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Ocorrências de mundo


Voltei!

 

Cerca de 80 horas e de 5800km de viagem, estou de volta da minha roadtrip to Italy. Agora vou dormir como não durmo há 12 dias. Depois logo conto e volto ao Mundo de cá. Até já.


DIÁRIO DE GUERRA DO RAMBONE

Bom, não é novidade para ninguém que depois que abandonei minhas atividades na tropa G.I. Joe Chamyto, não consegui me adaptar muito bem a vida normal.
Passei anos na floresta combatendo o inimigo, depois mais um tanto de anos tentando encontrar o caminho de volta para a minha base militar.

Nem preciso falar que só um valente como eu, para sobreviver a tudo aquilo.

Mas não foi fácil me acostumar com a vida civil. O próprio exército obrigava os ex-combatentes a participar do programa de reabilitação social com acompanhamento psiquiatrico, mas eu achava um saco, só ia porque conseguia uns remédios, aqueles tarja preta bacanudos.

Então em uma dessas visitas ao doutor, ele me aconselhou a fazer tarefas cotidianas, coisas simplinhas que todo mundo faz, como ir ao mercado, pagar conta no banco, cinema, passear no shopping, pegar uma puta e broxar... Enfim, coisinhas normais.

Escolhi, então, ir ao cinema, mesmo porque eu achava as outras coisas cansativas e broxar também, já não era mais novidade para mim.

Resolvi que deveria ver um desses filmes leves, que todo mundo vê e gosta, as chamadas comédias. Sim, era a coisa mais correta a fazer, ver um desses filminhos conhecidos como "água com açucar" e depois tomar um bom lanche. As pessoas normais fazem isso.

Fui ao cinema e perguntei para o cara que vendia os ingressos, qual dos filmes em cartaz era bom e ele me recomendaria. Ele respondeu que não conhecia todos, mas tinha um em especial que era muito engraçado, era com um ator chamado Robin Williams.
Eu não conhecia esse artista, na base secreta dos Chamytos, não tinhamos televisão. Nossa diversão era apenas um cineminha super 8, com filminhos mudos dos palhaços Torresmo e Fimose, e uns cinco ou seis suecos de sacanagem.
Durante a semana assistiamos aos pornôs e de domingo, o dos palhaços, para não enjoar.

Então eu comprei meu ingresso e fui para a sala de espera, mas para evitar pegar fila, preferi entrar no meio do filme.

Sentei ao lado de um gordinho que ria sem parar, então comecei a rir também, mesmo sem ter visto a piada, afinal eu queria passar despercebido e iniciar uma vida normal.


Mas com o passar do filme, eu comecei a achar que aquilo era algum tipo de armadilha. Ainda me certifiquei se estava vendo o filme certo e perguntei para o gordinho, que hora que o tal do Robim Williams aparecia e contava a piada.
Ele disse que era aquele cara ali, vestido de mulher, que se passava por babá.
Daí perguntei se ele já tinha contado a piada que era engraçada, e o gordinho me respondeu que a babá era a piada.

Então aquilo começou a me irritar de verdade, as pessoas riam das coisas mas sem graça! Me pareceu algum tipo de emboscada! Na certa, ao final do filme, eu poderia ter alguma surpresa desagradável!

Resolvi pensar rápido em uma maneira de fugir dali. E graças aos meus anos de experiência como estrategista, olhei tudo ao redor e elaborei um plano eficaz em poucos segundos!


Notei um sujeito ao meu lado com um balde de pipoca, grande o suficiente para que eu colocasse na minha cabeça.
Chamei lhe a atenção e disse se aquele chinelo rosa no chão era dele. Quando ele olhou para baixo, apliquei um eficiente golpe na sua nuca que o fez desmaiar na hora.
Esvaziei o resto da pipoca dentro da sua calça e peguei o balde. Logicamente fiz dois furos precisos para eu poder enxergar, tudo graças ao meu apurado conhecimento de anatomia.

Coloquei o balde na cabeça e pronto, ninguém iria me reconhecer.

Imediatamente, criei uma rápida confusão para que eu pudesse confundir o inimigo e fugir.
Peguei o copo de refrigerante do gordinho e joguei no pessoal das fileiras de trás.

