publicar
por me parecer que o texto o merece.
Caro kaos:
Tendo lido os posts e comentários à deseducação em Portugal envio,
em anexo, uma carta publicada na «Folha da Educação» a propósito da
política da actual ministra. Penso que os textos têm realmente
posto «o dedo na ferida». Mais do que professora também tenho
filhos na escola e aflige-me a atitude de bulldozer desta ministra
que a todos cilindra - pais, professores e alunos, sempre de acordo
com «a voz do dono».
Os sublinhados são de minha responsabilidade. O aspecto também foi
recentemente focado no blog “A Educação do meu Umbigo”.
Boas férias
M. A. (uma leitora atenta)
Carta à Ministra da Educação
Excelentíssima Senhora:
Creia que compreendo o recente elogio do Senhor Primeiro
Ministro às suas orientações políticas. Enquadro-as, obviamente, na
onda reformista cega e desajeitada de um poder absoluto que
arquivou, em 2005, a sua carta de princípios, preferindo alinhar em
um dos pressupostos da globalização que, no caso em apreço, o
filósofo e Catedrático de Ética, Fernando Savater, consubstancia da
seguinte forma: "(...) só os fanáticos supõem que o principal
desígnio da educação democrática é criar escravos
satisfeitos ". Olhando em
redor sabe-se que assim é. Digamos que o objectivo do governo a que
Vossa Excelência pertence, segue, sem pestanejar, as cinco
armadilhas da Educação preconizadas por Riccardo Petrella, julgo
que ainda Conselheiro da Comissão Europeia e Professor na
Universidade de Louvain (Bélgica):
1."A instrumentalização da educação ao serviço da formação dos
recursos humanos". Isto é, o recurso humano considerado como
mercadoria económica;
2. "A passagem da educação do campo do não mercador para o do
mercador". É a educação considerada como um grande mercado;
3. A educação "como um instrumento-chave da sobrevivência de cada
indivíduo" (...) na era de competitividade mundial, o que
transforma a escola num lugar onde, subtilmente, se aprende uma
cultura de guerra;
4. A "subordinação da educação à tecnologia", pois a mundialização
sendo filha do processo tecnológico logo tem de fornecer à educação
os instrumentos de adaptação ao pensamento único;
5. "A utilização do sistema educativo enquanto meio de legitimação
de novas formas de divisão social", isto é, uma sociedade dividida
entre qualificados e não qualificados, entre os que dominam o
conhecimento e os excluídos desse acesso. Portanto,
Excelentíssima Senhora, como advertiu Oscar Wilde, citado em
El Valor de Educar, de Fernando Savater, "a educação é algo
admirável, no entanto, convém recordar, que as coisas que
verdadeiramente interessa saber não podem ser ensinadas". O
problema está aí. Mundializaram-se os interesses económicos mas
nunca os direitos básicos do Homem. Significa isto que não são os
professores e, neste caso, o Estatuto da Carreira Docente que
limita uma Educação que, uma vez mais, na palavra de Savater, não
consegue despertar o apetite de mais educação e, portanto, de novas
aprendizagens. Não são os professores os responsáveis pela genérica
incapacidade política dos 26 ministros da educação em 32 anos de
sucessivos governos. Vossa Excelência, por uma questão de
honestidade, não pode, por isso, encostá-los à parede na praça
pública, metralhá-los com palavras e actos, espoliá-los dos seus
direitos e torná-los bodes expiatórios de erros de processo
cometidos por outros. Eles não são os responsáveis,
como salientou, recentemente, o Psicólogo Eduardo Sá, pela
existência de "pais maltratantes" que não sabem, não podem e não
percebem que "as crianças educam-se de dentro de casa para dentro
da escola". Não foram os professores, Senhora Ministra, que geraram
as assimetrias sociais, económicas e culturais, tornando a escola
num local de remediação. Não foram os professores que
burocratizaram o ensino e homologaram programas extensos,
desarticulados e inconsequentes. Eles não são, na generalidade, os
responsáveis pela indisciplina, pelo insucesso, pela violência que
brota da sociedade e que entra, na escola, de forma preocupante.