O pessoal começou a xingar, a querer brigar, então dei ínicio a segunda parte do plano, peguei o gordinho pelo pescoço e com a outra mão puxei lhe a cueca violentamente para fora da calça!
Logo, ele era meu refén e eu avisei; "Ninguém dê nenhum um passo ou eu puxo essa cueca até a cabeça do gordinho!!"
Um cara então tentou levantar, mas eu disse; "Não tente bancar o herói, cara!" . E foi assim uma frase de efeito que eu li em uma revistinha de quadrinhos e funcionou muito bem.

Então, fui saindo de lado com o gordinho e quando cheguei na saída da sala, larguei ele e comecei a correr.
Tinha que sumir dali rapidamente, imagina as consequências de ver aquele filme até o fim!!

Notei então um funcionário passando rodo no chão, aproveitei o piso molhado e apliquei um carrinho preciso nele. Quando ele caiu, ainda completei o golpe com um elegante "double nelson" mas na variação solo, devido, obviamente, a minha posição.
Levantei, ligeiro como um cisco, no momento que um segundo funcionário saia do banheiro.
Fechei a mão e lhe apliquei um potente croque na parte superior frontal da cabeça! Esse golpe todos conhecem, desnecessário dizer que usei a técnica conhecida como " Seu Madruga".


Finalmente ganhei o saguão principal e já estava próximo a saída. Pensei em passar na bilheteria e pegar meu dinheiro de volta ou até mesmo me vingar do cara que indicou o filme, mas esses minutos poderiam me ser fatais.
O melhor era fugir dali mesmo!

Mas então surge um segurança na porta! No momento que ele me olhou assustado, apontei para cima e gritei; "Olha o pombo morto!"
Ao olhar na direção que eu apontava, apertei seu nariz violentamente e o soltei.
Essa técnica, por causar apenas um dano temporário ao adversário e não lhe trazer nenhuma sequela permanente, é conhecida como "Gasparzinho, o fantasminha camarada".


Para finalizar, me livrei do balde e sai do cinema de costas. Isso é claro para atordoar alguém que viesse atrás de mim, obviamente, pelo ângulo de visão, iria parecer que eu estava vindo e não indo, confundindo o adversário. Completando ainda o total despistamento, tomei um ônibus errado. Técnicas ninja, é claro.

Bom, não deu muito certo minha ida ao cinema, mas ainda faltava verificar se realmente meu médico não estava envolvido em algum plano para me destruir...

Mas isso fica para outro post.



Entrou por Camocim e Sobral


E quem diria? Juan Carlos Ramirez Abadia, o super-traficante, procurado por meio mundo veio se esconder no Brasil. E pior: entrou no Brasil pelo meu Ceará e pior ainda, pela minha Sobral!


Juan Carlos Ramirez Abadia teria chegado de veleiro à paradisíaca Camocim numa tarde de domingo (praias quase vazias) e teria se hospedado em uma excelente pousada de lá.


Depois teria ido de carro (1 hora e meia de carro) à Sobral e de lá teria fretado um avião para a Bahia. Ele e vários comparsas colombianos. Dispostos inclusive à matar qualquer um que tivesse em seus caminhos.
Facinho, facinho...



Uma profissão de futuro

A simpatia daqueles que visitam este espaço não para e recebemos mais um texto sobre educação que considero merecer aqui divulgação. Como sempre, assinei só com as iniciais dos autores, por não saber se gostariam de ver o seu nome aqui colocado.

As escolas têm cada vez menos alunos porque, ninguém quer nascer em Portugal, porque nascer aqui só por degredo ou por missão, e os professores, cansados de muitos anos dados ao ensino, são obrigados a permanecer na escola até à morte, sem direito à reforma merecida que vêem cada vez mais longe. Assinaram um contrato, alguns ainda no governo de Marcelo Caetano, que lhes garantia a reforma aos 36 anos de serviço. Afinal não valeu a pena começarem a trabalhar aos 20 anos! O Estado não honra os seus compromissos nem as suas Leis!
Mas agora inventou-se uma saída gira , para o excesso de professores que agora, depois de uma vida dedicada ao ensino são chutados para o lixo, esquecendo-se quem manda que, sem professores, ninguém saberia escrever o seu próprio nome, e se calhar era melhor: criou-se uma coisa chamada de Professor Titular e depois há os que têm título e os que não têm. Mas os que conseguirem o tão almejado título, ficam na mesma, não têm qualquer remuneração acrescentada, mas passarão a ter muito mais trabalho pois só a eles é permitido o desempenho de certos cargos. Talvez os outros não tenham «enquadramento» – expressão oficial, ou será que quiseram dizer perfil? Mas até à data desempenharam com garra e mérito os cargos de que foram sucessivamente sendo encarregados. Agora, arbitrariamente só contam para esta « progressão» os últimos sete anos de carreira. Porquê os últimos sete, e não os dez, ou os sete do meio ou os primeiros sete? Já se viu alguma promoção não ser baseada no curriculum? Mas manda quem pode e a D. Lurdes é que sabe. Por isso, ficou um panorama docente curioso, nas escolas: professores com metade do tempo de serviço, com curriculum menor ficaram à frente de professores muito mais velhos na carreira, mas que nestes ditos sete anos, foram simplesmente professores ou desempenharam cargos de « não enquadramento» Como se actua num país sem Lei, onde os mais velhos e experientes correm o risco de ir parar ao cesto dos papéis, porque alguém concebeu uma forma de progressão aleatória, ignóbil, injusta. É este o nosso Estado de Direito? E se nesses sete anos, o professor tiver prestado serviço num sindicato, alto que é homem a abater. E então, não pode passar a professor titular, contra toda a legislação que considera esse trabalho equiparado a serviço docente. Assim vivam os actuais titulares que estiveram uma vida inteira numa biblioteca porque não gostavam de dar aulas, vivam! Vivam os que foram encarregados de serviços quase administrativo porque eram incapazes de manter a disciplina dentro da sala de aula, vivam. Vivam todos e viva a D. Lurdes que Deus lhe conserve a sagacidade política e o discernimento legal. Vivam que o povo é sereno !
Depois queixem-se que o ambiente é de cortar à faca! Se se incrementam desta forma as irregularidades e ilegalidades entre professores querem depois bom ambiente e interajuda? Querem melhorar assim a qualidade do ensino, promovendo a inépcia, a inexperiência quiçá a mediocridade?
Quem cá dera o mundo de Orson Wells, onde o Porco chefe organizava a quinta...
Parabéns, D. Lurdes, a senhora percebe disto, o ensino irá longe consigo. Vivam as telenovelas, e os Big Brothers deste país que distraem o povo e o mantêm sereno.
Puseram-nos lá...aturem-nos e amanhem-se que eu não percebo nada disto.
U.C.N.

Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17


Peru devolve lixo nuclear à Escócia


VER, PENSAR e AGIR - Futuro...

 

É este o mundo que quer deixar para os seus filhos??!


Artigo de luxo

Pra iniciar esse blog nada melhor do que falar sobre informação, pois é com esse intuito que eu o criei publicar aqui o que realmente pensamos como profissionais do jornalismo.
Não é todo mundo que pode ter um terno Italiano do Armani, um vestido da Victoria Secret ou um carro da Ferrari, esses são considerados artigos de luxo e não são para qualquer pessoa. Alias muitas delas jamais chegaram perto de um artigo desses. A informação é também um artigo de luxo, muitas pessoas conseguem informações importantes e as usam em beneficio próprio, não compartilham, porque são gananciosos e acreditam ser donos do mundo. Até aqui em Lucas tem “donos do mundo” escondidos atrás de redomas intocáveis. Algumas pessoas já confessaram em publico que sabiam com antecipação da chegada da Sadia aqui, mas só pensaram no que iriam ganhar com isso. E ganharam, foram milhões pagos pela Sadia para estar aqui. Ganhar dinheiro com negócio não ilegal ou errado, mas ganhar dinheiro e ainda posar de mocinho sem ter se preocupado com a população que hoje paga caro por não ter se preparado, se qualificado para compartilhar também desse novo ciclo ai sim é no mínimo injusto. Ao acessar as agencias de emprego on-line fiquei estarrecido ao ver o numero de vagas de emprego abertas em Lucas e sei que muitas pessoas que moram aqui estão hoje desempregadas, outras já partiram por falta de oportunidade. Que progresso é esse que tráz riqueza par uns e dificuldade para outros?
Edgar Savaris - Jornalista TV Luverdense - Canal 5


Barcelona, Portugal, Salvia e outros delírios absolutos em semelhança



Bem, isto é parte de Barcelona vista do Parc Guïnardo. À esquerda temos a Torre Agbar, ao centro a Sagrada Família, à direita Mont Juïc e o MNAC. Lá longe, estendendo-se muito azul temos o Mediterrâneo. A bem ou a mal, acabei por guardar o nascer-do-sol sobre o Mediterrâneo para depois, para outra companhia.