Não pode culpá-los pela desresponsabilização dos pais, pela
sobrelotação das turmas, pelas erradas opções em sede de Orçamento
de Estado para a Educação e pela incapacidade de organizar a escola
no sentido da transmissão do amor intelectual e humano.
Saiba, no entanto, que há muito por fazer no sistema. Há muitas
roturas programáticas e organizacionais a operar, rotinas a
desfazer, disciplina e autoridade a restabelecer, qualidade e rigor
a defender. A solução política, parece-me assim óbvia, não passa,
permita-me a expressão, por um miserável ataque ao Estatuto da
Carreira Docente, nitidamente economicista e absolutamente ineficaz
no que concerne à descoberta de um caminho para a
excelência.
Eu sei,
Excelentíssima Senhora, que aceitou ser Ministra sem um currículo
apropriado no Sistema Educativo. Todavia, creia que esperava outra
capacidade de observação dos factos e de intervenção política face
ao seu Doutoramento em Sociologia. Por isso, espero que não seja
Ministra demasiado tempo porque as suas políticas são, do meu ponto
de vista, as melhores respostas para um problema
errado.
(in Folha da Educação,
arquivos)
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Porque é que o Governo não cai? | ![]() |
Formalmente não, todos o sabemos. Mas informalmente, a manutenção de ministros que a opinião pública vê como desértico Mário Lino, o insensível Campos, a nervosa e perdida Lourdes Rodrigues e o teimoso e monotónico José Sócrates, revela-o.
Formalmente o governo não caiu por uma simples razão: o Presidente gosta de um partido de esquerda com política de direita, com um líder que era da JSD.
E porque não há oposição.
Pelo menos no PSD, que neste momento não existe. E do seu antigo parceiro, o CDS, que também definha. Ao ponto de se falar já de um novo partido de direita e de uma crise na direita.
E sobretudo, porque o eleitorado [ainda] não teve coragem -- porque prefere um mal certo a um futuro incerto -- para votar PCP, Bloco de Esquerda, ou qualquer outro pequeno partido.
Suponho que seja por isso que voltou a discussão da eventual integração de Portugal em Espanha...
Não deixava de ser curioso: Portugal, região autónoma de Espanha, e Madeira, uma espécie de país basco sem lucro e sem bombas.
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Governo Reformador = Governo sem desculpas | ![]() |
O argumento do défice, da tanga, enfim, da crise financeira do Estado nas suas várias vertentes e expressões, tem sido a desculpa.
Tudo o que não se faz de bom, é 'porque o défice obriga a contenção' orçamental.
Tudo o que se faz de mau é 'dano colateral do défice' e como que 'desresponsabiliza' o Governo.
É claro que apesar da crise, num dos países mais pobres da Europa dos 27, gastaram-se milhões em estádios que agora nem para pasto servem [e não vale dizer que Portugal não pagou 100% da construção], pretendem gastar-se mais milhões num TGV e num aeroporto que nem se sabe se é necessário tendo em conta o actual vazio de slots e os milhões que t~em sido gastos em renovações e ampliações no aeroporto de Lisboa, que ainda esta semana inaugurou um novo terminal.
O actual Governo tem sido reformador, pelo menos no papel: o Diário da República, onde é publicada a legislação e também coisas tão díspares como zonas de caça, está cheio de diplomas alterados pelo actual Governo. Portugal não será o mesmo: embora continue pobre, tem mais leis ou, pelo menos, leis diferentes.
Em particular, foram alteradas todas [?] as leis orgânicas do Estado, dos pequenos institutos, etc. etc..
O frenesi jurídico-administrativo tem sido imparável.