Viajar é estranho. Entrei num avião e, passada uma hora, estou do outro lado, 1500 quilómetros mais longe: outro ar, outra gente, outra cidade infinitamente maior e mais urbana. Fez-me bem ver o avião a levantar, a sobrevoar a cidade em que vivo e a afastar-se deixando para trás problemas, traições – a falsidade com que me encheram os olhos durante tanto tempo. ZUUMMMMMMMM – lá ia eu a caminho de algo diferente. Movido pelo incessante egoísmo que fecha os olhos das pessoas omito da parte inicial deste relato Jesus Rodriguez, meu companheiro de viagem. Enfrentou muito melhor o pânico inicial do voo: eu agarrei-me firmemente à cadeira na esperança de que ela amparasse a minha queda. Jesus já aparece novamente um pouco mais longe neste relato.

No aeroporto tivemos o nosso primeiro desaire: uma máquina telefónica manhosa comeu-nos a pasta com que iríamos ligar para Jone… Digo-vos, as cabines de “lá” são ainda mais manhosas do que as de cá. Parecem blindadas e têm um insaciável apetite. Jesus e o seu magnífico telemóvel ligaram e recebemos as nossas coordenadas: Entrar no bus, ir sempre e sair em Urgell; ele estaria lá à nossa espera. Primeiras impressões: bem, essas foram tiradas do ar e aquilo que vi foi uma cidade enorme atravessada por avenidas e perpendiculares; mar, muito mar; carros formigas a mexerem-se pelas ruas; um sol enorme e brilhante. Boas vibrações. Em terra foi o atravessar o trânsito num veículo com ar condicionado: túneis, motas, carros, tráfego a meio da tarde; vias rápidas, sinais em catalão; paragem súbita numa via elevada; conversas em francês e inglês e línguas bizarras e impronunciáveis; dois portugueses a olhar para tudo e a estabelecer o plano de jogo. Lá fora a vida dos “nativos” decorre normalmente entre bicicletas e motas e um delírio apressado pós siesta. Bom!



Reencontro. A casa é perto e precisamos de comprar comida. A comida nem é assim muito cara. Deixamos as coisas em casa e vamos comprar… assim lá para os lados do MACBA. Passear pela cidade à tarde. Ramblas, turistas, nativos, estranhos e estrangeiros; um cota de cerca sessenta anos vestindo unicamente uma daquelas palas verdes que usaria um notário americanos nos anos ’20 e um piercing enorme e refulgente na ponta da gaita a passear, a aproveitar o sol de fim de tarde para escurecer mais a sua t-shirt e calção tatuados… Estranho, mas faz todo o sentido. Niña’ guapa’ que olham e fixam o olhar e sorriem porque é belo sorrir e está calor e respira-se sexualidade no ar. Bom! somos jovens, para quê recear o julgamento? Homens estátua e estátuas de homens, gatos gigantes, olho para trás para ver melhor a rapariga que acaba de passar (e não, não és tu; aquela que eu procuro e secretamente gostava de ter aqui para partilhar da minha loucura contida) e que olhou para mim como quem não me via, mas eu sei que ela me viu pela forma como desviou o olhar, pracinhas pequenas e arejadas… árvores e sombras providenciais. Na Plaza Reial uma fonte, frescura, turistas em delírios fotográficos e eu e Jesus (perdoe-se a piada, mas estava mesmo bem acompanhado!), fugimos do ajuntamento deixando para trás a homenagem a Garibaldi e as palmeiras e a frescura da fonte.


Há muita coisa de que eu não vou falar. Talvez tenha chegado a idade em que prefiro guardar dentro de mim o que vejo penso e faço porque é demasiado real para transmitir aos outros. Mas vou escrever aqui as únicas linhas que escrevi em Barcelona, apesar de toda a minha boa vontade. Vou só explicar o que tinha acontecido no dia anterior: tínhamos ido visitar a Gracia, eu, Jesus, Jone e sua senhora. Quando vínhamos embora encontramos uma loja que estava em liquidação do stock de líquidos; enquanto eles se apaixonaram por vinho e cava eu vi do lado direito de quem entrava na penumbra várias garrafas de rum branco que diziam “Don Sorel” a 3 euros. Um sorriso iluminou-me a face! Após uma noite em que o rum deu cabo de mim depois de eu lhe ter esvaziado o corpo foram poucas as memórias "concretas" que restaram. Lembro-me de um bar manhoso e livre e barato numa casa ocupada, lembro-me também de andar pelas ruas descalço, cheio de calor a dizer coisas - ou a gritar, as versões variam. Acima de tudo precisava de um duche frio para aclarar as ideias. Ganzas e ganzas na praça do MACBA, cerveza/bier gelada, o primeiro gole entornado no chão para os amigos que não estão, ou se calhar não foi lá… Quando voltamos a casa sentei-me no sofá. No dia seguinte, domingo, dei por mim aterrado na sala, sem saber onde estava quando abri os olhos. Só reconheci e me recordei do que se passava e onde tudo se passava por causa dos cheiros, dos ruídos. Tentei ir para o quarto onde era suposto dormir, mas o meu fígado mal-tratado tinha outras ideias. Ainda para mais a vizinha fritava peixe e alguém de casa fritava carne… Os cheiros deixavam-me completamente nauseado. Passei grande parte da manhã a correr da cama, a evitar calcar Jesus que dormia na paz dos santos no chão do quarto e a enfiar a cabeça dentro da sanita para tirar de mim o que quer que estivesse a mais. Alminhas! Apesar de tudo, continuo a dizer que devia ter comprado duas garrafas daquele álcool açucarado – era um bom preço.

Portanto, é domingo, 19h40 minutos hora de Barcelona e estamos no Parc da Ciutadela a descansar, a respirar, a fumar umas brocas e a ver o que se passa.

“Avenidas ordenadas de árvores de todas as espécies, turistas, turistas e nativos circenses, pessoal a fazer ganzas discretamente enquanto os Mossos passam, música de todos os lados, pássaros verdes vindos de um qualquer deliro sul-americano, uma roda de capoeira, mulheres lindíssimas. Uma ressaca de rum monstruosa a pesar-me na cabeça e 5 dias passados em Barcelona. La vida loca (perdoem a citação de Ricky Martin, mas estava muito ressacado). No aeroporto nada fazia crer que fosse assim. Eu e Jesus saímos do avião suados e atrasados uma hora. Milhares de turistas de todos os tipos: “bifes” com camisolas de futebol, nórdicos já vermelhos e mal saíram do avião, alemãs grandes com cara de quem te esmaga a cabeça se não lhes deres o prazer suficiente na altura do orgasmo… não interessa.”

Foi isto tudo o que escrevi. Não havia tempo: tinha tanto para ver, tanto para esquecer. Além do mais, para meter Barcelona dentro de palavras teria de fazer uma enumeração enorme que iria desde o Bairro Gótico a Barceloneta, passaria pela Plaza Tripi (ou Plaza George Orwell, calmamente videovigilada), daria uma volta pelas praias, Champanharia (ai, que grande paulada de Cava e tapas), Ramblas, Raval e Donnër Raval (reconhecido internacionalmente), noites compridas e rápidas, duas turistas inglesas, uma alta e cheia de pinta a outra uma porquinha pequenina, com medo de serem violadas por um Paquistanês mal-intencionado e de olhar homicida que as seguia – correm na tua direcção com as suas mini-saias e maquilhagem e recusam a tua ajuda por receio que sejas um português sádico que lhe vá levantar as saias no átrio do hotel para as possuir à força no elevador (não fui eu que disse isto), Bairro da Inês, cheiro a absinto e putas baratas que te agarram e tentam convencer à força de que tens força na verga apesar de todo o álcool, turistas, agressões entre gritos e garrafas partidas, transsexuais encostados perto dos hóteis fixes e ingleses bêbedos que se enganam até ao momento em que metem a mão e lhes gritam “SURPRESA!”… Chavalos e chavalas a ler o Harry Potter e a chorar com a morte do herói… JK Rowling, os meus parabéns por teres ascendido de escrava de um ressacas a escravizadora de imaginações. Brutal.