Não sei se alterar leis é, por si e sem ligar ao conteúdo, uma reforma.
Mas estou certo que tendo esse poder e tendo tido essa intervenção -- que se alarga até a alterações de dirigentes, mesmo nos museus, na ópera, no teatro -- deixaram de haver desculpas para maus desempenhos.
Nos próximos anos, o Governo -- ou os seus sobreviventes -- não poderão dizer que não tiveram liberdade para alterar o que quiseram, nem de culpar os governos anteriores pela qualidade da legislação ou 'barreiras legais' à acção governativa. Fizeram-no.
Aguardam-se as consequências.
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Jogadores Mais uma vez Mateus | ![]() |

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Liga Bwin TV's continuam a mandar... | ![]() |

Sportv e TVI já decidiram e vai ser assim:
- SEX (17 Ago) Sporting x Académica 20:30
- SAB (18 Ago) Nacional x E. Amadora 16:00
- SAB (18 Ago) Marítimo x P. Ferreira 16:00
- SAB (18 Ago) Sp. Braga x FC Porto 19:00
- DOM (19 Ago) V. Guimarães x V. Setúbal 18:45
- SEG (20 Ago) Naval x Belenenses 19:45
- TER (21 Ago) U. Leiria x Boavista 19:45
- Falta definir Leixões x Benfica
De oito jogos seis vão ter transmissão televisiva! Domingo, o dia tradicional do futebol, vai ter... apenas um jogo!! E a jornada vai decorrer em, pelo menos, cinco dias!!! As televisões continuam a mandar no sr. Herminio Loureiro e nos clubes. E assim vai o futebol em Portugal...
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O Ministério da Cultura, esse reincidente. | ![]() |
Desta vez foi o criador de uma petição online, que referimos há dias, e que hoje ia nas 800 e tal assinaturas a favor de Dalila Rodrigues, reconhecendo o seu trabalho no MNAA e questionando o Governo sobre as motivações políticas da decisão. Porque técnicas, já o director do Instituto de Museus esclareceu, não foram.
É interessante recordar e ver a própria história de Delfim Sardo no CCB e dos seus sucessores, para verporque não foi afastado do cargo [porque se demitiu?], quais as razões da sua demissão e das suas sucessoras.
Lia-se no DN de 5.11.2oo5:
'Delfim Sardo, director do Centro de Exposições do CCB em funções desde Maio de 2003, demitiu-se por entender que o seu projecto "era ambicioso e necessitava de outra relação de confiança" com o Conselho de Administração (CA). A sua carta, datada de 28 de Outubro, terá chegado quarta-feira às mãos dos administradores, abrindo assim mais uma crise na gestão no CCB, que em Dezembro deverá apresentar a programação para 2006.
"Sabia que havia divergências, não sabia mais nada", diz ao DN Margarida Veiga, que foi indigitada há um mês para o CA, em substituição de Guta Moura Guedes. Segundo a assessora do Ministério da Cultura, a arquitecta e ex-directora do Centro de Exposições (de 1996 a 2003) entrará em funções, "em princípio, na próxima semana". Fraústo da Silva, presidente do CA, está em Macau durante 15 dias. E Isabel Trigo de Morais, actualmente a única vogal na administração, não quis comentar esta demissão.
O CCB tem para 2006 uma dotação estatal de oito milhões de euros e deverá gerar outro tanto em receitas próprias. Dizendo só que o seu orçamento é "muito penalizador" - na ordem dos 600 a 500 mil euros, conforme avançado pelo DN e ontem noticiado pelo Público -, Delfim Sardo garante que a sua decisão foi "reflectida" e não se prendeu apenas com o corte de dois terços (em relação a este ano) nas verbas para exposições, o que inviabiliza grandes mostras e projectos de produção própria. "Não estava construída uma relação de confiança entre mim e a administração que permitisse desenvolver um projecto, e não sentia apoio por parte da administração", afirma ao DN.