Morreria de falta de ar antes de conseguir acabar esta enumeração, o que por si não diria nada ou talvez tudo sobre a cidade…



(No meio de toda esta grandeza libertadora, no vórtice do anonimato e apesar de todas as palavras que me enchiam a boca de libido, eras tu quem eu via nos suaves corpos com que me cruzava. Eram as pistas que me reconduziram a ti que eu procurava. Porque "nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela despenhada de sua órbita viva. - Porém, tu sempre me incendeias".)

Ainda tive oportunidade de ver um ensaio de algo definido como chill-out psicadélico: cítara, guitarra e percussão… Catita! Jone tem sorte com a casa que encontrou. Agora só precisa de uma casa para dar largas ao desespero de quem quer viver tudo.

Ainda não compreendi muito bem o que me aconteceu por lá, mas algo aconteceu. Algo de importante. Isso só se tornou totalmente compreensível há bem pouco tempo, quando recebi uma mensagem para aparecer no Piolho. Rever um amigo, beber umas cucas, falar um coto na esplanada do 77. Nesta altura não fazia ideia de como a noite iria acabar: no Jardim de Soares dos Reis, com uma gigantesca paulada de salvia x20 e uma noite que arrefecia a cada momento que passava.

Quando se sente a pele aspirada do corpo e o mundo todo a fundir-se em sombras e luz que tomam forma num silêncio que sabes corrompido, compreendes a unidade de tudo; a beleza individual de cada partícula que compõe o universo visível e invisível que te rodeia e a necessidade de todas as partículas para a criação de algo tão belo como o mundo. É só saber aproveitar as coisas boas que este tem para oferecer.

Portugal parece-me mais pequeno e tacanho desde que voltei… mas não tem problema. Há sempre alguém a quem podemos ligar quando o mundo se aperta à nossa volta, right baby? E podemos sempre dar a fuga…

Gostaria de acrescentar aqui um abraço a Jesus porque me aturou vários dias e ninguém sabe como eu como isso é difícil; a Jone e a companheiros de casa pela hospitalidade; à sua senhora pelo jantar; à minha senhora pela confiança e por ter esperado; ao mundo por ser uma coisa bonita com a qual uma pessoa se consegue tornar mais sábia.

josé de arimateia, numa paz relativa muito, mas muito agradável

PS- agradeço ao meu alter ego "quase." a cedência de todas as fotos deste post


SENILIDADE. OU FALTA DO QUE FAZER.

Ou alguém enraba* o Caetano e sossega o facho da criatura, ou vamos continuar vendo coisas desse naipe. Alguém se habilita para sossegar a moça?
E ele continua concorrendo cabeça a cabeça com Preta Gil pelo 'Troféu Paris Hilton", que premia essas celebridades desesperadas que curtem pagar mico. Ponto para ele! Preta, faça alguma coisa!
* É, eu sei, muita gente já deve estar fazendo isso, inclusive todo o elenco da última peça do José Celso. Mas, putz, eles não devem estar dando conta...
Ps: leitores, nesse fim de semana a correria acaba e eu volto ao mundo dos blogs. Será o fim de um longo período de sumiço e posts acelerados.


Évite l'avenir / Evita o futuro

Nova

Dans un monde au futur du temps où j'ai la vie
Qui ne s'est pas formé dans le ciel d'aujourd'hui,
Au plus nouvel espace où le vouloir dévie
Au plus nouveau moment de l'astre que je fuis
Tu vivras, ma splendeur, mon malheur, ma survie
Mon plus extrême cœur fait du sang que je suis,
Mon souffle, mon toucher, mon regard, mon envie,
Mon plus terrestre bien perdu pour l'infini.

Évite l'avenir, Image poursuivie !
Je suis morte de vous, ô mes actes chéris
Ne sois pas défais toi dissipe toi délie
Dénonce le désir que je n'ai pas choisi.

N'accomplis pas mon jour, âme de ma folie, —
Délaisse le destin que je n'ai pas fini.

Catherine Pozzi

Num mundo no futuro do tempo onde tenho a vida
Que não se formou no céu de hoje,
No mais novel espaço onde o querer deriva
No mais novo momento do astro que fui
Viverás tu, esplendor meu, minha desgraça, minha sobrevivência
O meu mais extremo coração feito do sangue que sou,
Meu sopro, meu tocar, meu olhar, minha energia
Meu melhor bem terrestre perdido para o infinito.

Evita o futuro, Imagem perseguida!
Estou morta de vós, ó meus actos queridos
Não sejas desfaz-te dissipa-te desata
Denuncia o desejo que não escolhi

Não cumpras o meu dia, alma da minha loucura, -
Abandona o destino que não acabei.

(trad: alberto augusto miranda)


baiji - Nunca mais...

Os baiji, golfinhos de água doce que habitam o rio Yangtze na China, podem estar extintos. Esta é a conclusão de um estudo feito pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL), que atribuiu o desaparecimento destes mamíferos à actividade humana, noticia a versão electrónica do El País.

A situação dos golfinhos não era investigada desde finais dos anos 90, quando a sua população contava com 13 indivíduos.

Os cientistas, que publicaram o estudo esta quarta-feira na Royal Society Biology Letters, dizem que não conseguiram encontrar nenhum golfinho baiji no rio Yangtze, o seu habitat natural, durante a investigação visual e acústica que realizaram ao longo de seis semanas.

De acordo com os investigadores, estes golfinhos são os primeiros mamíferos marinhos a desaparecer da Terra devido à falta de regulamentação da pesca. Sam Turvey, da ZSL, classificou esta extinção de «trágica» e sublinhou que «temos de assumir a nossa responsabilidade de guardiões do planeta». ( in Portugal Diário )

 

Mais uma vez más notícias da China! É vergonhoso! A eliminação total de uma espécie... Quem nos deu esse direito?! Quem deu a alguns o direito de extinguir uma espécie?! Somos deuses?! Bah! Somos apenas mais uma espécie! Nestes dias sinto vergonha de ser humano, pois não somos "guardiões", somos virus que destroem tudo onde habitam... A China, com o titúlo de primeiro país onde se extinguiram mamiferos marinhos pode ir à merda! È mais uma... A divída deles ao mundo é cada vez maior... E se os Homens não a cobrarem, espero que a Natureza o faça...

Tudo isto fez-me lembrar uma música... Porque, agora, só em livros e filmes de arquivo...

 

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão

O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro

 

( Roberto Carlos - As Baleias )

 



Um alerta para o Mundo

Há 20 milhões de anos que o golfinho branco vivia no rio Azul, na China. Um rio de todas as cores, poluidíssimo, como quase todos os rios chineses. Um animal venerado porque, segundo uma crença local, neles reencarnavam as princesas que morrem afogadas. Reencarnavam e já não vai ser necessário proibi-las, como ao Dalai Lama, porque nenhuma princesa voltará a fazê-lo. O golfinho branco foi ontem declarado extinto. Um sinal de alerta para o desrespeito ambiental sistemático que caracteriza o “milagre” chinês, ignorado pelos donos de um mundo ávido de cifrões.


FC København


100% dos votantes na sondagem do Futebolisses elegeram o Beitar de Jerusalém como o seu preferido para defrontar o Benfica mas acabou por ser o FC København a vencer a segunda pré-eliminatória da liga dos campeões depois de fazer o 1-1 já no prolongamento da partida da segunda mão que lhe deu a vitória depois de ter vencido na Dinamarca por 1-0.

O Benfica está absolutamente obrigado a passar esta eliminatória, os dinamarqueses não podem ser obstáculo para um clube que se quer um dos maiores do mundo de maneira que nem faz sentido criar uma sondagem sobre qual o resultado provável da eliminatória.

Assim a nova sondagem do Futebolisses será sobre a necessidade ou não de mais reforços para o Benfica.