Delfim Sardo ficará mais "dois meses", para "resolver problemas correntes", e diz que "é necessária uma profunda remodelação do modelo do CCB".
À pergunta sobre se as suas opções são demasiado arrojadas para o CA, responde que sai no momento em que se revê numa programação "com capacidade de risco, que aposta em nomes menos conhecidos e propostas próprias". E defende a transformação do Centro de Exposições num Museu de Arte Contemporânea, com autonomia face ao CA e "capacidade para fazer exposições temporárias mas também para seduzir coleccionadores privados, ter depósitos permanentes e parcerias com instituições congéneres".
Recorde-se que esta demissão ocorre um ano depois da convulsão gerada pela exoneração, a pedido de Fraústo da Silva, dos administradores Miguel Vaz e Adelaide Rocha. Por "graves e continuadas tensões e divergências, reconheceu na altura o ministério. Miguel Vaz esteve no cargo oito meses - substituíra Francisco da Motta Veiga, demitido pela tutela em 2004, que ao DN admitiu então a existência de "elementos de bloqueio" no CCB. E Adelaide Rocha estava na equipa de Fraústo da Silva desde 1996.
Sucederam-lhes Isabel Trigo de Morais e Guta Moura Guedes, que saiu há um mês. "Delfim Sardo é um homem inteligente, persistente, e um curador e teórico de elevado calibre", afirma Moura Guedes ao DN, escusando-se, porém, a comentar "o que se passa dentro do CCB". O Ministério da Cultura, "para já", também não comenta'.
Entretanto apareceu Mega Ferreira, que curiosamente também se demitiu...
Delfim Sardo não era o 'administrador', mas o 'director'. Mas não deixa de ser curioso que a natureza dos problemas é sempre igual. E em todos estes casos, a qualidade da cultura servida aos portugueses é que perde.
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A Petição sobre a directora do MNAA | ![]() |

Carta Aberta de Apoio a Dalila Rodrigues
e
petição disponível para subscrição aqui, e copiada abaixo:
O Museu Nacional de Arte Antiga, o mais importante Museu público português, foi dirigido, nos últimos três anos, por Dalila Rodrigues.
Neste período e sob esta direcção, o MNAA viu crescer o seu público, reforçar a componente mecenática do seu financiamento, foi objecto de importantes reestruturações no seu circuito, programa e perspectiva museológica. Posicionou-se, sob a direcção de Dalila Rodrigues como uma instituição aberta, dinâmica e capaz de responder às necessidades do seu tempo, cumprindo melhor a sua missão de preservar, divulgar e educar.
A exoneração da sua Directora pelo Ministério da Cultura só pode, portanto, ter outras razões que não a sua competência, dedicação e empenho. Também só pode resultar de uma total desconsideração, por parte dos responsáveis ministeriais, pelos resultados obtidos pelo Museu; como se o melhor cumprimento da missão que dá razão de ser ao MNAA fosse irrelevante.
Quais são, então, as razões para a exoneração de Dalila Rodrigues?
Evidentemente, resultam da posição pública que a Directora tomou em favor de uma maior autonomia da instituição, quer em termos administrativos e financeiros como em termos da sua programação.
Trata-se, tão somente, de seguir o caminho de outras instituições congéneres, como o Museu do Prado, ou o Museu do Louvre. Ou seja, trata-se de seguir o caminho que permite uma maior ligação à comunidade científica, prestar um melhor serviço ao público, desenvolver um plano educativo e de divulgação mais consistente, ter flexibilidade e construir laços com parceiros mecenáticos e institucionais. Enfim, o que hoje devemos esperar de um museu.
A prática dos actuais responsáveis do Ministério da Cultura pauta-se por outras prioridades: promover a obediência, concentrar a decisão, controlar ideologicamente as instituições.
No presente caso, com total desrespeito pela competência, pelos resultados, pelo arrojo. Estamos, assim, confrontados com uma mistura de autoritarismo e autismo, de populismo e controlo.
Os abaixo-assinados vêm, assim, insurgir-se contra esta forma de entender a política cultural, reclamando uma visão mais aberta, dialogante e moderna. Recusamos este centralismo e falta de visão de futuro.
Exigimos, enfim, que Portugal não desperdice o que tem de mais importante e raro: a competência, o rigor e a determinação dos responsáveis certos no lugar certo.
Este era, certamente, o caso de Dalila Rodrigues como Directora do Museu Nacional de Arte Antiga.
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Reminder | ![]() |
Estamos em Portugal e somos portugueses. E temos uma Constituição.
Na Constituição temos o conjunto dos direitos e deveres enquanto cidadãos.
E temos a organização da nossa economia, sociedade, cultura, política e justiça.
Importa neste momento da vida nacional recordar que o artigo 2.º reconhece que 'a República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa'.
E que no artigo seguinte, se diz que 'A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição'.
É também tarefa fundamental do Estado, diz-nos o artigo 9.º, 'garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático, defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais, [...] proteger e valorizar o património cultural do povo português'.
Pelo por mais 'engenharia constitucional' que se faça, não se pode fugir a isto sem fugir à lei, à legitimidade popular e àquilo a que podemos chamar de bom senso, boa educação e honestidade.
Era só para portugal.gov.pt/Portal/PT/Portugal/Sistema_Politico/Constituicao/"> lembrar.
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Ignomínias do beato Félix | ![]() |
Na
leitura em diagonal que fiz do semanário Sol, na edição do
passado sábado, uma notícia suscitou a minha particular
atenção:![]() |
Portugal em Sevilha? | ![]() |
Ao contrário de quem vive disso e até os provoca, fazêmo-lo com pesar. Não só pelo 'desequilíbrio de conteúdos' mas, sobretudo, por o país precisar deles.

'O Governo Português anunciou que irá encerrar o Consulado Geral de Portugal em Sevilha. Esse encerramento implica a perda de um Edifício Histórico Português, que foi construído para albergar o Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Sevilha de 1929 e cuja propriedade será devolvida ao Ayuntamiento de Sevilha.
Este Edifício Histórico está localizado no centro da cidade de Sevilha, ao lado do Hotel Alfonso XIII, um dos melhores de Espanha e é cobiçado por grandes interesses espanhóis e internacionais. Nós que o temos na mão, por direito, decidimos abandoná-lo.
Será que o Governo entende que temos demasiadas referências culturais portuguesas em Espanha?
Será que, decididamente, preferimos acabar com todos os símbolos nacionais? Como este que a Espanha nos cedeu gratuitamente há quase um século, no centro de uma das suas mais importantes e bonitas cidades?
Um Consulado não se mede só pelos serviços que presta. Conta por ser uma presença de um País numa cidade amiga. Uma cidade onde trabalham Portugueses, onde estudam Portugueses, onde se ensina o Português a centenas de estudantes espanhóis. Uma cidade Amiga. Por isso e por estar num Edifício Histórico Português, pode ser também uma Referência da Cultura Portuguesa, a melhor Marca de Portugal. Em Espanha.
Todo o Português que vai a Sevilha se orgulha de ver o seu País, a sua Imagem, o seu Símbolo no centro da Cidade-Monumento.
O Governo Português vai acabar com ele. E sem ganhar nada com isso. Provavelmente veremos em breve no seu interior uma delegação do Guggenheim ou do Rainha Sofia. É que os Espanhóis tratam bem o que têm.
Denuncie esta situação aos seus amigos. E se conhecer o Presidente da República, ou o Primeiro-Ministro envie-lhes também. Para que não digam que o Povo não os avisou. Não envie é para Amigos Espanhóis. Por vergonha.
Grupo Promotor do Círculo de Portugal em Sevilha'