20 conselhos do Dalai Lama para você

  1. Sem amor, não poderíamos sobreviver. Os seres humanos são criaturas sociais, e sentir-se valorizado pelos outros é a própria base da vida
  2. Quanto mais respeito sentimos por uma pessoa comum, mais dela nos aproximamos e mais nos predispomos a seguir seus conselhos. Do mesmo modo, quanto mais crédito você der a seu mestre, maior progresso terá nas suas práticas.
  3. Se está acima de sua capacidade dar o melhor de si, a situação é uma. Mas se está a seu alcance, você deve fazê-lo.
  4. A única coisa que importa é colocar em prática, com sinceridade e seriedade, aquilo em que se acredita.
  5. Quer se creia, quer não em uma religião, quer se creia, quer não na reencarnação, não há ninguém que deixe de apreciar a cordialidade e a compaixão.
  6. Se nos examinamos a cada dia com atenção e vigilância, interrogando nossos pensamentos, nossas motivações e suas manifestações sobre nosso comportamento exterior, poderá emergir em nós uma real oportunidade de mudança e de aperfeiçoamento pessoal.
  7. Minha ignorância, meus apegos, meu desejo, meus ódios! Eis aí, na verdade, meus inimigos.
  8. A finalidade de todas as grandes religiões não é se manifestar exteriormente, construindo grandes templos, mas criar templos de bondade e compaixão no interior, em nosso coração.
  9. Quando somos capazes de reconhecer e perdoar os atos de ignorância cometidos no passado, nós nos fortificamos e nos colocamos à altura de resolver de maneira construtiva os problemas do presente.
  10. Um dos pontos mais relevantes nos relacionamentos humanos é a gentileza. Ela, o amor e a compaixão, esse sentimento que é a essência da fraternidade, levam-nos à paz interior.
  11. Se nosso espírito não se mantém estável e calmo mesmo quando nossa condição física é satisfatória, não conseguimos tirar dele nenhum prazer. Portanto, o segredo de uma vida desabrochada, agora e no futuro, consiste em desenvolver um espírito feliz.
  12. É indispensável demonstrar tolerância e paciência no amor a seus inimigos. Esse é o fundamento da vida espiritual, graças ao qual vivemos para o amor do próximo e para o bem da humanidade.
  13. A crença religiosa não é uma garantia de integridade moral. Olhando para a história, vemos que, entre os grandes provocadores – aqueles que distribuíram fartamente violência, brutalidade e destruição –, muitos há que professaram uma fé religiosa, às vezes escancaradamente. A religião pode nos ajudar a estabelecer princípios éticos. Contudo é possível falar de ética e moralidade sem recorrer à religião.
  14. Cada uma das ações que projetamos e realizamos e o modo pelo qual decidimos pautar nossa vida – como decidimos vivê-la no quadro das limitações impostas pelas circunstâncias – podem ser percebidos como nossa resposta à grande questão diante da qual todos estamos: “Como posso ser feliz?”
  15. Em nossa grande busca de amor, somos mantidos pela esperança. Sabemos, muito embora não o queiramos admitir, que não pode haver nenhuma garantia de uma vida melhor e mais feliz do que a que levamos no dia de hoje.
  16. O importante é que as pessoas façam um esforço sincero para desenvolver sua capacidade em matéria de compaixão. O grau que elas poderão realmente alcançar depende de numerosos fatores. Se realmente fazem tudo o que lhes é possível para ser mais cordiais e tornar o mundo um lugar melhor, então, a cada tarde, poderão dizer: “Pelo menos fiz o melhor que pude...”
  17. Não podemos vencer a cólera e o ódio simplesmente suprimindo-os. Devemos cultivar empenhadamente seus antídotos: a paciência e a tolerância.
  18. A linha divisória entre um desejo – ou um ato – negativo e um positivo não está no fato de ele lhe oferecer imediatamente a sensação de satisfação, mas, sim, no fato de ao final produzir resultados positivos ou negativos.
  19. A cobiça está ligada ao fato de que, embora o motivo subjacente seja a busca da satisfação, quer a ironia que, depois de conseguido o objeto de seus desejos, você nunca se sinta satisfeito. O verdadeiro antídoto contra a cobiça é o contentamento. Se você tem disso um senso desenvolvido, pouco importa que você consiga ou não o objeto. Nos dois casos, você estará igualmente satisfeito.
  20. Por via do esforço contínuo, poderemos superar todas as formas de condicionamento negativo e provocar mudanças políticas em nossa vida. Mas é ainda necessário percebermos que a verdadeira mudança não ocorre no intervalo de uma noite.
Fonte: Bons Fluidos


Só os bancos ganham dinheiro neste país?

Deu agora há pouco no jornal O Globo a seguinte noticia:

- Itaú supera Bradesco e tem o maior lucro da História do país no semestre

Essa noticia simplesamente revela duas coisas estarrecedoras:

1- Noticia quentinha de 1 hora atrás (Lucro recorde do Bradeco) ficou antiga. Hoje no mundo tudo muda toda hora e todo minuto!!

2- Só os bancos é que ganham dinheiro neste País.


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